Após o sucesso no musical “Bare” e nas telonas como Nicolas em “Uma Mulher Sem Filtro”, interpretando o enteado da Bia (Fabiula Nascimento), Enzo Campeão comemora a estreia do vilão Juks no filme “DPA 4 – O Fantástico Reino de Ondion”. “Ter feito parte de DPA 4 foi muito especial. Tanto por ser meu primeiro personagem grande, antagonista, nos cinemas, quanto pelo clima super leve e gostoso que era nas preparações e dentro do set com essa equipe incrível. Eu tive o privilégio de assistir o filme já, e posso garantir que todos os fãs de DPA vão amar! Tem muita aventura, mistério e reviravoltas. Estou muito feliz com o resultado do filme e muito ansioso para todos conhecerem o Juks”, declara o ator.
No filme “Uma Mulher sem Filtro“, ele contracena com Fabiula Nascimento e, um dos temas centrais, é a sobrecarga que as mulheres são obrigadas a assumir. Sobre isso, o ator aponta que “elas ainda hoje são muito cobradas, muito mais que os homens, e ainda sofrem com o machismo. Eu acredito que esse filme foi uma forma de discutir o tema de uma forma leve, na comédia, e mostrar o quanto é importante uma mulher se empoderar através do feminismo. É importante sempre reforçar o óbvio, que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, e há quem não entenda isso. E também, reforçar nosso papel como aliado”.
Jovem ator em início de carreira, Enzo já dialoga com as dificuldades que a profissão impõe, entre elas a cobrança constante e a concorrência do mercado. “Essa profissão é muito difícil, muito disputada. Acredito que para a gente se diferenciar do resto, precisamos estar sempre atualizados, estudar, ver o que está em alta, até ver outros caminhos também da área artística, tanto audiovisual quanto teatro, quanto musical. Há várias vertentes, então a gente pode se produzir também, o que é ótimo. Além disso, procurar sempre estar sendo visto, sempre estar sendo lembrado, da forma que for”.

Para Enzo Campeão é importante o posicionamento como aliado da causa feminista (Foto: Priscila Nicheli)
No audiovisual, ele participou da quarta temporada da série “Me Chama de Bruna“. Em “A Magia de Aruna“, produção da Disney dirigida por Duda Vaisman e Rodrigo van der Put, interpreta Pedro. Já na segunda temporada da série “Um Dia Qualquer”, vive Quirino na fase jovem, personagem que na fase adulta cabe a Augusto Madeira, sob direção de Pedro von Krüger. Em 2019, participou do acampamento de verão da New York Film Academy no curso Acting for Film.
Eu sempre pego os meus trabalhos, as gravações, tanto de teatro quanto de audiovisual, e gosto de analisar para ver onde eu posso melhorar. Acredito que é assim que a gente vai evoluindo. Acredito que em todo ator que está começando sempre bate essa insegurança de precisar dar certo e ser reconhecido, mas a gente tem que sempre ir batalhando para conseguir chegar e ficar firme — Enzo Campeão
Com um nome forte e pouco comum, sempre surge a dúvida se Campeão é um nome artístico ou um sobrenome. No caso dele, é sobrenome mesmo. “Campeão é o meu sobrenome mesmo. Muita gente me pergunta isso porque é um sobrenome que é muito difícil de encontrar. Originalmente é um sobrenome da Itália, que não era Campeão, era “campean”. No início eu até fiquei um pouco apreensivo de colocar ele, porque as pessoas talvez pudessem achar que fosse um pouco de soberba minha, mas optei por usar ele mesmo como mome profissional mesmo”.
No rastro desses passos firmes, que começam discretos e já desenham uma trajetória luminosa, Enzo Campeão segue costurando seus próprios caminhos como quem entende que a arte também é uma forma de resistência. Do musical ao cinema, do set leve de DPA ao rigor das séries, ele avança com a atenção de quem observa, aprende e se reinventa. Carrega no nome uma história antiga e, no ofício, um gesto novo: o de transformar inquietações em trabalho, inseguranças em movimento e sonho em matéria concreta.
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