*Com Lucas Rezende
Certa vez a revista masculina “GQ” contou a história de Gary Faulkner, um operário americano que foi preso em 2010 tentando entrar no Paquistão com uma espada, pistola e até equipamentos de visão noturna. O sujeito jurava ter sonhado com a captura de Osama Bin Laden e tinha o objetivo de matar o fundador da al-Qaeda. Reza a lenda, que Gary achava que o exército americano não seria capaz de, sozinho, derrotar Bin Laden após o 11 de Setembro, e por isso ele entraria em cena, para, além disso, cumprir um mandado divino.
A história, cômica, antes que fosse trágica, é o enredo do novo filme estrelado por Nicolas Cage. Com texto de Scott Rothman (de “A Grande Escolha”) e Rajiv Joseph (de “My America”), o longa vai se chamar “Army of One” e terá a direção de Larry Charles (de “Borat”). Com Cage no papel principal, o filme acaba de ganhar um reforço. Além de Rainn Wilson ( de “The Office”), Denis O’Hare (de “American Horror Story”) e Ken Marino (de “Veronica Mars”), “Army of One” terá em seu set o humorista britânico Russell Brand (de “Paradise”) ex-marido de Katy Perry. As filmagens começam nos próximos dias e serão preenchidas das técnicas de improvisação que Larry Charles usou em seus últimos longas de tônica semelhante, “Borat” (2006) e “Bruno” (2009). Já o lançamento deve acontecer ainda no final deste ano.
O enredo de “Army of One” fez HT, bom de memória que só, lembrar da sétima arte que ataca as alas radicais do mapa-múndi. São os longas que não tem medo e põe o dedo em uma ferida tão polêmica como de ditadores e grupos extremistas. Exemplo mais recente foi “A Entrevista“, longa de 2014 que teve seu lançamento cancelado pouco antes do Natal porque o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, não gostou nem um pouco da produção. A gente explica: “A Entrevista” conta a história de um apresentador de TV vivido por James Franco e seu produtor, que consegue marcar uma entrevista com Kim Jong-un. A CIA, esperta que só, aproveitou para colocar os dois em um plano de assassinato ao ditador. Também pudera, né?
Distribuído pela Sony Pictures, o longa fez a empresa receber ataques de hackers. Mas, no fim das contas, o estúdio encheu o peito e colocou “A Entrevista” nas salas de cinema. “Army of One” não chega a querer congar os terroristas do Oriente Médio, mas, querendo ou não, faz lembrar de um episódio que elas não gostam nem um pouco: o dia que os americanos deram fim em seu líder…
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