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Miguel Falabella se defende de acusações falsas sobre uso da Lei Rouanet: “Eu não sou produtor. Não sei sequer como se faz para inscrever um projeto na lei”.

"Tudo o que eu recebo na minha vida profissional é criteriosamente auditado. Quisera este país que todas as contas fossem vistoriadas como são as da Cultura", completou o artista sobre a questão que envolve o espetáculo "Annie", da qual ele assina a direção e a adaptação

Publicado em 25/05/2016 | Por Junior de Paula

Miguel Falabella não é homem de se calar. E, por isso, não aguentou em silêncio ler nas redes sociais acusações de que uma peça na qual ele assina a direção e a adaptação, o musical “Annie”, sucesso da Broadway, estaria apta a captar cerca de R$13 milhões via incentivo fiscal, proporcionado pela Lei Rouanet, e que ele seria o principal beneficiário. “Acabo de ler, horrorizado, nessa terra de ninguém que é a rede virtual, a seguinte notícia: peça de Miguel Falabella é autorizada a captar 13 milhões pelo MinC. A irresponsabilidade é tanta que o sujeito sequer deu-se ao trabalho de verificar se sou eu o proponente da lei. Não sou. Sou um profissional com vasta experiência no ramo. Sou contratado para dirigir e adaptar um texto norte-americano. Recebo um salário declarado (e devidamente auditado) pelos meus serviços. Ponto. Quem lê aquela barbaridade tem a impressão de que eu estou embolsando 13 milhões do dinheiro público”, comentou Miguel em sua página pessoal no Facebook.

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E ele não parou por aí. “Eu não sou produtor. Não sei sequer como se faz para inscrever um projeto na lei Rouanet. Mesmo assim, é importante frisar que os valores altos das grandes produções é proporcional aos gastos e diluído ao longo tempo em que ficam em cartaz. Então, vamos lá : trinta atores em cena, doze cenários, mais de cem figurinos, dezesseis músicos na orquestra, mais de uma centena de técnicos, pagamento de 30% da bilheteria bruta às casas de espetáculo, 25% dos ingressos a preços populares, além da justa cota de contrapartida social, levando milhares de espectadores gratuitamente aos espetáculos. Atenção: temos que separar o trigo do joio, ou isso vira uma loucura! Não sou produtor, mas sei fazer contas. Tudo o que eu recebo na minha vida profissional é criteriosamente auditado. Quisera este país que todas as contas fossem vistoriadas como são as da Cultura”, finalizou.

Cena de "Annie", na Broadway

Cena de “Annie”, na Broadway

O espetáculo “Annie” é baseado nas tiras do quadrinista e escritor Harold Gray, batizadas “Little Orphan Annie” (“Annie, a Pequena Órfã”). Nelas, a jovem ruiva de 11 anos, Annie, sonha com uma vida fora do orfanato onde foi deixada, até que um dia é escolhida para passar uma semana com o famoso multimilionário Daddy Warbucks. Essa semana dá lugar a muitas mais e a única pessoa que quer destruir a felicidade de Annie é a preceptora do orfanato. A história chegou ao palco da Broadway em 1977, ganhando dois revivals, em 1997 e 2012, e segue em cartaz até hoje.

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