Maria Bethânia, a menina de Oyá, vai virar apresentadora…de um programa de poesias. A estreia é no mês que vem, no canal por assinatura Arte 1, operado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Logo no début, Bethânia gravou com o cantor, compositor e escritor brasileiro Jorge Mautner (o pai da diretora global Amora) e o diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras e atual orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Alberto da Costa e Silva. O teor da conversa? A obra do poeta baiano Castro Alves, falecido em 1871.

Maria Bethânia, Chico Buarque e Wander Melo Miranda em uma das gravações (Foto: Divulgação)
Nos outros três capítulos dessa temporada inaugural, Bethânia gravou com o irmão, Caetano Veloso, para falar da obra da ucraniana Clarice Lispector – aliás…eles, juntos, interpretaram “O Nome da Cidade” (aquela do “Ôôôôôôô ê boi! ê bus!”). Na lista de convidados da cantora também estiveram Chico Buarque (eles falaram sobre o trabalho do poeta João Cabral de Melo Neto), o pesquisador e diretor da Editora UFMG Wander Melo Miranda e o compositor Paulo César Pinheiro. Cada programa terá meia hora de duração.
Em entrevista ao próprio Arte 1, Bethânia disse: “Quase que é um desaforo uma pessoa subir no palco pra dizer poesia hoje. Tudo o que é suave, doce, fica um pouco jogado de lado. A poesia é o auge da doçura, da delicadeza, é como eu sinto. E acho que tem pouco tempo pra ela. Porque é da vida mesmo, do tempo, do movimento do mundo, da rapidez, fica tudo corrido. A poesia não pode correr, tem que ter tempo pra sentir, pra dizer, pra ouvir. Tem um motivo pra escolher, tem que ter tudo isso”. O programa tem os dedos da produtora Cine Group e foi todo gravado no Rio com direção geral de Mônica Monteiro.
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