Acostumada a mostrar os diferentes bastidores e personagens da cena noturna, Sarah Oliveira se prepara para receber duas convidadas mais que especiais no “Calada da noite” desta terça-feira (6), às 22h30 no GNT: Mariana Ximenes, que conta todos os bons momentos vividos sob a luz da lua; e Fernanda Young, que comenta o fato de todas as mulheres na sua família serem insones.
“Há uma cena no filme ‘Um Homem Só’, no qual sou uma ruiva e tenho muitas sardas pelo corpo, que o personagem do Vladimir Brichta liga as minhas sardas, formando estrelas. Essa imagem é muito forte na minha mente”, comenta a atriz, que ainda revela o segredo para conseguir ativar as emoções antes de uma cena: ouvir “Vivaldi por Max Ritcher”. “Já ouço na maquiagem, aí me fecho um pouco – não dá para falar com todo mundo – e, na hora da cena então, eu vou para um canto, peço um minutinho, ouço três vezes e me conecto com a emoção que eu tenho que atingir. Penso muito na personagem, na história dela e então a cena fluí”, conta.

Sarah Oliveira e Mariana Ximenes gravam juntas episódio de hoje do “Calada da noite”, às 22h30 no GNT (Foto: Divulgação)
Ao longo do episódio, que foi gravado na casa da atriz, Mariana Ximenes também explica o aprofundado trabalho de autoconhecimento que faz para poder mergulhar de cabeça em seus papeis: “Você tem que entender quem é a Mariana para poder se doar para seus personagens. Então, eu comecei a sentir um recolhimento maior, porque, às vezes, a correria do tempo e da vida te engole, você não tem tempo para você”. E como ela atinge esse recolhimento em uma era onde o tempo para si mesmo é cada vez mais escasso? “A meditação me ajuda muito. Aprendi há pouco tempo e acho que é uma técnica, com a qual todo mundo deveria pelo menos flertar. Proporciona uma viagem para dentro de si muito interessante”.
Enquanto isso, a entrevista com Fernanda Young, para o mesmo episódio, vem até com direito a canja da autora cantando “Tatuagem”, de Chico Buarque. “Obviamente, na noite eu encontro a minha medida de silêncio, de estética, de reconhecimento. Mas o notívago, para mim, não é coletivo. A noite, poeticamente e de forma literária, é o que me sugere drama, me sugere pathos, me sugere dor”. Fernanda também explica que, para ela, é fácil curtir a noite adoidado, mas se dar tempo (sentiram a sintonia com Mariana?) é o difícil. “A noite, pô, a gente pode simplesmente se jogar nela. Agora, lidar com as camadas obscuras da intimidade do coração, da mente e da alma, aí nem todo mundo consegue”.
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