José Padilha, o homem por trás dos sucessos “Ônibus 174”, “Tropa de Elite” e “Paraísos Artificiais”, não é mais um habitante do Rio de Janeiro, cidade que foi palco da maiorias de suas histórias que brilharam na sétima arte. O cineasta se mudou com a mulher, Jô Rezende, com quem está casado há 20 anos, e o filho Guilherme, de 11, para Los Angeles, nos Estados Unidos. O fato pode até não ser daquelas grandes novidades, mas o motivo é.
Personagem das páginas negras da Revista Trip, Padilha revelou que sofreu um atentado mal sucedido. Era a época do lançamento de “Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro”, em que atuou como diretor, roteirista e produtor. Ele estava em sua produtora, no bairro do Jardim Botânico, quando ligaram para sua secretária confirmando sua presença no local. “Dez minutos depois entraram duas motos pela contramão, e está tudo filmado, pararam em frente à produtora, um carro parou na esquina e o cara tocou a campainha e perguntou por mim. Minha secretária, esperta pra caramba, se ligou e disse que eu não estava, e os caras, armados, ficaram insistindo uns três, quatro minutos para entrar”, lembrou.
Enquanto isso, ele, dentro da produtora, se armou como podia: pegou um arbalete – arma de mergulho – que seu sócio, Marcos Prado tinha já que havia acabado de filmar “Paraísos Artificiais” no litoral. “A gente ligou pra polícia, pra segurança, o tempo foi passando e os caras subiram nas motos e foram embora. Peguei o material filmado e levei pro Rodrigo Pimentel [ex-membro do Batalhão de Operações Policiais Especiais] analisar”, contou. Se ele tem suspeitas de quem queria sua cabeça? “Fomos processados por vários policiais no ‘Tropa de elite 2′ e ganhamos todas as ações . O Pimentel virou pra mim e disse: ‘Zé, você tem que ter segurança, vai precisar ter dois policiais com você para dois turnos, dois com seu filho, dois com a sua mulher’. Daí eu falei: ‘Cara, não quero viver assim'”, decidiu.
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