Só tem uma coisa que João Gordo não aceita por parte de seus filhos: que se afundem nas drogas. E fala isso por experiência própria. “Experimentei as melhores. Quase fui viciado em heroína. E essa é perigosa. E crack. Crack é pior. A primeira vez é bom, mas o bagulho é viciante. Você fica compulsivamente fumando e só quer saber disso. Depois de uma semana você quer morar na cracolândia. Tem todo aquele lance de dormir no cocô, e é verdade aquilo. Só não fiquei viciado porque umas amigas me resgataram e tudo mais. Mas o baixista e o guitarrista da banda (Ratos do Porão) viciaram e o grupo quase acabou por isso”, revelou em entrevista à Rafinha Bastos.
Contando sempre ter sido “do contra”, João Gordo contou ainda que passou oito anos contratado da MTV ganhando o mesmo salário e que aceitou ir para a Record trabalhar com Marcos Mion por causa de “promessas mirabolantes”: “Não fui para a Record ganhar rios de dinheiro e virar crente. Fui para causar. Eu tinha certeza que ia dar o maior caos. Fiquei três anos na geladeira ganhando salário de desembargador”, contou o apresentador e músico. João, que passou 15 anos da sua vida sem falar com o pai porque, dentre outras coisas, “ele batia na cara, com o que tivesse na mão”, também admitiu a dificuldade para manter uma banda de rock underground no mercado: “Difícil ter banda desse tipo no Brasil: ou você trafica, ou vai para MTV ou vai dar a bunda”. A escolha dele, a gente já sabe.
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