*por Vítor Antunes
A TV Globo se vê enredada numa polêmica que, como quase tudo no Brasil em fevereiro, mistura carnaval, política e cálculo de audiência. O impasse gira em torno da transmissão dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, mais especificamente da primeira escola a atravessar a Marquês de Sapucaí no próximo domingo: a Acadêmicos de Niterói, que levará para a avenida uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dado que tensiona o roteiro é evidente. Trata-se de um presidente em exercício, potencial candidato à reeleição, celebrado em rede nacional no horário mais nobre da festa popular mais televisionada do país. Na internet, começaram a circular versões. Uma delas: a Globo não transmitiria especificamente o desfile da Acadêmicos de Niterói. A segunda, mais elaborada: a escola até iria ao ar, mas não ao vivo — entraria como VT, possivelmente exibido após a última agremiação da noite, a Mangueira. Uma terceira hipótese aventada nos corredores sugere que a emissora esticaria o Big Brother Brasil até o início do desfile da Imperatriz Leopoldinense,
Procurada, a Globo respondeu com uma nota sintética. “Faremos a transmissão de todas as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Os detalhes da transmissão ainda não foram divulgados”, disse a emissora. A declaração confirma o compromisso formal com a integralidade da cobertura, mas mantém em aberto a estratégia — se ao vivo ou gravado, no horário previsto ou reposicionado. Até domingo, o suspense não está apenas no enredo das escolas, mas também na grade de programação.

Tiago Martins, carnavalesco; o presidente Lula; o presidente da Niterói Wallace Palhares (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)
Artigos relacionados
No Top 10 do Globoplay, série com Guilherme Rodio reforça força do true crime no audiovisual
Luan Brum retorna ao Brasil com 'Ben Hur' na Record e, após experiência na Argentina, nega ter sido alvo de preconceito
Prêmio do Humor chega à 9ª edição, celebra Marco Nanini e reforça espaço da comédia no cenário cultural