*por Vítor Antunes
Depois de acumular experiências em televisão, cinema, teatro e plataformas de streaming, o ator Gabriel Barreto vive um momento de expansão em sua trajetória artística em um novo formato narrativo: as novelas verticais. Desde o dia 6, Barreto protagoniza “Com licença, eu sou o big boss”, produção do aplicativo ReelShort que já caiu no gosto do público. Na trama, ele interpreta o enigmático Alex Kingsley. “Ele é um militar que veio do nada, vai para o exterior em missão de paz, nesse período enriquece absurdamente e se torna um dos homens mais ricos do mundo. Na sua volta ao Brasil ele não conta que que enriqueceu, assim vai testando o caráter de todos a sua volta. A história é uma adaptação da versão americana, onde um militar comum vai para o exterior em uma missão de paz e se torna um empresário bilionário, as pessoas no Brasil não sabem da sua ascensão financeira e ele usa disso pra testar quem é quem e aí o drama se desenrola”, explica o ator.
O impacto da novela não demorou a aparecer: em menos de duas semanas, a produção já contabilizava mais de 14 milhões de visualizações. O sucesso se apoia no formato ágil — episódios de curta duração, pensados para consumo rápido nas redes sociais. O modelo tem crescido tanto que até a Globo estuda lançar sua primeira novela desenvolvida exclusivamente para a internet. Barreto enxerga o projeto como parte de uma transformação global na forma de se consumir dramaturgia. “É um novo formato que está dando muito certo no mundo todo, pílulas de dramaturgia que vão gerando ganchos e o público não consegue parar de assistir. São episódios de 1 minuto e meio. Não veio para substituir nenhum outro formato, apenas somar, multiplicar”, analisa.

Gabriel Barreto vive um militar em novela vertical do ReelShort (Foto: Divulgação)
Gravada em junho no Rio de Janeiro, com locações em Jacarepaguá, Vargem Grande e Barra da Tijuca, a novela tem seus dez primeiros capítulos disponíveis gratuitamente no ReelShort. Para além do desafio técnico, o ator destaca as afinidades que descobriu com Alex Kingsley. “O Alex é um cara muito digno de muito caráter, é muito bom quando a gente admira a personalidade do personagem que estamos fazendo, criando, atuando”, afirma. E completa: “Sou fã da história e já tinha feito testes antes, então estou muito feliz e de poder fazer parte da trama. O clima nos bastidores é leve e gostoso, com uma equipe talentosa, muito tranquila e amada.”
A agenda de Gabriel Barreto, no entanto, não se restringe ao universo das novelas curtas. Ele estará também na quinta temporada de “Arcanjo Renegado”, série da Globoplay que se consolidou como uma das mais assistidas do catálogo. No cinema, o ator integra o elenco de “A vida de cada um”, novo longa de Murilo Salles, que terá sua estreia em outubro, durante o Festival do Rio. No filme, Barreto vive um personagem diametralmente oposto ao Alex Kingsley. “Faço o Reginaldo, um personagem extremamente mau caráter. Todas as minhas cenas são com a Bianca Comparato. Ele é dono de uma concessionária de carros e é envolvido com o jogo do bicho. Pra esse processo resolvi me desconstruir bastante, engordei 7 quilos, fiz um cara mais largado, com autoestima baixa, o Murilo não me pediu isso, mas foi um momento que aproveitei pra experimentar nesse lugar”, revela.

Ator estará em “racanjo “Renegado”, da Globo (Foto: Binho Dutra)
As filmagens aconteceram em 2023, em locações no Andaraí e em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Para o ator, a participação no longa carrega um significado especial. “Estou muito feliz com a estreia no festival! É a primeira vez que estou em um longa que participará de um dos maiores festivais do Brasil. Sou muito fã do Murilo e é o segundo longa que faço com ele”, celebra.
Entre missões de paz, batalhas de bastidores e personagens que transitam entre a dignidade e a sombra, Gabriel Barreto parece escrever a própria história como quem costura diferentes mundos em uma mesma pele. Seja em capítulos verticais que cabem na palma da mão, seja na imensidão da tela do cinema, o ator segue em movimento, multiplicando experiências, desafiando fronteiras e provando que sua arte não cabe em um único formato — mas se reinventa, sempre, no compasso da sua inquietação criativa.
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