Exposição de Antonio Amancio transforma memória e intimidade em mosaico geométrico de cores e sentimentos


O roteirista Antonio Amancio estreia sua primeira exposição individual, “Entre Caixas e Afetos”, em 26 de fevereiro na Casa Caminhoá, no Horto. Conhecido por programas como Amor & Sexo, ele mergulhou nas artes plásticas em 2020, explorando memória, identidade e intimidade. As pinturas nascem de uma investigação subjetiva que combina rigor geométrico, cor e emoção, influenciada por sua formação multidisciplinar. Com curadoria de Alexei Waichenberg, a mostra propõe ao público uma travessia sensível por afetos e experiências pessoais

A arte que nasce na geometria do afeto. Antonio Amancio, roteirista e criador de programas como “Amor & Sexo”, “Tempero de Família” e “Bem Juntinhos”, decidiu, em 2020, mergulhar em uma pesquisa intensa nas artes plásticas. O resultado dessa imersão será mostrado no próximo dia 26 de fevereiro, na Casa Caminhoá, no Horto, onde o artista fará sua primeira exposição individual intitulada “Entre Caixas e Afetos”.

"Areia de Rio". Obra de Antonio Amancio (Foto: Felipe Ziehe)

“Areia de Rio”. Obra de Antonio Amancio (Foto: Vinicius Ziehe)

Antonio, que já tem obras em coleções privadas no Brasil, Portugal e EUA, irá reunir um conjunto de pinturas que falam de memória, identidade, intimidade e dos laços que nos unem. “Entre Caixas e Afetos” nasce de um experimento do artista na própria subjetividade, no qual a prática artística opera como ferramenta principal. “Luto para tentar encontrar o fluxo da minha pintura que, por acaso, é geométrica”, revela.

“Boi Seco da Bochecha Rosa” (Foto: Vinicius Ziehe)

O artista, que tem formação em Matemática, Teatro e Direção teatral, revela um pouco da sua sensibilidade. “Como matemático, esse equilíbrio geométrico me acalma. Ao mesmo tempo, promovo intervenções sobrepostas que me atordoam. A subjetividade vem através da cor. Construo assim, um emaranhado de emoções que vão montando uma colcha de retalhos, um mosaico de cores, texturas e sentimentos”, explica.

“Chuva”, obra de Antonio Amancio (Foto: Vinicius Ziehe)

Com curadoria de Alexei Waichenberg, o vernissage convida o público a atravessar um território sensível, onde cada obra funciona como um espaço de escuta, identificação e composição afetiva. Antonio Amancio nasceu no Rio de Janeiro e, durante anos, também atuou na formação de atores para o audiovisual e na gestão de carreiras artísticas.