Apesar de dominar as rádios de grande parte do país, o sertanejo é um gênero que não tem descanso no Brasil. Após a declaração polêmica de Zeca Camargo na semana passada, na qual criticou a cobertura excessiva sobre a morte do cantor Cristiano Ronaldo Araújo, agora foi a vez de Monica Iozzi falar sobre o gênero. Após exibir uma matéria sobre Cazuza no “Video Show” (veja aqui), como forma de homenagear o artista no dia em que completa 25 anos de morte, a apresentadora comentou: “Esse pessoal mais novinho que não conhece, vamos ouvir Cazuza, gente. Vamos deixar o sertanejo universitário de lado e ouvir um pouquinho de Cazuza para deixar o mundo melhor?!”.
Claramente, a intenção da apresentadora não foi a de difamar o sertanejo, mas sim de exaltar a obra politicamente engajada de Cazuza. Tanto que, quando Fernanda Lima e Otaviano Costa brincaram que Monica “iria apanhar na rua” por ter feito a declaração, ela se explicou: “Eu gosto de sertanejo, mas não pode ser só isso! Vamos parar de ouvir um pouco de funk e sertanejo, e ouvir um pouco de Cazuza, de Legião Urbana, de Elis Regina…”, brincou, emendando com “vamos ouvir as bandas do ‘Superstar’“.
O lado de Monica Iozzi é mais do que compreensível: em um país culturalmente tão rico quanto o Brasil, com tantos ritmos e gêneros, se prender a apenas um é deixar de conhecer outras esferas maravilhosas da nossa produção. E conhecer Cazuza e/ou Elis Regina é o mesmo que conhecer a nossa história recente. De uma forma ou de outra, a internet não perdoou a fala da apresentadora, que foi ao Twitter se defender: “Amo música caipira, sertaneja de raiz. Amo! Não gosto é do sertanejo universitário. Sei lá… Só pra deixar claro”.
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