Nem tudo são flores no meio artístico. A novidade da vez é o disse me disse na peça “T.R.A.N.S.”, envolvendo o ator Thammy Miranda e o produtor e diretor Carlos Verahnai. O espetáculo, que estreou no Rio no dia 31 e ficaria até 2 de julho, não está mais em cartaz no Teatro Glauce Rocha por problemas nos bastidores. Enquanto Carlos Verahnai afirma que a razão seria a baixa bilheteria por seção, entre 15 e 20 pessoas, de acordo com o diretor, Thammy deu outra justificativa. Segundo o ator, o cancelamento do espetáculo foi por motivo de “falta de caráter do diretor”. As declarações de ambos os envolvidos foram publicadas através de vídeos em seus perfis no Facebook. O relato de Thammy Miranda foi compartilhado no sábado à noite e o de Carlos, no domingo, como “um esclarecimento e defesa a algumas mentiras e maldades”.
A confusão instaurada na peça “T.R.A.N.S”, que também tem Andressa Ferreira, namorada de Thammy Miranda, no elenco, vem desde a primeira apresentação em uma mostra em Tiradentes, em Minas Gerais. Na ocasião, Thammy disse que Carlos Verahnai havia afirmado que o espetáculo seria apenas para a divulgação da peça. Porém, de acordo com o ator, o diretor ganhou R$ 6 mil pela apresentação. “Fizemos uma participação na Mostra de Tiradentes, em Minas Gerais, e o diretor falou para gente que seria tudo de graça, só para divulgação, mas acabamos descobrindo que ele ganhou 6 mil reais. Depois, ele falou que a Funarte iria ganhar 40% da bilheteria, inclusive eu tenho áudios dele falando isso, mas a Funarte ganha só 10%. Percebemos mentira atrás de mentira. Não só eu e a Andressa estamos com problemas com o Carlos Verahnai, toda a equipe está com problema com ele”, disse Thammy que afirmou que a equipe da peça irá “entrar com uma ação conjunta contra o Carlos”.
Outro ponto desta confusão entre Thammy Miranda e Carlos Verahnai está, segundo o diretor, na ingratidão e falta de conhecimento do que é fazer teatro por parte dos atores. Para Carlos, Thammy, que estava estreando nos palcos na peça “T.R.A.N.S.” desconhece o que é essa arte. “Fazer teatro é muito difícil. Nem Thammy, nem Andressa fazem ideia do que é teatro. Faltavam aos ensaios, chegavam aos ensaios cansados, ensaiavam tudo meia-bomba… O espetáculo estava todo meia-bomba. E eu estava sofrendo com o artístico do espetáculo. (…) Estou muito triste com a ingratidão de pessoas que não sabem o que é fazer teatro neste país”, disse o diretor.
Nisso tudo, entre boatos e acusações, o certo é que “T.R.A.N.S.” não está mais em cartaz no Teatro Glauce Rocha. Se por um lado foi desistência e por outro falta de caráter, o fato é que a crise brasileira também influenciou no fim da peça. Com menos de 20 pessoas por seção, segundo a declaração de Carlos Verahnai, a bilheteria da peça decepcionou o trio. “É duro fazer teatro, é duro esperar uma bilheteria e a bilheteria não vir. Aí, vem uma pessoa que estreia no teatro e, sem o mínimo de humildade, acusa a mim… Eu quero que eles se retratem perante a justiça, sim. O que eles estão fazendo é muito sério. Dei a oportunidade deles fazerem teatro, que é uma arte antiga, milenar… Eles que acabaram com o espetáculo, eles que desistiram. A peça foi abortada por eles. Eles não foram profissionais”, desabafou Carlos.
Artigos relacionados
No Top 10 do Globoplay, série com Guilherme Rodio reforça força do true crime no audiovisual
Luan Brum retorna ao Brasil com 'Ben Hur' na Record e, após experiência na Argentina, nega ter sido alvo de preconceito
Prêmio do Humor chega à 9ª edição, celebra Marco Nanini e reforça espaço da comédia no cenário cultural