Escrito mais um capítulo da guerra entre a Procure Saber e o Google. Aos fatos: a associação de autores e artistas, dedicada a estudar e informar aos interessados sobre regras, leis e funcionamento da indústria fonográfica; formada por nomes como Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque, Lenine e companhia ilimitada está rebatendo um anúncio feito pelo Youtube/Google. É que a detentora do gigantesco site de reprodução de vídeos foi à público dizer que começou a pagar (após um antigo vai e vém) os direitos aos autores musicais pelo uso de suasobras no Brasil. E aí que a Procure Saber quer desmentir: “Contudo, resolveu pagar apenas 75% do que é devido, porque não reconhece o direito de execução pública que corresponde a uma parte importante dos direitos de autor no streaming. Com isso, também não paga os direitos conexos dos artistas e músicos brasileiros”. Em outras palavras: paga apenas parte da conta, já que não reconhece o restante como direito justo do artista receber.
Como justificativa para sua defesa, a Procure Saber alega que “em países como México, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Argentina, o Youtube paga os 100% dos direitos de autor”. Dessa forma, a Procure Saber, a UBEM, e o Sindicato dos Músicos estão analisando as providências que vão tomar para evitar prejuízos aos criadores nacionais. E tem mais: aproveitando o embalo, a associação passou a repercutir as buscas que a polícia francesa – com cerca de 100 homens – está fazendo em um escritório do Google em Paris, como parte de uma investigação por fraude fiscal (lê-se impostos atrasados). A polícia conduz as investigações como parte de um inquérito preliminar da procuradoria nacional financeira.

Membros do Procure Saber reunidos em Brasília (Foto: Reprodução)
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