A atriz Letícia Sabatella entra hoje com uma ação por danos morais por conta de um episódio no qual ela afirma ter sido chamada de ‘puta’ e ‘vagabunda’ ao atravessar um ato de direita em Curitiba, no dia 31 de julho de 2016. Os acusados de integrar o grupo seriam os paranaenses Gustavo Pereira Abagge, Marli Terezinha Rossi e Eder Fabiano Borges Adão. O processo foi aberto na 26ª Vara Cível do Rio e deferida pelo a advogado Paulo Petri. Segundo o colunista Ancelmo Gois, a acusação afirma que os réus teriam arremessado tinta na atriz que atingiu o rosto, cabelo e roupas, “além de lhe empurrarem em flagrante constrangimento físico”.

(foto: divulgação)
Na época, Sabatella postou um vídeo nas redes sociais mostrando o que teria acontecido durante a manifestação pró-impeachment. Os agressores carregavam faixas com a mensagem “República de Curitiba”, enquanto a xingavam. Ainda na gravação Gustavo Abagge a chama de ‘puta’ e agride a atriz. Uma mulher aparece aos gritos chamando Letícia de comunista. “Comunista, cria vergonha. Nossa bandeira jamais será vermelha. Sem vergonha, acabou a mamata para vocês. Chora petista”, proferiu. Contra as acusações, a atriz apenas diz que as pessoas não eram democráticas. Sabatella escreveu, ainda na internet, que não tinha participado do protesto. “Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem”, afirmou.
Alguns políticos se manifestaram a favor da atriz. Entre eles, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT). Nas redes, várias pessoas enviaram mensagens consolando a artista.

Leticia Sabatella em editorial (foto: divulgação)
Segundo o site Pragmatismo Político, o empresário Gustavo Pereira Abagge é filho do Nicolau Elias Abagge, ex-presidente do Banestado, do Paraná. O banco, de acordo com o site, teria passado por vários escândalos de corrupção, em 1998. Ele é acusado de enviar grandes quantias para o exterior. Na CPI, o banqueiro recebeu apenas dez anos de prisão.
Artigos relacionados
No Top 10 do Globoplay, série com Guilherme Rodio reforça força do true crime no audiovisual
Luan Brum retorna ao Brasil com 'Ben Hur' na Record e, após experiência na Argentina, nega ter sido alvo de preconceito
Prêmio do Humor chega à 9ª edição, celebra Marco Nanini e reforça espaço da comédia no cenário cultural