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Escalado para “Êta mundo bom”, Ary Fontoura é pura ira com a política: “Não gosto do governo que existe, nem de quem está governando”

Prestes a estrear na pele de um fazendeiro na próxima novela das 18h da Rede Globo, o veterano disse que espera que “esse país não seja tão conturbado como está, que as pessoas tomem vergonha na cara e que os governantes vejam que são pagos pra nos governar, para nos servir, e não para servir a si próprios”

Publicado em 08/01/2016 | Por Karina Kuperman

Ary Fontoura está inserido em um núcleo cômico em “Êta mundo bom”, próxima novela das 18h da Rede Globo. Fazendo graça na televisão, na vida real ele nos garantiu: a situação do país não lhe desperta sorrisos. “Minha opinião politica é a pior possível com isso aí que está estabelecido. Eu particularmente não gosto do que está acontecendo, falo mesmo, como a maioria não gosta. Não gosto do governo que existe atualmente no país, não gosto de quem está governando, não gosto de ouvir a palavra mensalão. Enfim, sou seletivo com relação a politica”, disse. Mas engana-se quem pensa que, na opinião do ator, a culpa é apenas do Partido dos Trabalhadores. “Não tenho preferência nem pela oposição nem pela situação. O Brasil precisaria mudar o sistema politico e os políticos”, opinou.

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Sem preferências partidária, Ary só espera que “esse país não seja tão conturbado como está, que as pessoas tomem vergonha na cara e que os governantes vejam que são pagos pra nos governar, para nos servir, e não para servir a si próprios”. Com tanta opinião, o que ele achou a respeito do movimento de impeachment, que começou no final do ano passado, e da petição em que diversos artistas se declararam contra? “A palavra impeachment, se for necessário, gosto de ouvir sim. Vivemos em uma democracia e, pelo próprio sistema, cada um tem a possibilidade de ter a própria opinião e tem a sua, vamos respeitar”, defendeu.

Quem também falou de política com HT foi a turma d’O Rappa. Vem ler!

Se com o novo ano, o ator espera que o país “tome jeito”, sobrou tempo para as resoluções pessoais durante a virada? “Eu particularmente não gosto dessas festas onde temos obrigatoriedade de ser feliz. Todo mundo quer ter melhor natal, melhor ano novo. Passo batido. Não pelo fato em si, o Natal é importante, lembramos de Jesus, tem religiosidade muito profunda, fazemos orações, comemos, mas tem gente que inverte esse processo, só come e não lembra. Ano novo é estranho porque quando você está comemorando o seu, os japoneses já estão um dia na frente. É uma convenção, que entramos ou não. Mas nada que um bom espumante não faça sentir alegre. Foi o que eu fiz”, brincou ele, que, há tantos anos na telinha, continua cheio de disposição e alegria a cada trabalho. “Procuro estar sempre bem para aguentar esse rojão e aproveitar a vida. Gosto muito de viver!”, declarou.

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