Depois de analisar o processo de criminalização do funk em entrevista com Pedro Bial, no “Conversa com Bial“, e criticar a proposta na internet, Anitta pode ganhar os microfones do Senado Federal. Pelo menos é isso o que o senador carioca Romário Faria quer. Relator do processo que visa criminalizar o gênero musical, o ex-jogador de futebol afirmou que pretende realizar uma audiência pública para debater a questão. Para o encontro, que deverá ocorrer no mês que vem, Romário escalou nomes de peso no cenário do funk. São eles, além de Anitta: Mc Marcinho, Cidinho e Doca (compositores do Rap da Felicidade), Mc Koringa, MC Bob Rum (compositor do Rap do Silva), Valesca Popozuda, Bochecha e Tati Quebra Barraco.
A intenção do parlamentar, conforme ressaltou no Senado esta semana, é defender o funk. Carioca, Romário é contra o processo instaurado pelo empresário Marcelo Alonso, que reuniu mais de 20 mil assinaturas com a intenção de tornar crime esta produção musical. “Eu, como um carioca nato e um eterno funkeiro, sou totalmente contra essa proposta. Além de ser inconstitucional, por atentar contra a liberdade de expressão, o funk tira pessoas do desemprego, gera renda e movimenta a economia”, disse Romário.

Romário quer debate com Anitta e outros funkeiros no Senado no processo de criminalização do gênero (Foto: Reprodução)
Em entrevista no programa Conversa com Bial, Anitta destacou a importância do funk para a cultura e para a representatividade de classes mais populares. De acordo com a cantora, o gênero é responsável por abrir portas a gerar oportunidades e empregos para diversas pessoas. Sem esconder suas raízes, Anitta definiu como um absurdo o projeto de lei que tramita no Senado. “Eu seria muito ingrata de fingir que não estou vendo tudo isso. Eu amo o funk, é um ritmo incrível”, afirmou.
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