Poeta, cantor, compositor e letrista, o eterno Cazuza marcou a música, a cultura e a sociedade brasileira e hoje estaria completando 58 anos de muita vida, se ainda estivesse, fisicamente, por aqui. Entre suas canções, seu legado imortal, os inúmeros sucessos “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado” e “Bete Balanço”, na época do Barão Vermelho, e em carreira solo, “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Para”… Ufa! Em sua trajetória não só hits que emocionam muita gente até hoje, mas também a luta contra a AIDS e a Sociedade Viva Cazuza, que ajuda crianças soropositivas. No dia em que o cantor comemoraria 58 anos, HT conversou com sua mãe, Lucinha Araújo, à frente da instituição. Vem conferir!
“Eu festejei na sexta-feira, com uma missa celebrada na Igreja da Ressureição, em Ipanema (Zona Sul do Rio), porque eles não fazem missa na segunda”, contou, sobre como comemora o aniversário do filho, “A gente vai pro cemitério, missa, faz essas coisas exteriores para marcar a data melhor. Porque no fundo, a lembrança que eu tenho dele está dentro de mim”.
Lucinha também falou sobre sua missão de preservar a memória do cantor, em seu trabalho na Sociedade Viva Cazuza. Missão que tem ficado mais difícil com a crise econômica do país.”A nossa sorte é que a gente sobrevive além de doações, dos direitos autorais das músicas. Graças ao talento do meu filho, que mantém a instituição até hoje. Quando falta, eu completo com o dinheiro dele. As doações caíram bastante”, explicou.
“O Brasil está passando por uma crise muito séria, não haveria como dizer que uma instituição não ia sofrer por isso”, analisou. Sobre a atual questão política, ainda disse, “Tenho muita pena, todo brasileiro deve ter, a gente vê todos os dias no jornais, todo mundo desempregado… Quero ver o que vai acontecer, mas torço sempre pelo país. Poder é alternância. Temos que lutar por um país melhor, se não são os governantes de hoje, temos que acreditar que amanhã vão surgir melhores”.
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