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No Rio, Summer Break Festival mistura rock e reggae em edição com bandas consagradas

De O Rappa à Incubus e Dave Matthews Band, o festival passeou entre o rock e o reggae durante seis horas de shows

Publicado em 09/12/2013 | Por Heloisa Tolipan

No último final de semana, um evento musical com gostinho de verão,  encerrou a onda de festivais de 2013. O Summer Break Festival trouxe ao Rio de Janeiro e São Paulo atrações internacionais e nacionais, que contam com uma legião de fãs. Na programação, os cariocas puderam conferir três grandes nomes da música norte-americana de gêneros distintos: Dave Matthews Band, Incubus e SOJA, além dos brasileiros Ponto de Equilíbrio e O Rappa. O público, aparentemente eclético (falando musicalmente), curtiu a mistura de estilos – que não é nenhuma novidade no Brasil e o Rock in Rio está aí para provar –  e compareceu em grande número ao Citibank Hall, no domingo (8).

A grande festa começou por volta de 14h30, com o show da banda brasileira de reggae Ponto de Equilíbrio animando timidamente a plateia que ainda começava a ganhar expressão. Em seguida, o  Soldiers of Jah Army, mais conhecido como SOJA, um dos grandes nomes do reggae contemporâneo, agitou os admiradores de Bob Marley e toda geração do ritmo jamaicano. O grupo liderado por Jacob Hemphill trouxe a turnê do disco ‘Strength to survive’, que já havia passado pelo Brasil no ano passado. A banda norte-americana, com mais de uma década de estrada, é conhecida por incorporar elementos do rock e do hip-hop ao seu reggae tradicional. Ao longo da carreira, angariam fãs leais ao redor do mundo e, no Brasil, não seria diferente.

Fotos: Vinícius Pereira

Às 17h20, os rapazes d’O Rappa foram a última atração, da ala nacional, a subir ao palco do festival. No repertório, não faltaram sucessos decorados que permeiam os 20 anos de carreira da banda. No setlist também apareceram faixas do novo disco, ‘Nunca tem fim‘, primeiro álbum de inéditas depois de cinco anos.

Fotos: Vinícius Pereira

Na sequência, por volta de 19h20, foi dado início a um dos shows mais aguardados da noite: Incubus, o grupo liderado pelo californiano Brandon Boyd. Com proposta e público diferentes dos shows que o antecederam, a banda traz uma bagagem mais alternativa em flerte com o metal. O grupo de grande sucesso nos anos 1990 fez um show repleto de sucessos como ‘Love hurts‘, ‘Wish you were here‘ e ‘Pardon me‘, entre outros do disco mais recente, ‘If not now‘, de 2011. Há quem diga até que, antes mesmo de ver a apresentação do headliner Dave Matthews Band, já podia ser eleito como o melhor show da noite, como defendeu o crítico de cinema, Gabriel von Borell: “Achei incrível, principalmente porque a banda continua com uma energia contagiante no palco. Fui ao show de 2007 e, parece que o tempo só faz bem ao Brandon. A voz dele parece estar cada vez mais potente, sem contar que os integrantes têm uma química sensacional entre eles, provando que não estão ali somente fazendo um bom som, como também se divertindo com os fãs”, observou o jornalista.

Fotos: Vinícius Pereira

Encerrando a noite, depois de quase seis horas de festival, o septeto comandado pelo carismático Dave Matthews, subiu ao palco às 21h30 para cantar sucessos da carreira como ‘Crush‘, ‘Satellite‘, ‘Typical situation‘ – e, aproveitando ainda, para promover uma ou duas faixas do álbum ‘Away from the world‘, o oitavo de estúdio, lançado no ano passado. Em cena, o grupo mostrou a competência de sempre, desde a performance e afinação de Dave, até o domínio de suas habilidades com os instrumentos. No vocal, o músico de voz suave e técnica apurada, embalou o público que começava a diminuir, depois de tantas horas em pé. O rock leve e repleto de influências de folk, fusion e country, pareceu não empolgar tanto os presentes, embora tenham exibido as tradicionais jams que pareceram intermináveis. Até mesmo quem é fã da lendária banda desde 1999, como a empresária Angelica Cerdeira, admite a discrepância da atração em comparação ao restante da programação: “Apesar de ter sido meu preferido da noite, o grupo não combinava muito com o line up. O show é muito longo e cheio de momentos de contemplação que não condizem com quem está em pé há tantas horas”, confessou.

Fotos: Vinícius Pereira

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