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Reah faz a conexão Japão-Brasil e lança clipe da música “Fotografia” com Lellê, retratando amor e liberdade

A cantora, que morou no Oriente durante 20 anos e está de volta ao nosso país, afirma: “Eu comecei a ficar vidrada em ver imagens e aí decidi passar para uma música essa emoção que estava aflorando em mim”. A história retratada no clipe se dá a partir de um amor platônico que estimula a imaginação do público sobre vida real e imagens imortalizadas em fotos

Publicado em 27/06/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Domênica Soares

Reah nasceu em Maringá (PR) e já possui uma carreira musical de quase 15 anos, nos quais se dividiu entre as cidades de Nova York, Tóquio e Los Angeles. Agora, a cantora retorna ao Brasil em um novo ciclo, tanto nos aspectos pessoais, quanto nos profissionais, lançando o álbum “Reah” com 12 faixas que já tocaram em 55 países. Nesse disco, a cantora aparece mais provocante e romântica e traz um novo estilo para sua carreira musical, que já é consolidada internacionalmente, e que, agora, busca novos rumos em seu país de origem.

Reah volta ao Brasil após 20 anos no Japão

Reah volta ao Brasil após 20 anos no Japão (Foto: Camila Cornelsen)

Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, a cantora falou sobre seu amor pelo Brasil e o Japão, mas afirma que as raízes ainda são bem atreladas ao Oriente. Quando perguntamos sobre esse relacionamento com o Japão, a cantora explica que ela nasceu em Maringá, um município do estado do Paraná, localizado no Sul do Brasil que possui a maior população japonesa fora do país de origem. “Convivi muito com a cultura Oriental durante muito tempo e assim minha família acabou se mudando para lá. Meu namorado é asiático, eu cozinho comida asiática, o Japão é uma parte de mim”.

Ela comenta que as diferenças entre o Brasil e Japão são enormes e que o principal diferencial é o modo mais introspectivo que predomina na personalidade do Oriental. E que até criou uma frase quando a indagam sobre o Japão: “ Aqui, no Japão, descobri que minha vida é minha”. Além disso, ea cantora frisa também, que, para os japoneses, tudo tem o significado baseado ao máximo respeito ao próximo.

Reah fala sobre intimidade com a cultura japonesa (Foto: Camila Cornelsen)

Ainda falando sobre respeito, conversamos sobre o lançamento do seu clipe, batizado  “Fotografia”, gravado no Rio de Janeiro. Ela conta que o vídeo traz a participação da atriz e cantora Lellê (Lelezinha) e retrata a relação de amor e liberdade entre duas mulheres. As duas contracenam juntas. O clipe foi idealizado com base em uma busca por fotógrafos na cidade de Los Angeles. Reah relembra que estava procurando alguém para ajudá-la a compor a capa do seu álbum e que, de tanto observar fotografias, acabou se apaixonando pela estética das fotos: “Eu comecei a ficar vidrada em ver imagens e aí decidi passar para uma música essa emoção que estava aflorando em mim”. A cantora conta que a história retratada no clipe se dá a partir de um amor platônico que estimula a imaginação do público sobre vida real e imagens imortalizadas em fotos.

Passando pelo tema da sexualidade, Reah conta que já teve relacionamentos com outras mulheres e diz que o entendimento do mundo feminino é pautado pelo respeito. Além disso, quando falamos sobre o Japão, ela comenta que, segundo sua percepção, os japoneses não julgam muito as escolhas que as demais pessoas fazem, até pela maneira mais reservada que se comportam em sociedade.

Sobre a estrada profissional no Brasil, a cantora explica que está interagindo muito com as pessoas pelas redes sociais e conta que já está preparando surpresas para o público. Ainda, revela que virão parcerias com grandes nomes da música que ela admira, fazendo com que seu som seja levado para muitas pessoas, em estado de conexão e sinergia através do sentimento.

Antes do lançamento de “Fotografia”, Reah estreou a música “Tubaína”, que foi visualizada no YouTube por mais de 1 milhão de pessoas e que faz parte do seu quinto trabalho como cantora. Vamos a um flashback: a artista deu o pontapé inicial com o álbum “Certain Relativity”, com canções próprias e que foram escritas durante a adolescência. Esse disco virou sucesso no Sul do Japão, fazendo com que a cantora atingisse a marca de três shows por dia. Logo em seguida,  compôs o EP “My Way Back Home”, que foi fruto de sua passagem por Nova York e Los Angeles. Sua terceira produção foi o disco “Psychedelic Cinema”, que contava com um estilo mais vibrante acompanhado de solos de guitarra, reverbs, experimentação, e tudo isso enriquecido por um clima psicodélico. Seu quarto trabalho foi lançado no ano de 2011, denominado “Cenários”, produzido em português, diferentemente dos outros, que tinha como objetivo criar uma produção no idioma da cantora. Que venham muitas surpresas pela frente!

 

 

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