Música & Badalo

Pedro Novaes é indicado a Melhor Ator no ‘Meus Prêmios Nick’ e lança clipe como baterista da banda Fuze

Filho de Letícia Spiller e Marcello Novaes, ele colhe os louros pela atuação em 'Malhação - Toda Forma de Amar” e pela performance da banda que já teve música em trilha de novela. Sua filosofia de vida? "Fazer o bem para alguém é muito simples, como, por exemplo, dar um 'bom dia' carinhoso e fazer um elogio. O amor está nas pequenas coisas e busco levar amor e compreensão para o cotidiano de quem me assiste, escuta e está ao meu redor”, pontua

Publicado em 01/10/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Com Domênica Soares

Indicado ao prêmio de Melhor Ator da 20ª edição de ‘Meus Prêmios Nick‘, promovido pela Nickelodeon, Pedro Novaes aos 22 anos já está colhendo os louros na carreira artística. Ele estreou seu primeiro papel na TV na novela teen “Malhação – Toda Forma de Amar”, com o personagem Filipe e, na música, Pedro é baterista da banda de pop rock Fuze, composta por ele, o irmão Diogo Novaes (guitarra e voz), o primo Felipe Novaes (baixo e voz) e um grande amigo Gui Fonseca (guitarra). Os músicos acabam de lançar o clipe de “Tão bom”. Segundo Pedro, música e arte fazem parte de sua vida. “Sempre estive em contato com o meio artístico, acompanhando os trabalhos do meu pai (Marcello Novaes) e o da minha mãe (Letícia Spiller). Meu pai e meu tio me influenciaram muito na parte musical também, então sou muito grato por ter grandes pessoas que me incentivam e me apoiam desde que comecei. Fazer arte me faz muito bem, quero fazer isso durante toda minha trajetória”, conta. 

Pedro conta que começou cedo. Aos sete anos já estava aprendendo a tocar bateria e, depois disso, ele percebeu que realmente tinha a paixão pelo ofício. Em 2008, Pedro se juntou com Felipe e Diogo formando a banda carioca Fuze, que teve o início de sua caminhada em um pequeno estúdio na garagem de casa. Depois de evoluírem como profissionais, alguns anos depois convidaram Gui Fonseca para entrar nesse time de músicos, completando e solidificando a banda. No ano passado, eles lançaram o primeiro EP, “Autoreflexo”, ganhando também dois clipes, “Mar de Flores” e “Corrente”, que conquistou espaço na TV como trilha sonora da novela “O Sétimo Guardião”. E a banda já se apresentou em grandes festivais, como “Jovens Tardes” da Globo, além de mais eventos no Rio de Janeiro. Em outubro de 2018, os jovens realizaram sua primeira turnê, levando o som para Florianópolis, Praia do Rosa e Guarda do Embaú, e atualmente, já estão programando shows para mais estados no Brasil. 

Baterista da banda FUZE, Pedro conta sobre o que busca levar para o público (Foto: Eny Miranda)

Pedro comenta que para ele a banda Fuze é uma família e parte da sua rotina, deixando de ser apenas um trabalho. Segundo afirma, tudo já virou um jeito de viver, um lifestyle, uma forma diferente de fazer e de levar a música. “É uma energia que leva a gente. Muito importante e significativa, porque fazemos desde muito tempo e com muito amor, e o principal de tudo: junto com nossa família. Isso para mim não tem preço e é uma das características principais da Fuze, o fato de trabalharmos em família, com harmonia total, respeito, e isso para mim é o mais importante que podemos levar em nossa carreira e vida como integrantes de uma banda. Pedro afirma também que seu principal objetivo como músico é atingir o maior número possível de pessoas com a força do seu dom, principalmente ao vivo, com muita energia no palco. Muitas composições da banda falam sobre amor e também situações que os integrantes já passaram em suas caminhadas e, então, a essência do som busca consequentemente fazer com que mais gente se identifique e também transformando o dia do público que os escuta “Às vezes transformamos situações que vivemos em músicas para ajudar alguma pessoa que parou para nos ouvir. Buscamos passar boas mensagens e quem sabe mudar o humor de cada uma pessoas. A transformação é nosso grande objetivo. Levar uma frase boa e motivacional dentro de uma letra pode mudar a vida de muitas pessoas”, diz. 

Em entrevista ao site Heloisa Tolipan o jovem analisa um pouco o mercado da música no Brasil. Segundo ele, o processo se baseia em hits e singles, explicando que um artista lança apenas uma música em específico com o objetivo de viralizar e quando isso acontece as portas para novas produções se abrem de uma maneira mais fácil e ampla. “O artista tem que vir trabalhando esses processos se baseando no que o público está consumindo, mas sem perder sua essência. Isso de jeito nenhum, porque a essência é o que você tem para entregar para o público transmitindo sua verdade interna e isso não pode morrer nunca. As pessoas não podem se deixar vender por um estilo musical que não curte apenas porque está fazendo sucesso. É preciso misturar esses dois aspectos: a essência e o gosto do público, e dessa forma, ir construindo o castelo. Cada música que lança é um tijolo que está se juntando com outro e daqui a pouco você percebe que sua construção já tem paredes sólidas, transformadas em lugares para ficar, gravar, investir, através de fãs e pessoas que gostam do seu som”.

Pedro Novaes é filho de Leticia Spiller e Marcelo Novaes (Foto: Eny Miranda)

Sobre o mundo da atuação, Pedro conta que começou no teatro aos 12 anos e seus primeiros trabalhos foram “Joãozinho de Carne e Osso” e com o longa “O casamento de Gorete”, ambos da Paisagem Filmes. Na TV, ele estreou recentemente na novela “Malhação – Toda Forma de Amar”, com seu primeiro papel de destaque, Filipe, um menino bondoso, de boa família que tem o desejo de fazer o bem para muitas pessoas, além de ter a característica de amar muito e se entregar aos amores, Além disso recentemente fez uma participação em “Sol Nascente”. Pedro explica que se preparou muito para compor o personagem atual em Malhação, e aproveitou o tempo no Projac para evoluir ainda mais na carreira de ator, já que estava há algum tempo sem fazer muitos trabalhos de atuação. Ele conta também sobre a diferença entre fazer cinema e TV, e descreve que o principal ponto é o tempo de cada um. Na TV, o tempo é menor e a vida do personagem pode mudar a qualquer momento e já no cinema existe um período maior para se preparar e de cara o ator já sabe o início, meio e fim do seu personagem. “Em Malhação, principalmente, isso é muito diferente, porque o personagem pode ir mudando ao longo do tempo. A TV é mais complexa e é preciso trocar de sentimento muito rápido, porque existem muitas cenas que são gravadas no mesmo dia e com contextos completamente diferentes. Isso é um ótimo treino para aumentar a agilidade e rapidez de raciocínio. TV e cinema são diferentes, mas todos contribuem de forma significativa na carreira”, declara. 

Atuando e cantando em paralelo, o artista dispara: “É maravilhoso”. (Foto: Eny Miranda)

O ator conta que ao levar a vida de músico e ator em paralelo tem uma grande importância em sua trajetória. Para ele, tudo isso é maravilhoso, primeiro porque é capaz de unir as duas artes que mais influenciaram em sua vida de uma forma saudável e construtiva, e além disso, existe também o fator da visibilidade: “O fato de estar na televisão ajuda a banda, porque levo mais gente para lá, e o mesmo acontece de forma oposta também. Uma coisa vai levando a outra. Confesso que montar a agenda é algo complicado, porque tem dia que saímos do trabalho e vamos gravar. Mas, na minha opinião, isso é ótimo porque ocupamos nossa mente com vibrações positivas”. 

Pedro conta que tem muita vontade de contracenar com seus pais que são suas grandes inspirações, e diz também que é grato a tudo que aprendeu com eles e com outros grandes atores que está tendo o privilégio de contracenar. Ele cita Paloma Duarte e Joaquim Lopes, seus pais em Malhação, como nomes da televisão brasileira que estão fazendo toda diferença na sua vida como ator. Sempre de coração aberto, atento a família e próximo dos amigos, Pedro conta sobre seu maior sonho: “Gentileza universal. Fazer o bem para alguém é muito simples, como, por exemplo, dar um bom dia carinhoso e fazer um elogio. O amor está nas pequenas coisas, e busco levar amor e compreensão para o cotidiano de quem me assiste, escuta e está ao meu redor”, conclui. 

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