Música & Badalo

“O que busco com a música? Levar o empoderamento da mulher e a força do funk ao público”, diz Gabily

Com mais de 50 milhões de visualizações nas plataformas digitais, artista vem ganhando cada vez mais espaço no mundo da música e firma parcerias de grande destaque

Publicado em 06/12/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Domênica Soares

Carregando o sonho de trabalhar com música desde a infância, Gabily vem realizando parte desses desejos em sua trajetória. Seu último lançamento, “Meu Ex”, com a colaboração do DJ 2F, já conta com mais de milhões de acessos nas plataformas digitais. O clipe, com muita atitude e empoderamento, tem direção de Rômulo Menescal e Vinícius Olivo, além de contar com a produção de LOrd Bull Filmes. “O processo de produção foi muito natural e fluido. Já no estúdio, não nos prendemos a nada, deixamos rolar e a sincronia surgir. Quando unimos a voz e soltamos o beat foi tudo incrível”, revela Gabily. A artista conta também que seu ritmo sempre foi o funk e o principal norte de suas músicas o empoderamento feminino. “O funk representa muito. Ao mesmo tempo ele é um posicionamento social, uma expressão de arte, possibilidade de mudança e diversão. E, com esse ritmo, busco levar ao público a essência do empoderamento da mulher. Esse é meu principal foco quando subo em um palco, gravo uma música e manifesto minha arte”, afirma.

Em entrevista exclusiva ao site Heloisa Tolipan, Gabily explica que o cenário para uma mulher funkeira vem passando por grande evolução ao longo do tempo. Segundo ela, o preconceito pode estar em diversas situações e geralmente advém do que é novo e do que foge ao corriqueiro. “De certa forma, uma mulher cantando funk com letras ousadas, desempenhando coreografias mais audaciosas, causava alguma estranheza. Hoje, felizmente, isso é cada vez menos comum. Creio que a sociedade já encara com mais naturalidade e menos perplexidade quando uma mulher funkeira se comporta de modo semelhante ao homem funkeiro”, ressalta. 

Gabily fala sobre carreira e objetivos de sua música (Foto: Felipe Braga)

Mesmo tendo o funk como principal foco, o início da carreira de Gabily foi bem diferente. Aos quatro anos, já cantava músicas gospel. Em seguida, gravou um CD, aos dez anos, seguindo essa mesma linha. Mas tudo mudou. Menos o apoio da família que continuou o mesmo, estando lado a lado com a jovem em todas as decisões. Com 19 anos se lançou ao grande público e começou com eventuais participações em grupos de pagode famosos, que sempre a ofereceram oportunidades de cantar uma ou duas músicas nos locais onde frequentava. Em seguida, conheceu seu atual produtor, Roberto Tavares

Gabile e DJ 2F gravam clipe especial do single “Meu Ex” (Foto: Felipe Braga)

Sobre a importância de seu trabalho para a sociedade, ela explica que ao longo de um percurso, na maioria das vezes, as pessoas acabam se tornando, de alguma maneira, referência para alguém. Segundo Gabily, essa influência pode se dar não só pelo que se canta, mas também pelo comportamento fora dos palcos. “Você passa a ser acompanhado mais de perto pelas pessoas. Com isso, quero sempre ser um exemplo positivo. Se eu conseguir pelo menos despertar a perseverança e alegria, já ficarei grata e feliz, porque se a luta é grande, com persistência se chega lá. E tudo isso acompanhado de felicidade, acontece de forma muito mais proveitosa”, conta.

Fora dos palcos, a artista brinca dizendo que é um dorminhoca caseira e familiar. “É desse jeito que curto meu tempo livre. Valorizo muito esses momentos mais familiares, onde sempre encontro uma oportunidade para descansar, relaxar da correria da rotina mais pesada de apresentações, gravações, enfim, de todo esse universo que envolve o mundo da música”.

Com atitude e empoderamento, artista busca inspirar o público (Foto: Felipe Braga)

Com o ouvido bem eclético, a artista explica que curte muitos sons, e suas maiores inspirações são Beyoncé, Rihanna, Selena Gomez, Ariana Grande, entre outras. Ela diz, que todas essas personalidades buscam se destacar levando algum diferencial e cita que o mercado demanda exatamente isso. De acordo com ela, o artista sempre tenta trazer ao máximo da verdade de seus sentimentos e da sociedade, acompanhado de assinatura própria. “Cada um tem seu diferencial e seu jeito de fazer as coisas”. Em constante processo de evolução e ligada ao social, cita que o que gostaria de deixar de ensinamento para as futuras gerações é que não se deve desistir dos seus sonhos, por mais que as dificuldades surjam ao longo do percurso pois é somente com persistência, fé, esperança e amor que se supera os obstáculos. Sobre seu maior sonho? Ela dispara: “No âmbito profissional, meu maior sonho é poder levar minha música para todo o Brasil. E, no pessoal, tenho a vontade de conseguir apoiar materialmente os que me cercam: minha família, os mais próximos, aqueles que sempre estiveram do meu lado”.

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