Música & Badalo

No aniversário de Rihanna, HT escolhe sete músicas da cantora que não tiveram a devida atenção. Ouça e opine!

Cantora completa 27 anos e nós selecionamos uma faixa por disco que não foi single, mas ainda assim mostra o potencial da artista

Publicado em 20/02/2015 | Por Heloisa Tolipan

*Por João Ker

Dia 20 de fevereiro de 1988. Há exatos 27 anos, em Barbados, nascia Robyn Fenty, uma garota que já em sua adolescência começou a chamar a atenção do mundo com suas danças sensuais ou suas músicas e jeitinho irreverentes. Hoje, você a conhece, a vê e a ouve sob o nome de Rihanna, uma das maiores popstars contemporâneas, com recordes de vendas, hits inesquecíveis e Grammys no currículo. Aos poucos, a garota que usava calças cargo em videoclipes de baixa produção se transformou em um ícone fashion, chamando a atenção por onde passa – como aconteceu quando esteve no Rio durante a Copa do Mundo – e sabendo como ninguém dominar toda uma indústria cultural.

Para comemorar essa data, HT resolveu celebrar a trajetória da bad gal com um top de músicas subestimadas. Ao invés de escolhermos os looks, os foras na imprensa, a irreverência no Instagram, as performances ou até as capas de revista (que só esse ano já foram várias), você escuta abaixo 7 músicas da artista – uma por álbum – que merecem um pouco mais de atenção. Afinal, apesar de ser conhecida simplesmente como uma artista pop, a mulher é uma cantora nata, já com sete discos no currículo e muita coisa para ser conhecida. E, mesmo que o público não tenha curtido muito seu último single, “FourFiveSeconds”, é impossível imaginar que o oitavo disco de Riri não fará sucesso.

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Então, ponha os fones de ouvido e venha ver as raridades que você provavelmente não conhece:

 

Álbum: “Music of the Sun” – 2005

Música: “You Don’t Love Me (No, No, No)”

Por que merece ser ouvida?  Uma das raízes mais fortes de Rihanna é o reggae. Não é à toa que ela foi uma das escolhidas para homenagear Bob Marley durante o Grammy de 2013. Seu álbum de estreia, lançado há dez anos, traz essa marca forte que permaneceria até os dias de hoje no trabalho da cantora, com a incrível “No Love Allowed” em “Unapologetic”, seu último disco de estúdio até o momento. Aqui, ela usa a sample – outra característica de suas músicas – de um clássico do ritmo jamaicano, lançado por Dawn Penn no início dos anos 1990. Apesar da parceria dispensável com o rapper Vybz Kartel, ouvir uma Rihanna de 17 anos cantando sobre rejeição ao som do reggae mostra que ela praticamente não mudou sua essência artística.

 

Álbum: “A Girl Like Me” – 2006

Música: “A Girl Like Me”

Por que merece ser ouvida?  Apesar de o álbum ter rendido ótimos singles como “SOS”, “Unfaithful” e “We Ride”, e de ainda trazer fortemente a influência do reggae, “A Girl Like Me” é uma faixa co-escrita pela própria cantora, que traz um toque latino na produção, mais tarde visto em músicas como “Te Amo” e “Whats My Name”.  Antes de ter sua vida pública constantemente sob os holofotes, a garota já cantava sobre relações desastrosas e falava sobre seu valor, falando que “nunca se satisfaria com o segundo lugar”.

Álbum: “Good Girl Gone Bad” – 2007

Música: “Breaking Dishes”

Por que merece ser ouvida? Foi em 2007 que a cantora se fez vista pelo mundo com o single “Umbrella”, lançando a moda do cabelo curto com franjão que quase todas as garotas tentaram copiar à época. Dizer que o álbum foi mal promovido seria injustiça, já que rendeu um relançamento, oito singles, um DVD e performances memoráveis. Ainda assim, “Breaking Dishes” é uma ótima música pop, que carrega a produção de Tricky Stewart e The Dream (dois dos maiores colaboradores da artista), com Riri fazendo a mulher traída e revoltada sobre uma batida incontrolavelmente dançante.

Álbum: “Rated R” – 2009

Música: “G4L”

Por que merece ser ouvida? “Rated R” é um álbum que já nasceu com duas missões: solidificar o sucesso criado com seu antecessor e mostrar o ponto de vista da cantora sobre seu caso com Chris Brown. Com um visual mais dark que marcou sua faceta camaleônica no mundo da moda, Rihanna mostrou seu lado frágil na briga, com singles como “Russian Roulette” e “Te Amo”, além de investir pesado na temática militar, como em “Hard”. Foi também nessa época que começou sua primeira polêmica sexual grande: “Rude Boy” fala sobre as preferências sexuais da artista, que não parece ser muito chegada em mimimi na hora H, vide o posterior “S&M”. Ainda assim, “G4L” mostra o lado gangster da cantora, aquele que não leva desaforo para casa, com ela cantando sobre uma gangue de mulheres armadas prontas para se vingarem. Versos como “Eu lambo a arma quando termino porque sei que a vingança é doce!” e “Você não pode nos machucar novamente quando voltar aqui” parecem diretamente direcionados ao ex.

 

Álbum: “Loud” – 2010

Música: “Skin”

Por que merece ser ouvida? Uma das principais características de Rihanna é sua sensualidade explícita e sem remorsos. Apesar de ter abordado o tema neste disco em singles como “What’s My Name”, “S&M” e “Only Girl (In The World)”, “Skin” é o equivalente a “Erotica”, de Madonna, “Breathe On Me”, de Britney Spears, ou “Slow”, de Kylie Minogue.  Sem nenhum pudor, a cantora faz apologia ao sexo desprotegido, com gemidos, sussurros, além de uma produção hipnotizante. As performances na turnê renderam ótimos momentos para os fãs escolhidos para ganhar uma lap dance e a faixa até foi selecionada como trilha para a campanha que ela estrelou com a Armani.

Álbum: “Talk That Talk” – 2011

Música“Drunk On Love”

Por que merece ser ouvida? Como falado acima, Rihanna sabe como ninguém trabalhar uma sample. Depois de ter usado Michael Jackson, Dawn Penn e Avril Lavigne, Riri partiu para o público alternativo e se apropriou do eletrônico viajante de “Intro”, o instrumental de abertura do disco de estreia da dupla The xx. Além de cantar suas dores de cotovelo, a artista ainda mostra uma destreza vocal impressionante aumentando o tom durante o refrão com facilidade e sensibilidade.  Infelizmente, nenhuma performance ao vivo, nem remix, nem vídeo, nem nada foi feito dessa música.

Álbum: “Unapologetic” – 2012

Música: “Love Without Tragedy / Mother Mary”

Por que merece ser ouvida?  Por este ser o disco mais pessoal da cantora, nessa música ela fala sobre sua incredulidade com a fama, sua origem humilde, um amor que termina de forma trágica, tudo isso sob a filosofia do carpe diem de “vamos viver o momento, porque nada na vida é garantido”. A letra ainda é um prato cheio para qualquer roteirista que ficasse encarregado de um possível videoclipe. Repleta de detalhes cinematográficos e cenas prontas, sem falar na evolução da produção ao longo dos quase 7 minutos. Infelizmente, a faixa só serviu para abertura da turnê “Unapologetic” e, ainda assim, dividida ao meio.

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