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Lotação máxima no maior camarote da Sapucaí: em seu primeiro ano, Allegria bomba com três ambientes e festa até para quem não gosta de samba

Com ingressos esgotados em um espaço sem convites VIP, Diógenes Queiroz, o idealizador do camarote, garantiu que no carnaval não há crise: “As pessoas querem se divertir”

Publicado em 08/02/2016 | Por Karina Kuperman

Cheio de Allegria. Assim foi o primeiro dia de desfiles das escolas de samba grupo especial na Marquês de Sapucaí. Mais precisamente no setor 11, dentro do maior camarote da Avenida. O Allegria 2016, camarote 100% destinado às vendas, atingiu sua lotação máxima no domingo de carnaval. Entre os três ambientes armados, o verdadeiro desfile da Sapucaí: os presentes passavam com suas blusas customizadas e taças nas mãos, no maior estilo folia de carnaval. Entre as opções, tinha bebida para todos os gostos: de vodka Belvedere, Aperol Spritz e uísque Jack Daniel’s à Cachaça 51, El Jimador e cerveja Amstel. Para os que optavam por uma noite mais light, sucos Do Bem, refrigerantes e Red Bull. As estações com massas frescas, sushi e sashimi do Let’s Sushi e os canapés e sanduíches que circulavam pelo camarote nas bandejas não deixavam ninguém com fome.

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O camarote Allegria é o maior da Sapucaí (Foto: I Hate Flash/Reprodução Facebook)

Se de um lado, a frisa com toda a energia da Avenida estava lotada de gente querendo ver o mais de perto possível os desfiles da Estácio de Sá, União da Ilha do Governador, Beija-Flor de Nilópolis, Acadêmicos do Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca – escolas que abriram a competição do grupo especial -, do outro, uma verdadeira balada para os que não são tão bambas assim bombava com shows especiais, ar-condicionado gelado e gente bonita. “Lá no outro ambiente é um universo paralelo. É todo climatizado para 1.100 pessoas com bufê e tudo mais, e, nos intervalos das escolas, rolam shows com bandas maravilhosas”, explicou Diógenes Queiroz à HT, direto da frisa de seu Allegria.

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De fato, as atrações como Fogo & Paixão, Lucce, Live Sax, Manza Show, Lorenzo Caliento, Gigga, Mary Lou, Felipe Guga e DDP Diretoria não deixaram ninguém parado. Pedro Brasil, percussionista da DDP, ressaltou o desafio de “disputar” público com o maior espetáculo da terra. “Temos uma competição árdua que está ali na frisa. Mas tentamos fazer o melhor e a galera sempre está muito animada, então se dá para encher o salão! Eu escolheria estar aqui embaixo, com certeza”, disse, entre risos, após o show lotado.

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Diógenes Queiroz recepcionou os presentes (Foto: Site HT)

Com muito samba, MPB e pagodes antigos, a DDP colocou os foliões para dançar. “Focamos muito no nosso público que é uma galera da Zona Sul e que não é apaixonado por pagode, mas que gosta dos antigos, Exaltasamba, Revelação, Molejo… também é o que gostamos”, contou ele, que destacou, ainda, a felicidade de, antes de completar um ano de banda, tocar na Sapucaí.

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A banda DDP Diretoria se preparando para subir ao palco do Allegria (Foto: Reprodução/Facebook)

Voltando ao dono da banca, Diógenes Queiroz nos revelou que a curadoria foi cuidadosa. “É o que eu gostaria no carnaval. Eu já tenho experiência, já fiz camarotes aqui na Avenida e peguei as partes boas de cada um e juntei no Allegria”, disse, ressaltando que a sensação de encher um camarote de vendas em tempos de crise é incrível e fruto de muito cuidado e dedicação. “Houve boato de que eu estava na pior (riu). É nosso primeiro ano, foi um desafio. Estávamos muito retraídos, na verdade, até a princípio do valor, que hoje é o mais barato da Avenida. Mas esgotamos ingressos nos dias. Na verdade foi muito boca-a-boca a divulgação. Não fizemos mídias. Tem uma turma boa, de amigos”, destacou. E a crise não afeta o Carnaval, BJay (como é conhecido na urbe maravilha)? “Não! No carnaval não tem tempo ruim. Todo mundo quer se divertir”. A gente passou a madrugada toda lá e constatou: ele tinha razão.

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