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Exclusivo! Depois de rodar o país com o disco “A Praia”, Cícero encerra turnê no icônico palco do Circo Voador: “Faço aquilo o que sempre sonhei”

Artista que nasceu na internet já prepara um novo trabalho que será lançado no segundo semestre: "Vai ser um disco coletivo, com músicos tocando todos ao mesmo tempo. Antes eu fazia tudo em casa"

Publicado em 18/01/2017 | Por Leonardo Rocha

Nome forte na cena contemporânea da nova MPB, Cícero encerrou a turnê oriunda do disco “A Praia”, na semana passada, no palco do Circo Voador. O cantor, carioca que nasceu nas redes sociais e pouco a pouco foi construindo uma carreira sólida no cenário musical, coleciona hoje prêmios importantes, passagens pelo exterior, um público fiel e totalmente apaixonado por sua obra intimista. Grande observador do mundo moderno, suas letras geralmente carregam uma melancolia gostosa e levam o ouvinte a viajar no tempo com arranjos bem construídos. Pois bem, em entrevista exclusiva ao site HT, o artista falou sobre o emoção de finalizar o trabalho debaixo das bençãos da icônica lona e adiantou novidades para 2017.

Cícero encerra turnê no palco do Circo Voador (Foto: Divulgação)

Cícero encerra turnê no palco do Circo Voador (Foto: Divulgação)

 Com três discos lançados em apenas cinco anos, o cantor já tem planos e material suficiente para um novo registro de inéditas. “Estou compondo há um tempinho. É engraçado, porque a gente vive na correria da estrada, mas não para de escrever. As músicas foram acontecendo ainda durante a turnê do ‘A Praia’. Temos agora uns dois meses para trabalhar nesses arranjos”, ponderou.

Artista ainda aproveita para mostrar novo trabalho (Foto: Divulgação)

Artista ainda aproveita para mostrar novo trabalho (Foto: Divulgação)

E, se não bastasse, os fãs de Cícero ainda podem esperar por boas novas para este ano. Afinal, como o artista começou oficialmente sua carreira em 2011, com o CD “Canções de Apartamento”, produzindo, gravando e tocando totalmente por ele, em casa, o próximo trabalho chama a atenção por sair do submundo underground e entrar de vez em estúdio com diversos outros músicos. “Vai ser um disco coletivo, com os músicos tocando todos ao mesmo tempo. Antes eu fazia tudo em casa, sabe? Fazer essa construção em grupo vai ser algo diferente e muito maior”, constatou.

No próximo trabalho, o cantor contará com uma banda maior (Foto: Divulgação)

No próximo trabalho, o cantor contará com uma banda maior (Foto: Divulgação)

Para esse show de despedida no Circo, a expectativa estava nas alturas, afinal, o local fez parte da formação cultural do rapaz desde a sua adolescência. “É muito simbólico encerrar a turnê no Circo Voador, onde já toquei tantas vezes desde que comecei a carreira solo, com a banda em diferentes formações, oficializando essa que, até hoje, foi a que me deixou mais feliz. É como se o Circo sempre desse força para a próxima fase, para o próximo momento. Sem contar que é o lugar onde assisti outras bandas maravilhosas. Acabou se tornando a minha casa”, explicou.

Voltado para questões pertinentes de sua geração, o cantor busca, através da observação de suas próprias experiências através do mundo, transformar a vida real em arte. Com um já considerável apanhado de composições conhecidas do público jovem, como “Vagalumes Cegos”, que foi tema do filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, e “Tempo de Pipa”, que bateu a marca de 5 milhões de visualizações no YouTube, o artista contou como funciona o processo de inspirações. “Eu tento me manter atento ao que estou vivendo. A partir dessa tensão vou puxando assuntos que tenham a ver comigo e com os outros. Gosto de temas que sejam incomum. Não gosto de me fechar em uma bolha”, apontou.

Cantor e compositor nasceu nas redes sociais (Foto: Divulgação)

Cantor e compositor nasceu nas redes sociais (Foto: Divulgação)

Depois de mais de 50 apresentações pelo Brasil e em Portugal, ele volta ao Rio e garantiu que, mesmo tocando fora, tem uma relação muito estreita com a língua portuguesa. Segundo ele, sua emoções fluem muito melhor através do idioma verde e amarelo. “Me sinto confortável em escrever em português. Isso já é uma delimitação na minha área de atuação. Já toquei na Itália, por exemplo, mas como o idioma é diferente as pessoas ficam muito mais presas à melodia. Não chega a atrapalhar a comunicação, mas tenho preferência pelo português. É como eu penso e acho que consigo me expressar melhor”, disse ele, que tem a internet como maior fonte de divulgação de seu trabalho. “Eu sou totalmente da rede social. Não sou um grande vendedor de disco. Eu vim do Facebook, Twitter e Instagram, sabe? A internet fez minha carreira mudar de tamanho e hoje faço aquilo o que sempre sonhei”, comemorou o artista.

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