Música & Badalo

Di Ferrero grava projeto ‘Live Sessions’ com amigos no Morro da Urca: “Hoje não cabem mais rótulos”

"Acho que ser apenas um em um mundo que permite experimentar é se limitar. Estou me permitindo dentro do que acredito como verdade. Acho que a música dá isso de presente", afirma

Publicado em 08/11/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Karina Kuperman

Di Ferrero gravou seu Live Sessions no Morro da Urca, cartão postal do Rio de Janeiro. O projeto conta com grandes sucessos de sua carreira e algumas músicas inéditas, todas em formato acústico. “Essa ideia surgiu da vontade de tocar as canções em uma versão mais orgânica. Componho as músicas no violão e quis tocá-las do jeito que elas nasceram”, explica ele, que recebeu amigos como Thiaguinho, Vitor Kley, Vitão, Rashid e Tales (Maneva) em parcerias. “Quis chamar alguns amigos pra fazer um som e pensei em pessoas que tenho algo em comum. Rolou uma troca com cada um deles e cantei uma música minha e outra de quem gravou comigo ou até uma inédita. Como foi com o Rashid, em ‘Outra Dose 2‘, que é meu próximo single. O Vitão, por exemplo, cantou ‘Só Rezo’ e eu ‘Café‘. Com o Thiaguinho fizemos uma versão ‘Ponto Fraco‘ dele , ‘Ligação‘ do NX Zero e ‘No Mesmo Lugar‘ da minha fase solo”, conta ele, que lançou o álbum “Sinais – Parte 1” em julho, pela Universal Music.

A segunda parte do projeto deve sair ainda este ano e “terá músicas que mostram um estilo ‘new vintage’, com uma pegada brasileira, rock, MPB e  pop”, adianta ele, que tem um feat com a cantora Iza. “O nome da música é ‘Onde a gente chegou'”, revela.

Di Ferrero gravou Live Sessions no Morro da Urca (Foto: Divulgação)

Apesar do novo momento na carreira, Di não deixou o rock de lado. “Ele faz parte da minha formação e está em mim, assim como o pop, reggae, MPB e até minha primeira banda na época da igreja com oito anos. A minha leitura desses estilos é que confere uma personalidade só minha na hora de cantar e compor. Mas acho que ser apenas um em um mundo que permite experimentar é se limitar. Hoje não cabem mais os rótulos. Estou me permitindo dentro do que acredito como verdade. Acho que a música dá isso de presente e eu quero me libertar de qualquer limite que já me coloquei”, pontua ele, que se surpreendeu com a reação do público: “Foi muito melhor do que eu esperava. Às vezes, eu mesmo pego pesado comigo nas expectativas”, confessa.

“Acho que ser apenas um em um mundo que permite experimentar é se limitar” (Foto: Reprodução)

À frente do NX Zero entre 2004 e 2017, Di sente saudades dos colegas de banda. “O que mais sinto falta, para ser sincero, são das festas no camarim e os momentos com os caras da banda”, diz ele, que não descarta a possibilidade de um projeto especial com os amigos. “Se fizer sentido quem sabe. Nesse momento estou cheio de projetos e planos”, conta ele, que foi campeão do ‘Show dos Famosos‘, quadro de competição de artistas no “Domingão do Faustão“. “Esse ano foi bem intenso, parece que valeu por três. O ‘Show dos Famosos’ foi demais! Curti muito e me diverti interpretando artistas que gosto. Ganhar acabou sendo um detalhe perto da experiência toda, mas, quando penso, eu vejo que deu mais confiança em alguns aspectos como artista”, frisa.

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