Música & Badalo

Pirotécnico! Em pura ebulição, Criolo incendeia o Circo Voador e só falta dar nó na orelha do Dumbo!

De volta à Lapa com o show do seu álbum "Nó na Orelha", o músico derrete a arena com seu caldeirão musical!

Publicado em 09/02/2014 | Por Heloisa Tolipan

A noite desta sexta-feira fez o Circo Voador ferver como panela de pressão. Ou melhor, quase como se fosse uma feijoada amiga em um caldeirão fervendo, pronta a alimentar a alma do público presente. Era a volta de Criolo à arena da Lapa, no Rio, trazendo o show do seu último álbum, “Nó na Orelha”, de 2011. Obviamente, o artista tem um séquito de gente que não abre mão do seu suíngue e, sabendo disso, curte brincar com isso que nem pinto no lixo. Quem esteve lá para conferir viu que o músico se diverte no palco como poucos, interagindo com a plateia como um xamã que, no meio da dança do fogo, desce de seu troninho paras rodopiar em volta da fogueira com toda a sua tribo, como se fosse brasa escaldante. Sim, sua música é alimento para os ouvidos, para o balanço do corpo, para o espírito. E mais: se seu som dá nó na orelha, coitado do Dumbo que, com seu aparelho auditivo avantajado, pode até entrar em clima de hipnose musical. Aliás, o elefante da Disney é uma excelente metáfora para quem costuma frequentar as apresentações de Criolo: nada melhor do que voar com os ouvidos, não é mesmo?

E o disco é bom mesmo, tanto que já foi editado em CD e em vinil por aqui, e foi prensado em Londres ano passado, pela Stern Music, contabilizando mais de 12 prêmios desde seu lançamento e seduzindo o público pelos 11 países em que se apresentou em duas badaladas turnês, em 2012. Não é pouca coisa não. Quem quiser, pode dar download gratuito no álbum e baixar para escutar. Confira as fotos de Vinícius Pereira.

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O artista já havia dado expediente no Circo Voador duas vezes em janeiro, para gravar um DVD virtual. E mais: conseguiu a façanha de reproduzir, no vídeo, a mesma atmosfera da sua performance no palco. Afinal, é sabido que as gravações sempre são inferiores àquilo que pode ser apreendido pelo público em um show ao vivo, esfriando o clima, salvo as grandes superproduções de megastars como Madonna, que podem contar com os recursos (e o dinheiro!) de grandes investimentos como cenografia espetacular, efeitos pirotécnicos, hordas de dançarinos e uma edição de imagens frenética. Mas Criolo compensa tudo – ou a ausência de tudo – com sua própria pessoa e sua música, em hits como “Mariô”, “Sucrilhos” e “Não Existe Amor em SP”. Seu rap e hip hop, aliados a uma boa iluminação, são suficientes para manter a temperatura elevada, e pirotecnia, para o músico, é ingrediente que já nasceu com ele no pacote, quando foi desenhado pelas entidades musicais das alturas. Sempre vale conferir.

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