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Com biquíni de fita isolante e moto-táxi no Vidigal, Anitta lança clipe de “Vai Malandra” e comenta projeto Check Mate: “Foi uma ideia bem louca”

O vídeo de hoje foi o quarto de uma série de lançamentos de Anitta. Antes de "Vai Malandra", que teve participação de MC Zaac, DJ Yuri Martins, Maejor e Tropkillaz, a cantora lançou "Will I See You", "Is That For Me" e "Downtown". "O nosso objetivo era colocar material meu em outros idiomas nas ruas"

Publicado em 18/12/2017 | Por Julia Pimentel

Vem, malandra! Hoje foi dia de Anitta encerrar com chave de ouro seu projeto Check Mate que, nos últimos quatro meses, revelou o poder além das fronteiras da cantora. Ao meio-dia, a funkeira voltou às origens e lançou “Vai Malandra”, com participação de MC Zaac, DJ Yuri Martins, Tropkillaz e Maejor. O clipe, gravado no Vidigal em agosto, chega com promessa de hit do Verão e coroando a ideia de lançar um novo vídeo por mês. No projeto Check Mate, Anitta produziu “Will I See You” em setembro, “Is That For Me” em outubro e “Downtown” em novembro.

De acordo com Anitta, Check Mate foi uma proposta posterior à gravação de “Vai Malandra”. Antes de lançar o clipe, a cantora contou sobre os bastidores do projeto em uma Live no YouTube com Didi Wagner. “Foi uma ideia bem louca. No começo, a gente só tinha o clipe de “Vai Malandra” e eu estava em estúdio fazendo músicas em inglês e espanhol. Neste momento, eu pensei que tinha que achar uma solução para fazer esses lançamentos sem me prejudicar, mas que atendesse aos outros idiomas e que não tivesse o tempo de um single. Senão, poderia dar impressão ao público de que eu tinha parado de fazer músicas em português”, explicou a cantora que também descartou a possibilidade de um álbum com as músicas internacionais e “Vai Malandra”. “Se eu fizesse um álbum, ia criar muita expectativa para um projeto grande e eu não conseguiria dar muita ênfase em cada lançamento. Então, a solução foi fazer um clipe por mês para a gente ter um bom número em cada, material para trabalhar e nenhum ser irrelevante”, comentou.

Porém, mesmo com números incríveis – mais de 133 milhões de visualizações nos quatro vídeos do projeto Check Mate –, Anitta confessou que não tinha planos muito grandiosos para cada lançamento individualmente. “A ideia que tínhamos era que nenhuma música se tornasse um hit. O nosso objetivo era colocar material meu em outros idiomas nas ruas”, disse a cantora que, ao fim deste quatro meses, possui duas músicas em inglês, uma em espanhol e a super aguardada “Vai Malandra” em português. “A primeira música tinha uma proposta de pegar outro público e me mostrar cantando de uma maneira que eu nunca havia feito. Com “Will I See You”, eu consegui tocar em rádios de MPB também. Depois, com “Is That For Me”, a gente trabalhou para um mercado que é um pouco mais fácil, o do eletrônico”, lembrou Anitta que, sobre “Downtown”, que canta com J Balvin e está entre as mais tocadas do mundo, disse que a dobradinha com o colombiano nem estava nos planos. “Ele nem era para fazer esse feat comigo, mas ouviu a música, amou e quis participar”, revelou.

No entanto, entre participações internacionais, novos mercados e idiomas, Check Mate encerra coroando o ano de investimentos na carreira de Anitta. E de sua forma mais genuína. No clipe, a cantora aposta no “funk raiz” e resgata práticas de sua época na comunidade. Ou em versão atualizada. Em um dos momentos, a cantora aparece com o biquíni de fita isolante de Erika Bronze, de Realengo, que desde o último Verão vem se destacando com o bronzeamento na laje. Sobre o trabalho com Anitta, a empreendedora contou que ficou preocupada no dia da gravação, mas que hoje comemora a visibilidade com agenda lotada até fevereiro. “A gente ficou preocupado na hora porque ela ia dançando até o chão e tínhamos que estar preparados para tampar se acontecesse alguma emergência. Mas foi tudo ótimo e eu fiquei muito feliz porque ela mostrou, realmente, o que é a cultura de comunidade”, disse Erika Bronze.

Biquini de fita isolante usado por Anitta na gravação de “Vai Malandra” (Foto: Reprodução)

Em relação à música, Anitta contou que “Vai Malandra começou com um trecho mandado por MC Zaac. “Era uma música que eu estava guardando há muito tempo, mas não estava com vontade de soltar. Eu achava um pouco para baixo, como se estivesse faltando alguma coisa”, contou o funkeiro que teve Anitta como solução. “A gente tinha que acrescentar mais informação para que o público não cansasse de ouvir. Não queríamos que fosse sucesso por três meses e depois ninguém aguentasse mais”, pontuou.

E então, a cantora trouxe a rima de Maejor e a batida do Tropkillaz para agregar ao trecho assinado por MC Zaac. “Nessa música eu tive a ideia de juntar a galera, fomos para o estúdio juntos e fizemos a parte do funk. Depois, eu voltei para gravar o pedaço do Tropkillaz e fizemos juntos também”, lembrou a cantora que ainda teve a participação de Maejor de Los Angeles – inclusive hoje, na live. “Eu queria estar no Brasil, no Rio com a Anitta e todo mundo, mas estou aqui para dizer que estou muito animado com “Vai Malandra”. Este é um sonho que está se tornando real para mim. Eu sou um grande fã da cultura brasileira e do funk”, disse o produtor norte-americano que, no fim do vídeo, completou: “Eu amo o Brasil, vai malandra”.

Anitta em “Vai Malandra”, lançado hoje no Youtube (Foto: Reprodução)

Com este projeto, e agora com a repercussão de “Vai Malandra”, Anitta volta a acender os holofotes da mídia para o funk brasileiro. Segundo ela, valorizar o ritmo que a revelou é um dos projetos de sua carreira. “Eu comecei na raiz do funk cantando nas favelas. Mesmo que hoje em dia eu cante outros estilos, como reggaeton e música lenta, eu sempre tento ajudar o funk – inclusive postando música de outros artistas, como foi na época do G15 com “O Pai Te Ama””, afirmou a cantora que acrescentou: “Eu sentia necessidade de ver o funk entre o Top 10 do Brasil. Este é um ritmo muito bombado que não tinha o engajamento. E ajudar só fortalece”.

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