Música & Badalo

Baleia aposta no pop progressivo para dar nova roupagem ao álbum ‘Quebra azul’

Banda carioca troca o jazz contemporâneo pelo pop progressivo no novo trabalho

Publicado em 04/10/2013 | Por Heloisa Tolipan

Depois de um ano dividindo-se entre shows e estúdio, a banda Baleia faz uma brilhante estreia com o álbum ‘Quebra azul’. A produção de ouro, comandada por Bruno Giorgi e Lucas Ariel, traz uma nova proposta musical: desprendendo-se um pouco do estilo jazzístico que marcou as antigas canções para, agora, apostar no ‘pop progressivo’ – termo que simboliza o novo trabalho.  “Não foi uma fuga consciente, foi uma evolução natural do grupo. Quando a gente começou, a banda era uma brincadeira séria. Tínhamos um fetiche de tocar jazz. A mudança foi um processo inevitável de cada um colocar suas influências no som”, explicou o vocalista Gabriel Vaz. O grupo que começou a ganhar atenção pelo cover jazzy de ‘What goes around… comes around’, de Justin Timberlake, dessa vez buscou inspiração no formato não-cíclico (que não repete versos e refrão em ciclos), usado pela banda inglesa Radiohead, resultando em inícios calmos e ritmos energéticos que crescem progressivamente ao longo das canções.

Os arranjos inusitados (com a presença até de um violino) foram combinados a elementos criativos, como guitarras distorcidas,  duas baterias e até mesmo uma escova de dente, tudo isso em uma mesma música! Com seis integrantes e referências musicais distintas, a banda prefere não seguir uma linearidade e opta por crescer mutuamente. “É tudo bem caótico. O que a gente tem em comum é uma vontade de não se acomodar musicalmente, nunca ir pelo caminho mais fácil. É bem trabalhoso, mas a gente se propõe a pensar muito a cada música que faz”, contou. O CD de oito músicas está disponível para download no site da banda. (www.baleiabaleia.com).

Baleia lança o primeiros disco, 'Quebra azul', disponível para download no site. (Foto: Carolina Vianna)

Baleia lança o primeiros disco, ‘Quebra azul’, disponível para download no site. (Foto: Carolina Vianna)

Da faixa ‘Motim’ foi tirado o verso que dá nome ao álbum (‘Quebra azul’). Com vocais inspirados em uma soma de Los Hermanos com linhas melódicas de Miles Davis, a música é impulsionada por um motor percussivo que borra a linha entre o rock e a música tribal. Já para criar as letras,  o lado culto dos músicos é aflorado e transparece em algumas canções, como esta que remete aos textos do mitólogo Joseph Campbell, que escreve sobre o papel de mitos na sociedade. 

Em tempo: o sexteto fará o show de lançamento do disco dia 7 de novembro no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro, vamos?

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