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Ney Matogrosso estreia nova turnê com figurino arrebatador de Lino Villaventura: “Me inspirei nele. Ney é o bastante”

O macacão dourado e colado ao corpo do artista será peça essencial do Bloco na Rua, novo projeto musical de Ney

Publicado em 14/01/2019 | Por Bárbara Tenório

O para sempre marcante Ney Matogrosso colocou o seu bloco na rua na sexta-feira, dia 11, no Vivo Rio. Depois de uma longa turnê de cinco anos com o show Atento aos sinais,  projeto que passou pelos mais diferentes palcos e arrebatou plateias no Brasil e no exterior, Ney chegou pronto com o novo espetáculo Bloco na Rua. E ao que parece, se depender do entusiasmo do público, será mais uma turnê de vida longa. Com um figurino de tirar o fôlego, na estreia o cantor mostrou mais uma vez para o que veio. O macacão, assinado pelo estilista Lino Villaventura, deixava apenas uma parte dos pés, das mãos e do rosto sem a proteção da armadura dourada de metal e pedras. O dono desta fantástica obra de arte contou ao site HT como foi trabalhar de perto com um artista como Ney Matogrosso.

Ney Matogrosso estreia a turnê Bloco na Rua com figurino assinado por Lino Villaventura (Crédito: AgNews)

A peça escolhida para caracterizar o ex integrante de Secos e Molhados durante a temporada carioca nos dias 11,12,13 e 18 e 19 de janeiro e, depois, em março nos palcos paulistas foi inspirada no próprio Ney. Ele é a fonte e o destino da criação. “Durante o projeto de criação a única coisa complicada que eu achei foi não ter inspirações maiores do que ele mesmo, pois Ney é tão forte! As imagens dele são tão fortes que para se desvincular um pouco dessa imagem que temos dele é muito difícil. Sempre vai estar dentro de uma história Ney Matogrosso. Ele é muito forte e o bastante”, destacou Lino Villaventura.

O estilista teve como inspiração para o macacão dourado a própria força e presença do cantor (Crédito: AgNews)

O set list dos shows apresentados no final de semana deixou claro a diversidade do repertório do artista. A apresentação começou com Eu quero é botar meu bloco na rua, de Sergio Sampaio, de onde saiu o título da turnê. Teve também A Maçã eternizada na voz de Raul Seixas, O Beco, gravada por Ney nos final dos anos 80, e Mulher Barriguda, do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973. Uma turnê com uma pegada mais roqueira e com interpretações próprias de Ney para muitas músicas conhecidas e apenas uma inédita: Inominável, de Dan Nakagawa.

Ney Matogrosso sempre foi uma inspiração para Lino. “Quando Ney apareceu na classe artística brasileira, ele veio quebrando tudo: paradigmas e preconceitos em uma época muito difícil, como a ditadura militar. Ele veio nos dar uma esperança de que as coisas poderiam ser de outra maneira e isso para mim foi muito forte e foi sempre grande inspiração para o meu trabalho”, afirmou o estilista, que acrescentou: “A maneira dele se apresentar ao representar o que está cantando, principalmente com o olhar, é fascinante. Não me esqueço do show Bandido, que foi incrível. Ele tinha uma agressividade que fazia bem, que era incentivadora”.

A turnê Bloco na Rua estará em temporada carioca até o próximo sábado (Crédito: AgNews)

Perguntado se o artista fez alguma exigência para a peça da turnê, Lino disse que ele deu apenas sugestões. “Ney é uma pessoa fácil de conviver, fácil de trabalhar, é muito educado. Educação de ser e gentil sempre, algo tão difícil hoje em dia. Ney é um grande ensinamento sempre, tanto no profissional como pessoa e poder agora fazer o figurino dele é um encontro muito feliz”, destacou.

A peça colada ao corpo do artista é a primeira parceria entre os dois (Crédito: Divulgação)

Mirando o futuro, o site HT quis saber o que Lino espera para 2019. “O que eu aguardo da moda de 2019 é o que já está acontecendo. As pessoas não sabem muito bem o que fazer com seus comportamentos estéticos, então está tudo um pouco confuso. A moda em si, principalmente o brasileiro que trabalha com moda, faz um trabalho heróico. É um batalhador, teimoso e obstinado e eu acho que sou isso também”, afirmou o estilista, que ainda tocou no tema de liberdade de ser e se vestir. “As pessoas estão cada vez mais livres nas escolhas das roupas e como se comportar. E espero que isso não seja reprimido agora. Preciso torcer para que as coisas não sejam como parecem ser”, concluiu Lino Villaventura.

Nada como uma nova turnê do Ney Matogrosso para marcar a liberdade artística no Brasil.

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