A moda se configura como uma plataforma múltipla de sinergias: articula criação autoral, cultura, capacitação, empreendedorismo, pertencimento e práticas colaborativas. A potência do handmade, do ‘feito à mão’ produzido a partir de saberes coletivos, revela-se como expressão de identidade criativa e inclusão. Trata-se de um processo que exalta a pluralidade, rompe paradigmas, conectando conhecimentos e experiências. Com este princípio, a AREZZO apresenta uma coleção cápsula em parceria com a ISLA, marca de bolsas reconhecida pelo propósito da sinergia do handmade ao luxo contemporâneo e pelo olhar autêntico sustentado pela valorização e originalidade da nossa cultura. A prática do handmade, do uso das artesanias como elemento agregador de design, a leveza e os traços livres que permeiam as peças da collab, batizada AREZZO POR ISLA, não apenas diferenciam os produtos no mercado, mas constituem um campo vasto de inovações tendo a criatividade como fenômeno de convergência.
‘Verão em Tramas’ é uma collab que costura o calor do sol, a poesia da terra e a beleza do feito à mão. A elegância do artesanal deluxe da ISLA encontra a força criativa da AREZZO em uma collab que eleva o feito à mão ao status de objeto de desejo. Juntas, AREZZO e ISLA costuram uma narrativa de sofisticação natural, autenticidade e memória, exatamente como a cliente mais valoriza. Cada produto, um fragmento de paisagem; cada trama, uma história contada. Porque o Verão também se escreve assim: com texturas que duram, memórias que ficam (…) – Time AREZZO + ISLA

AREZZO POR ISLA
Silvia Monteiro é fundadora e diretora criativa da ISLA, label criada em 2008. Revela que, na sua vida pessoal, AREZZO sempre esteve presente. “Foram meus primeiros sapatos e um símbolo de desejo e empoderamento. Acompanhei de perto a trajetória da marca, desde as origens mineiras (assim como a ISLA) até se tornar a gigante que é hoje, com fundadores que sempre inspiraram minha jornada. Essa admiração se transformou em conexão ainda maior com a collab atual, que representa um encontro de histórias: a ISLA, com sua alma artesanal e criativa, e a AREZZO, com sua força de distribuição e protagonismo nacional”.
Lembro até hoje da expectativa para ter o meu primeiro par de calçados da AREZZO — era como um sonho de menina que crescia junto comigo. Então, essa conexão vem de muito tempo, de memórias afetivas e de um vínculo afetivo com a moda nacional. Hoje, poder assinar uma collab com a AREZZO é quase fechar um ciclo: é olhar para trás e ver como aquela jovem do interior de Minas Gerais, que sonhava em usar a marca, cresceu e hoje escreve um capítulo novo ao lado dela. É uma celebração das minhas raízes e do que a moda mineira tem de mais forte – Silvia Monteiro
Nesta entrevista exclusiva, Silvia nos conta ainda suas memórias afetivas sobre a relação com a moda. Na adolescência, observava a mãe, tias e primas “desejarem e consumirem com entusiasmo a moda nacional, especialmente a moda mineira, que sempre foi berço de tantas marcas relevantes”. Revela que nesse período também viveu a experiência de ser modelo. “Mais do que os holofotes, o que me encantava eram os bastidores: as fábricas, os processos, os showrooms. Esse olhar curioso sobre o “lado de dentro” da moda foi a base para a minha visão empreendedora. Embora tenha seguido formações acadêmicas em publicidade, administração e arquitetura, foi essa vivência que, de maneira natural, me conduziu ao universo da moda como profissão”.
Para se tornar uma referência, não basta fazer bem uma peça: é preciso emocionar, provocar, inspirar. É preciso ser coerente em todas as frentes — produto, branding, time, experiência de compra. Ser referência é, acima de tudo, ser lembrada com afeto. E isso só se constrói com verdade. É um trabalho de constância, sim, mas também de escuta — escuta do mercado, das nossas clientes, do mundo ao redor. Acredito muito no poder do ‘feito à mão com alma’ – Silvia Monteiro
Ressalta também que, ao criar a ISLA, levou para o mercado “a herança afetiva e cultural: a manualidade mineira, transformada em design sofisticado e atual. Hoje, a ISLA é reconhecida como uma marca de luxo acessível, que traduz tradição artesanal em peças desejadas por mulheres de diferentes gerações, inclusive a Geração Z, que a enxerga como expressão autêntica de identidade”.
O grande prazer no trabalho desenvolvido na collab com AREZZO foi viver um processo genuíno de coautoria criativa. A ISLA nasceu com a missão de transformar o artesanal em luxo contemporâneo, e ver esse DNA ganhar escala e novos territórios ao lado da AREZZO foi algo profundamente especial. Foi mais do que compartilhar matérias-primas e processos; foi compartilhar valores – Silvia Monteiro

Silvia Monteiro: “A coleção nasceu de um mergulho profundo na brasilidade, com foco no que temos de mais autêntico: o artesanal, as tramas, a força da natureza tropical” (Foto: Isabela Montenegro)
Acrescenta que a collab com AREZZO “é mais do que uma parceria comercial: é também a realização de um sonho. Além de unir a minha marca ao nome que marcou a minha juventude e inspirou a toda a trajetória, concretizo o desejo antigo de criar sapatos – um passo além do core business da ISLA, tornado possível pela expertise e pela estrutura da AREZZO. Desde o início da ISLA sempre fomos reconhecidos pelas bolsas, e nossa história foi construída sobre esse pilar. Mas, para mim, moda sempre foi olhar para o todo — vestir a mulher em diferentes momentos. Ao lado da AREZZO, que tem décadas de expertise e liderança no setor calçadista, pudemos realizar esse sonho de expandir a presença da ISLA além das bolsas, traduzindo nosso savoir-faire em novas formas de expressão”.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
Foi um prazer descobrir como as equipes das duas marcas conseguiram se conectar. A AREZZO trouxe sua força de estrutura, distribuição e alcance nacional. A ISLA trouxe sua delicadeza artesanal, suas tramas, seu olhar para o detalhe. Juntas, conseguimos criar uma coleção que é, ao mesmo tempo, comercialmente potente e fiel à essência que nos define. Essa collab me deu, sobretudo, a alegria de ver o feito à mão brasileiro elevado a um palco maior. Levar nossa herança artesanal, lapidada em Minas Gerais, para vitrines de todo o Brasil, com a força de uma gigante como a AREZZO, é viver em plenitude o propósito da ISLA: mostrar que essa tradição e sofisticação caminham juntas – Silvia Monteiro
Pergunto à Silvia quais as inspirações para a coleção e o caminho trilhado nesta busca?
SILVIA MONTEIRO – Nasceram de um mergulho profundo na brasilidade, com foco no que temos de mais autêntico: o artesanal, as tramas, a força da natureza tropical. Trouxemos para a collab a identidade da ISLA — o crochê, a palha, o bambu, o bordado manual — e traduzimos esses elementos em diálogo com a expertise industrial e o alcance nacional da AREZZO. A inspiração central foi o conceito de “Verão em Tramas”. Pensamos no Verão brasileiro como ponto de partida: a luz, a vitalidade, a energia feminina que transita entre sofisticação e frescor. É o Verão não apenas como estação, mas como estado de espírito — um convite ao otimismo, à leveza e à celebração do feito à mão.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
Buscamos referências tanto na cultura mineira, que é a raiz da ISLA, quanto no universo cosmopolita da AREZZO. Minas trouxe o savoir-faire artesanal, a delicadeza dos pontos, a herança de gerações que trabalham com as mãos. Já AREZZO, a a potência de traduzir esse repertório para uma escala maior, dialogando com diferentes perfis de consumidoras em todo o Brasil.
O resultado foi uma coleção que homenageia a tradição sem abrir mão da modernidade: bolsas e sapatos que carregam o tempo das mãos artesãs, mas com a versatilidade de peças que cabem no cotidiano contemporâneo. Um equilíbrio entre memória afetiva e desejo atual.
HELOISA TOLIPAN – Na pesquisa feita em conjunto com o time da AREZZO, quais materiais, cores, texturas, modelagens e inovações foram encontrados?
SILVIA MONTEIRO – O desenvolvimento da coleção foi surpreendentemente fluido, porque ISLA e AREZZO falam a mesma língua — desde valores de marca até práticas de gestão. Existe uma sinergia rara entre nossas equipes: entendemos o timing da moda, a importância da excelência e a velocidade com que o mercado pede respostas. Isso fez com que cada etapa, da pesquisa ao desenvolvimento, fosse feita de maneira colaborativa e madura, com clareza de propósito. A pesquisa partiu dos nossos ícones criativos — como o abacaxi, já consagrado como símbolo tropical da ISLA, e as tramas manuais que sempre carregam a alma da marca. Esses elementos foram revisitados sob uma nova ótica, para dialogar com o público amplo da AREZZO.
Nas cores, buscamos uma paleta que traduzisse o verão brasileiro: tons solares, neutros elegantes, dourados que remetem ao brilho natural da estação, e pontos de cor que acendem a coleção.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
Quanto a materiais e texturas, trouxemos o frescor da palha natural, o toque sofisticado do couro, a leveza do bambu, além dos bordados e entrelaces que marcam o DNA da ISLA. Nas cores, buscamos uma paleta que traduzisse o Verão brasileiro: tons solares, neutros elegantes, dourados que remetem ao brilho natural da estação, e pontos de cor que acendem a coleção.
E, finalmente, nas modelagens e formatos, equilibramos a ousadia de peças-statement com a atemporalidade de bolsas e sapatos que podem acompanhar a mulher em diferentes momentos. É uma coleção que transita entre o desejo e o uso real, mantendo a assinatura autoral.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
HELOISA TOLIPAN – Como foi o mergulho no universo AREZZO?
SILVIA MONTEIRO – Mergulhar no universo da AREZZO foi muito natural. Primeiro porque já existe uma admiração de longa data: eu cresci vendo a AREZZO se tornar referência nacional, e hoje consigo olhar para ela também como parceira estratégica. Então, quando começamos o processo de criação, foi quase como somar repertórios que já tinham pontos em comum.
O desenvolvimento de cada peça aconteceu como uma verdadeira conversa entre times. De um lado, a AREZZO com sua força de escala, tecnologia e expertise em sapatos. Do outro, a ISLA trazendo o tempo artesanal, as tramas, o cuidado de cada detalhe feito à mão. Essa troca foi muito enriquecedora — e fez com que cada peça fosse pensada para carregar um pouco dos dois mundos.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
Cada bolsa, cada sapato, foi desenhado a partir de um raciocínio de coautoria. Por exemplo: quando trazíamos a palha ou o bambu, a Arezzo adicionava recursos de acabamento e estrutura. Quando eles pensavam em modelagens mais ousadas, nós entrávamos com a leitura do artesanal para dar alma e textura.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
HELOISA TOLIPAN – O que a mulher brasileira deseja consumir com diferencial?
SILVIA MONTEIRO – A consumidora de hoje está muito além da estética. Ela busca propósito, autenticidade e uma história que faça sentido. No caso da ISLA, sempre entendemos que o diferencial não está apenas no design da bolsa, mas no tempo e na dedicação artesanal que existe por trás dela. Isso cria valor emocional, porque cada peça carrega alma. Na collab com a AREZZO, esse diferencial foi potencializado. A mulher encontra aqui uma coleção que traduz sua vontade de consumir algo belo, mas também carregado de significado. Ela leva para casa uma peça que conversa tanto com o desejo do agora quanto com a memória do que é feito para durar.
HELOISA TOLIPAN – Qual a conexão entre movimento, criatividade, inovação e memórias afetivas?
SILVIA MONTEIRO – O passado sempre foi um ponto de partida essencial. Penso no resgate das técnicas manuais, nas mãos que trançam a palha, no bordado que atravessa gerações. Esse repertório artesanal é a base da ISLA e a memória que carrega valor afetivo. O presente é onde tudo ganha forma e conseguimos traduzir esse legado em design contemporâneo, dialogando com a mulher real, que busca beleza e funcionalidade. Usar o handmade não como algo nostálgico, mas como linguagem viva, sofisticada, capaz de gerar desejo. Já o futuro é sobre expandir fronteiras. É quando olhamos para a escala, para a sustentabilidade, para a tecnologia que pode apoiar o artesanal sem apagá-lo. É aqui que a collab com a AREZZO se encaixa perfeitamente: ela permite que essa memória do feito à mão ganhe projeção nacional, alcance novas gerações e continue viva.

AREZZO POR ISLA
HELOISA TOLIPAN – Qual o seu TOP 10 de como a collab ‘AREZZO por ISLA’ desperta desejo imediato
SILVIA MONTEIRO –
1 – Coautoria de duas potências femininas da moda nacional. A união entre uma marca consolidada em calçados (e bolsas) e uma referência em bolsas artesanais representa um encontro inédito e desejável para a mulher brasileira.
2 – Design que respeita o feito à mão. Toda a expertise da ISLA em técnicas manuais — como o trançado da palha, o bambu lapidado, e os bordados — é traduzida aqui com a precisão e acabamento da indústria AREZZO.
3 – Sapatos ISLA: um sonho realizado. Pela primeira vez, o olhar criativo da Silvia Monteiro ganha forma também nos pés. Sandálias e mules que trazem a identidade da marca para além das bolsas.
4 – Bolsas-desejo em nova escala de acesso. A mulher que sempre admirou a ISLA tem agora a oportunidade de adquirir peças com a assinatura criativa da marca com maior alcance e disponibilidade nacional.
5 – Ícones tropicais reposicionados com sofisticação. Elementos como o abacaxi, o bambu e a palha ganham protagonismo elevado em criações que fogem do óbvio e traduzem brasilidade de forma chique e cosmopolita.
6 – Cromia sofisticada, versátil e comercial. A cartela de cores equilibra tons solares com neutros estratégicos — pensada para criar desejo imediato, mas também atemporalidade.
7 – Peças statement que contam histórias. Cada produto da coleção carrega narrativa, afeto e técnica — criando um vínculo emocional com a consumidora desde o primeiro olhar.
8 – Alta performance com alma artesanal. A collab mostra que é possível unir desejo e escala, sofisticação e preço competitivo, com controle de qualidade e alma handmade.
9 – Versatilidade de uso — do dia à noite, do resort ao urbano. As peças transitam por diferentes ocasiões, criando desejo recorrente e amplificando o uso no dia a dia.
10 – Coleção com cara de peça ‘colecionável’. O caráter de edição limitada da collab, somado ao apelo visual das peças e à narrativa forte por trás da criação, transforma cada produto em um verdadeiro item de coleção.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
HELOISA TOLIPAN – De onde surgiu a sua paixão por encantar as mulheres através das bolsas?
SILVIA MONTEIRO – Essa paixão nasceu de algo muito íntimo. Desde cedo, eu observava como os acessórios tinham o poder de transformar a relação das mulheres com elas mesmas. Uma bolsa nunca foi só um objeto: é extensão da identidade, é um símbolo de desejo e, muitas vezes, de conquista pessoal.
E acho que isso começa muito cedo. Se a gente observar, uma das primeiras coisas que uma menina repete ao olhar para a mãe é o gesto de pegar uma bolsa. Logo que se entende por gente, ela pega a bolsa da mãe e quer sair de casa com ela — como se fosse através da bolsa que conquistasse o mundo. Esse gesto é muito simbólico, porque mostra o quanto uma bolsa pode ser instrumento de empoderamento, de pertencimento, de expressão.
No meu caso, sempre me fascinou o processo — o gesto manual, o cuidado nos detalhes, o tempo dedicado a cada peça. Eu percebia que uma bolsa feita com alma conseguia transmitir sentimentos, encantar e marcar momentos na vida de uma mulher.
HELOISA TOLIPAN – Como avalia a potência da Geração Z na forma de consumir moda com propósito?
SILVIA MONTEIRO – A gente sente que a Geração Z se conecta com a ISLA de forma quase natural. Isso acontece porque essa nova consumidora tem um olhar muito atento para valores reais, propósito e originalidade — tudo o que a nossa marca carrega desde o início. A Geração Z busca mais do que produtos. Ela quer histórias com sentido, impacto positivo e uma estética que reflita seu lifestyle criativo e questionador. E nesse ponto, a ISLA fala a mesma língua: somos uma marca que valoriza o feito à mão, a inclusão produtiva de mulheres, a permanência de técnicas artesanais, o reaproveitamento de materiais e uma moda que respeita o tempo e tem alma: o compromisso com o social e o sustentável. Mais do que uma bolsa, cada peça carrega uma história: a de uma mulher que encontrou na técnica artesanal um caminho de autoestima. E a de uma consumidora que escolhe com propósito e beleza ao mesmo tempo.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
HELOISA TOLIPAN – Qual o seu maior sonho?
SILVIA MONTEIRO – Sempre esteve muito ligado à ideia de deixar um legado com significado. E esse legado não tem a ver só com estética ou com produtos bonitos — tem a ver com uma forma de existir no mundo, com valores que eu acredito e que eu quero ver perpetuados: respeito ao tempo das coisas, valorização do feito à mão, espaço para a voz e a potência feminina. A ISLA nasceu desse sonho. Ela é uma tradução da minha trajetória, dos aprendizados que vieram da minha família, do interior de Minas, e da convicção de que é possível fazer moda com alma e propósito. E hoje, ao ver a marca ganhando novas fronteiras — como agora, com essa collab com a AREZZO —, sinto que esse sonho vai se tornando cada vez mais coletivo.

AREZZO POR ISLA

AREZZO POR ISLA
Eu acredito que o feito à mão tem o poder de ressignificar o tempo, de conectar gerações, de resgatar o que temos de mais humano. E quando isso se une ao design, à inovação e à força de uma mulher empreendedora, o resultado pode ser transformador. Mais do que construir uma marca desejada, eu sonho em construir uma história inspiradora. Que outras mulheres, jovens ou maduras, possam olhar para mim e para a ISLA e dizer: é possível sonhar grande, criar com alma e deixar uma marca no mundo”.
HELOISA TOLIPAN – Como você consome moda?
SILVIA MONTEIRO – “Meu olhar para a moda hoje é mais maduro, mais seletivo — e, acima de tudo, mais consciente. Não consumo por impulso ou tendência passageira. Meu movimento pessoal é guiado por uma conexão real com aquilo que eu visto: história, propósito, afeto. Busco peças que carreguem alma, que tenham design autoral. É como se cada compra fosse uma forma de me expressar, de contar quem eu sou e no que acredito — e não apenas uma escolha estética.
Hoje, “vestir” uma peça não é apenas ‘me vestir’ — é também sustentar uma cadeia de valor que eu escolho apoiar. É por isso que digo que meu movimento ao consumir moda é um reflexo do meu movimento como mulher, empreendedora, criadora e cidadã”.
HELOISA TOLIPAN – Qual o caminho que a moda autoral brasileira está seguindo e a representatividade em relação ao cenário global?
SILVIA MONTEIRO – A moda autoral brasileira está vivendo um momento potente — de retomada de identidade, de valorização do feito local, e de uma expressão criativa profundamente conectada ao território. Cada vez mais, vemos marcas que têm coragem de contar suas próprias histórias, respeitando suas raízes e imprimindo estilo com alma. É o Brasil se reconhecendo dentro do próprio espelho.
Esse movimento representa uma virada não só estética, mas também ética: fala de pertencimento, de diversidade e de uma nova noção de luxo — um luxo mais consciente, mais afetivo, mais conectado com a verdade de quem cria e de quem consome.
No cenário global, essa força autoral ganha destaque porque traz o que o mundo mais busca hoje: autenticidade. Enquanto muitos ainda reproduzem fórmulas, o Brasil aparece com uma assinatura única. Nosso diferencial está na mistura, na cor, na manualidade e, sobretudo, na emoção que colocamos em tudo que fazemos.
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