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Rock in Rio Day 2 – Raimundos e CPM22 à volta do Foo Fighters. Vem saber tudo sobre o Palco Mundo!

Simpático como sempre, Dave Grohl rememorou sua primeira apresentação no país: ‘Eu lembro da primeira vez que vim ao Brasil, para tocar no Hollywood Rock. Eu tinha só 23 anos’

Publicado em 29/09/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Jeff Lessa

Neste sábado, o Palco Mundo tremeu sob o peso de duas bandas brasucas de renome. CPM 22 e Raimundos, veteranas de festivais e cativas no coração do público, abriram  apresentação conjunta no segundo dia de festival com o clássico poderoso “Mulher de fases“, principal sucesso dos Raimundos.

As duas bandas surpreenderam e se apresentaram literalmente juntas, com duas baterias, três guitarras, dois vocalistas e dois baixistas ao mesmo tempo. Dava para esperar menos da união das maiores bandas do punk hardcore brasileiro, uma dos anos 90, outra dos 2000? No mínimo o que se esperaria de uma situação dessas era potência dobrada. E, sim, foi isso que rolou. O show de abertura do Palco Mundo deste sábado, que reuniu os músicos dos Raimundos e do CPM 22, pegou em cheio um público de veteranos e novatos com a energia de canções como “Regina Let’s Go” (CPM 22), além, é claro, do número de abertura, “Mulher de Fases”, do Raimundos, ambos magistralmente guiados pelos vocalistas das duas bandas, Digão e Badaui. A galera, obviamente, foi ao delírio. Como não?

Puteiro em João Pessoa (Raimundos) e Tarde De Outubro (CPM) deram sequência ao show, com direito a Badauí e Digão abraçados louvando a oportunidade única que estavam vivendo. Depois de Dias Atrás (CPM), houve um break e Digão foi para a guitarra tocar A Mais Pedida (Raimundos). Neste momento o público já estava entregue às duas bandas. A apresentação seguiu com O Mundo Dá Voltas (CPM) e Reggae do Maneiro (Raimundos). Para encerrar o encontro inédito, as bandas mandaram Eu Quero Ver o Oco (Raimundos) e Um Minuto Para O Fim Do Mundo (CPM). Do jeito que as bandas se entrosaram, ficou no ar a promessa de uma turnê nacional. Vamos torcer, galera?

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Weezer fez apresentação alegre em que misturou antigos hits com ‘covers’ de bandas como A-Ha e Toto, entre outras

Os americanos do Weezer estrearam no Rock in Rio com um show animado, que levantou a galera do festival, apesar de serem pouco conhecidos no país. Eles abriram o show com “Buddy Holly”, música de seu primeiro álbum, que levava o nome da banda e foi lançado em 1994.  Simpático, o vocalista Rivers Cuomo demonstrou sua alegria por fazer parte do festival: “Estamos muito felizes em tocar aqui finalmente”.

O set list misturou sucessos da banda como “My Name Is Jonas”, “Island in the Sun” e Say it Ain’t So” a clássicos de outras bandas, retirados do disco de covers que o Weezer acabou de lançar. Dessa forma, mesmo que não conhecia bem a banda pôde se deliciar com hits do naipe de “Take On Me” (A-Ha), “Africa” (Toto) e “Happy Together” (The Turtles).

A música “The End of the Game”, do 15º álbum da banda a ser lançado ano que vem, “Van Weezer”, foi a última a ser apresentada, numa pegada mais metal.

O Weezer foi formado em 1992, em Los Angeles. A banda de rock alternativo conta com Rivers Cuomo, Brian Bell, Patrick Wilson e Scott Shriner e já lançou 12 álbuns, seis EPs e um DVD.

A julgar pela apresentação que fizeram, eles podem voltar tranquilamente ao Brasil: com certeza, ganharam muitos fãs.

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Tenacious D, do músico e ator Jack Black, faz sua primeira apresentação no país e levanta a galera do RiR com humor

A banda incluiu uma parceria com Júnior Groovador, segurança de Natal que fez a plateia vibrar com seu ‘groove’ legítimo

O Tenacious D, do ator e músico americano Jack Black, agradou ao público da segunda noite do Rock in Rio 2019: ele e Kyle Gass foram muito aplaudidos e recebidos com gritos de “gostoso!”. Simpáticos, fizeram coreografias e demonstraram excelente humor. Mas não conseguiram conquistar de cara o público.

Durante a apresentação de “Sax a Boom”, Jack Black anunciou a participação de Júnior Groovador, que tocou uma curiosa versão de “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, em ritmo de forró (!). O duo encenou uma briga no palco (muito bem encenada, por sinal) e engrenou de vez com as canções do álbum “The Pick of Destiny”, lançado no já longínquo 2006. “Kickaposs” e “Beezeboss (The Final Showdown”), músicas mais conhecidas por aqui, inflamaram a galera. Daí para a frente, o show correu como se espera de uma banda de rock, com direito, inclusive, a “confusão” entre Trump e Satã.

No final, muitos solos sensacionais – inclusive de Júnior Groovador – garantiram um show do mais alto nível, que, certamente, deixou um gostinho de quero mais mesmo em quem nunca tinha ouvido uma única nota do Tenacious D. A dupla americana surgiu em 1994. Apesar de já ter lançado quatro discos, os integrantes nunca haviam feito show no Brasil.

Já o sucessaço Júnior Groovador é de Natal (RN) e tem 35 anos. Há 19 se apresenta como músico em seu estado, onde começou a carreira tocando baixo em bandas formadas em igrejas. Há cerca de um ano, ele trabalha como segurança. Shows, só nas horas de folga. Em uma entrevista, Júnior garantiu que estava pronto para tocar com Jack Black e que os dois iam fazer um “duelo de humor”.

E não foi que fizeram e deu muito certo? Voltem em breve, por favor.

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Foo Fighters encerra a segunda noite do Rock in Rio 2019 com hits e canções da turnê do álbum ‘Concrete & Gold’, de 2017

Simpático como sempre, Dave Grohl rememorou sua primeira apresentação no país: ‘Eu lembro da primeira vez que vim ao Brasil, para tocar no Hollywood Rock. Eu tinha só 23 anos’

Dezoito anos depois de tocar no Brasil pela primeira vez, ainda como banda “menor” em horário alternativo, o Foo Fighters fez uma apresentação em altíssimo estilo como atração principal do Palco Mundo, onde encerrou a segunda noite do Rock in Rio edição 2019. Com pouco mais de duas horas de duração, a apresentação teve direito a pedido de noivado no palco, algo que a banda já havia experimentado em outras passagens pelo Patropi.

À vontade no palco, o simpático vocalista e líder do Foo Fighters, Dave Grohl, fez questão de lembrar de quando tocou, ainda como “alternativo”, no Hollywood Rock, em 1994 (ou seja, há 25 anos), época em que escreveu “Big Me”. A canção, do primeiro disco da banda, feito por ele sozinho, foi dedicada ao Weezer, que havia se apresentado antes. “Eu lembro da primeira vez que vim ao Brasil, para tocar no Hollywood Rock. Eu tinha só 23 anos”, rememorou, para deleite do povo.

Grohl, aliás, disse que chorou no camarim quando o Weezer tocou “Lithium”, do Nirvana, banda na qual se consagrou como baterista. Não foi por falta de emoção que o show pecou. A apresentação ainda faz parte da turnê do disco “Concrete & Gold”, de 2017, que a banda já havia trazido ao país no ano passado. As canções mais recentes foram bem aceitas, mas o delírio mesmo aconteceu com hits como “Learn to Fly”, “Times Like These” e “The Pretender”.

Dave também tocou uma canção de cada álbum lançado pela banda. E foram essas as músicas que a plateia acompanhou cantando junto do começo ao fim. A estreia do Foo Fighters no RiR rolou em 2001. Naquele ano, Dave Grohl ganhou bolo de aniversário e Cássia Eller invadiu o palco para dar um abraço no vocalista. De lá para cá, a banda já esteve três vezes no Brasil.

Embora esbanje simpatia e bom humor, o Foo Fighters nasceu da angústia de Grohl para superar a morte de Kurt Cobain. Meses depois do suicídio do amigo, o ex-baterista do Nirvana alugou um estúdio para gravar, sozinho, algumas canções inéditas. Quase um ano depois, o material foi lançado como o primeiro disco oficial do Foo Fighters. Desde então, eles tiveram várias formações e conquistaram 12 Grammys, o prêmio máximo da indústria fonográfica americana.

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