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Agora contratada pelo mesmo agente de Wagner Moura na gringa, Ísis Valverde lembra período em NY: “Me dava vontade de chorar de tão cansada”

Mineira, a atriz também falou em entrevista sobre a tragédia de Mariana após o mar de lama proveniente do rompimento de uma das barragens da mineradora Samarco: "Todo mundo parecia mais preocupado com a Olimpíada, fiquei muito revoltada com isso"

Publicado em 15/02/2016 | Por Lucas Rezende

Mineirinha de Aiuruoca, Ísis Valverde estava morando em Nova York quando a cidade de Mariana foi atingida pela lama proveniente do rompimento de uma das barragens da mineradora Samarco. “Fiquei triste por não estar aqui. E todo mundo parecia mais preocupado com a Olimpíada, fiquei muito revoltada com isso. Mas acho que fiz minha parte, doei água e pretendo ir para Minas para saber como estão todos por lá”. A ausência que, para ela, teve forte significado (“Eu entendi o significado da palavra patriotismo, um sentimento que sempre critiquei, mas agora eu compreendo”), valeu a pena: após estudar na prestigiada escola de atuação Stella Adler, que já teve alunos como Marlon Brando e Robert De Niro, fechou contrato com o agente Brent Travers, o mesmo de Wagner Moura nos Estados Unidos. “Para mim isso foi uma vitória, porque ele não pega brasileiro. Só o Wagner, e agora eu. (…) Tinha dia que me dava vontade de chorar de tão cansada. O Márcio (Damasceno, seu assessor de imprensa) me falava por telefone: ‘Calma, ta acabando.’ E, no inverno, quando começou a ficar frio, foi mais difícil”, contou à “Revista Joyce Pascowitch”.

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Ísis, 28 anos, que hoje em dia só confia “em sete pessoas no mundo”, chegou a pedir ajuda ao produtor de elenco da Rede Globo, Luciano Rabelo, para se preparar para um monólogo de teste. “Tinha de ter todas as emoções, não adianta você ler algo que só tem choro e grito. Não dava para ser linear. Ele me passou um em que eu ficava brava, depois deprimida, alegre, sóbria e me acaba de chorar. Tinha uma onda de emoções”. Moleza para quem é sentimental do fio de cabelo ao dedo do pé. “Acho que sou muito boa de coração, não desejo mal a ninguém, sou meio bobona. Antes, alguém sorria e eu já corria para o abraço. E descobri que a vida não é assim. Aí fiz essa limpa”. Fez a limpa e já começou a cogitar em entrar para a terapia. “Foi uma viagem de autoconhecimento e voltei com vontade de me decifrar ainda mais”. A gente te entende.

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