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Resgatando o tradicional clima momesco, Rio Othon Palace arma feijoada – lotada – com direito a bufê do chef Jean Poirey e Samba do Meira

Tomás Ramos, diretor comercial e de marketing do hotel, comentou o novo formato do evento. “Quisemos resgatar o carnaval tradicional e atender um público diferenciado, que pôde curtir e relembrar os clássicos das marchinhas e dos sambas”

Publicado em 06/02/2016 | Por Karina Kuperman

Com Lucas Rezende

Rio Othon Palace, Avenida Atlântica, Praia de Copacabana, sábado de carnaval. No hall de entrada, o vai-e-vem de turistas e cariocas + o ritmo frenético dos elevadores já davam o tom: a tradicional Feijoada de Carnaval do Rio Othon Palace é frenesi puro (e há décadas) em clima momesco. No terceiro andar, no Bossa Café, cerca de 350 pessoas curtiam – no maior clima de folia e descontração familiar – pelos salões. O ritmo? Animadíssimo pelo grupo Samba do Meira, comandado pelo baterista Wilson Meireles, que relembrou os clássicos das marchinhas e dos sambas históricos – com direito a belas mulatas mostrando samba no pé, of course. Não muito longe do palco e da pista de dança, e com a vista para a Princesinha do Mar – aliás, que vis-ta – o chef Jean Yves Poirey e sua equipe de 15 pessoas pilotavam quatro enormes estações recheadas de entradas, feijoada, acompanhamentos, saladas e sobremesas. O coeficiente da festa traduzia um balanço favorável: Rio Othon Palace com lotação máxima durante o feriado de carnaval. Segundo o diretor comercial e de marketing da Rede de Hotéis Othon, Tomás Ramos, as unidades de Bahia, Fortaleza e Belo Horizonte ( “sentimos movimento do interior de Minas para a capital”) e até do estado de São Paulo contabilizaram números semelhantes.

O chef Jean Yves Poirey e o diretor comercial e de marketing Tomás Ramos na tradicional feijoada de sábado de carnaval (Foto: Site HT)

O chef Jean Yves Poirey e o diretor comercial e de marketing, Tomás Ramos, na tradicional feijoada de sábado de carnaval (Foto: Site HT)

Sobre a feijoada de carnaval, que foi criada no final da década de 70, a de 2016 teve uma reformulação. “A maioria dos hotéis faz suas feijoadas com a presença de integrantes de escolas de samba. Pensamos em fazer diferente. Em atender também pessoas da melhor idade, e famílias com crianças, resgatando o carnaval tradicional com as marchinhas, por exemplo. A gente atingiu um público diferenciado, que pôde curtir o carnaval além dos blocos e da Avenida. Queremos ser a opção para quem não tinha. Esse ano, a lotação foi máxima. É um formato que vai continuar”, garantiu Tomás em entrevista exclusiva ao site HT durante o evento. Já no quesito culinária, nota 10 para o chef Poirey, também no comando do restaurante Skylab – no topo do Othon. Ele está à frente da gastronomia do hotel desde o início de 2008 e é um mago na cozinha quando o assunto é grande dose de criatividade que o paladar brasileiro pede. No cardápio, nove variedades de carnes, como paio, lombo, costelinha de porco e carne seca. Para democratizar, cada caldeirão teve um único ingrediente da receita tradicional.

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O chef francês, simpatícissimo, nos revelou: “Em Roma, deve se comer como os romanos. No Rio, como os cariocas. Vou me especializar em chucrute no Brasil? Não! Em feijoada”. Para a delícia gastronômica, o chef usou cerca de 180 kg de carne, 60 kg de feijão, quantidade que demandou o trabalho de mais de uma dezena de cozinheiros. “Fizemos, além da feijoada, uma moqueca de carne de porco com farinha de tapioca e feijão carioquinha com legumes. Como se fosse uma feijoada nordestina”, comentou. E, chef, conta para a gente: você prova tudo que sai da cozinha? “Óbvio, claro. Por isso eu tenho esse corpo de atleta”, brincou, com o bom humor que lhe é peculiar. Dando um giro pelas mesas, HT encontrou entradinhas do tipo linguiça, torradas com alho e salsa, torresmo e caldinho de feijão. Nos acompanhamentos, banana à milanesa, batata doce, couve mineira, farofa de ovos, aipim frito, arroz branco e laranja. Isso sem contar com as saladas (abóbora com carne-seca, repolho roxo com manga e nozes e folhas de rúcula com parmesão e chips de bresaola). E não só: também uma grande opção de grelhados (peito de frango, lombinho de porco, costelinha e pernil defumado) e sobremesas como quindim, cocada, brigadeiro, pé-de-moleque, cuscuz de tapioca, manjar de chocolate e pudim de leite.

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Com sua lotação máxima atingida e público plural (de crianças a idosos), o Rio Othon Palace ainda ofereceu aos presentes na feijoada a oportunidade de degustar e conhecer melhor a MOA – cerveja importada diretamente da Nova Zelândia que chega aos mercados brasileiros ainda esse mês – e que esteve no evento com promoção feita pela Associação Carioca de Bartenders. Além disso, o open bar contava, ainda, com cerveja nacional (o Grupo Petrópolis Itaipava apóia), caipirinha, caipivodka nacional e batidas de frutas tropicais. Bem no clima tropical que o verão hot carioca pede. Enquanto isso, do outro lado do salão, as mais estilosas tinham à disposição uma estação de customização das camisetas. Entre lantejoulas, elásticos, pedrarias e fitas, todas tiveram a chance de ficar mais fashion para cair no samba de Wilson Meireles (bateria, percussão e voz) e seus companheiros Mayra Couto (percussão e voz), Marcela Terry (tamborim), Clarisse Magalhães (pandeiro), Rockenberg (sanfona) e André Luis (violão de sete cordas). Evoé, Momo!

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