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Vem saber tudo sobre a festa de ‘Éramos Seis’, novela que terá a volta de Susana Vieira

Vivendo tia Emília, a atriz volta as telenovelas, na trama de Angela Chaves que irá contar a história da Família Lemos, pela visão de sua matriarca Dona Lola, vivida por Gloria Pires, casada com Júlio, Antonio Calloni. A adaptação do livro homônimo, estreia dia 30 de setembro tem a direção artística de Carlos Araújo. A trama é baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho

Publicado em 16/09/2019 | Por Heloisa Tolipan

Dona Lola (Gloria Pires) e Júlio (Antonio Calloni) e seus quatro filhos, na primeira fase de ‘Éramos Seis’: Xande Valois (Carlos), Pedro Sol (Alberto), Davi de Oliveira (Julinho) e Maju Lima (Isabel) (Foto: reprodução GShow)

*Por Rafael Moura

No dia 30 de setembro, os telespectadores embarcarão para a cidade de Itapetinga, no interior do Estado de São Paulo, e, quando o apito do trem soar, seremos transportados para 1920 para conhecer a história de Dona Lola, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. “Dona Lona é uma mãezona que faz das tripas coração, literalmente, para manter a harmonia da casa e ajudar a quem precisa. Uma mulher batalhadora”, conta a protagonista Gloria Pires na festa de lançamento realizada na Casa Julieta de Serpa, na Praia do Flamengo. O remake escrito por Angela Chaves, narra a vida dessa guerreira desde a infância das crianças, quando Júlio, personagem de Antonio Calloni, trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, na Avenida Angélica, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. “Julio é um personagem muito complexo, porque é muito simples, um homem comum, trabalhador, responsável, que vive num grande conflito eterno, entre o ser afetivo e provedor, que chega a adoecer por conta disso. Eu estou amando fazer”, conta Antonio Calloni, o pai da família Lemos. O provedor desse sexteto ao longo dos capítulos terá uma forte amizade com a dançarina Marion, interpretada por Ellen Rocche. “Ela e o Júlio acabam se tornando amantes e confidente. E apesar de toda a sua experiência, ela vive iludida acreditando que o amado algum dia irá largar sua família para ser feliz com ela”

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A trama que se passa ao longo de três décadas – 1920, 1930 e 1940 – e mostra a trajetória na vida de Lola com as mortes de Júlio e Carlos (Xande Valois e Danilo Mesquita); o sumiço de Alfredo (Pedro Sol e Nicolas Prattes) pelo mundo; a união de Isabel (Maju Lima e Giullia Buscacio) com Felício (Paulo Rocha), um homem desquitado; a ascensão de Julinho (Davi de Oliveira e Andre Luiz Frambach), que se casa com uma moça de família rica – Maria Laura (Rayssa Bratillieri), filha de Assad (Werner Schünemann), patrão de Júlio. Uma saga familiar contada a partir da figura materna e que atravessa três décadas. O título do folhetim vem da situação de Dona Lola que termina sua vida sozinha em um asilo: eram seis e agora só resta ela. “Toda mulher tem alguma coisa da Lola. Esse é o maior desafio em interpretar essa personagem. Usei muito minha experiência como mãe de quatro filhos, minhas memórias com a minha mãe e me inspirei na minha avó”, revela Gloria.

Fora do ar desde 2017, quando interpretou Cora Dumonte, em ‘Os Dias Eram Assim’, Susana Vieira faz seu retorno às telenovelas com uma personagem de fibra. “Tia Emília é uma milionária que mora em uma mansão. Ela é de modos finos, tem um linguajar sofisticado e é um pouco afastada da família, porque esconde a filha que tem autismo. Ela tem ainda uma outra filha, que é bonita, elegante, descolada, que mandou estudar na Suíça”, define. Segundo a estrela, “é uma personagem que está sendo difícil para mim, porque ela tem uma relação de amor e desprezo com uma das filhas; e seria para qualquer atriz, porque já foi feita pela Nathalia Timberg, que deve ter dado um show”, reflete a atriz, se referindo à versão do SBT, em 1994. E completa “é uma mãe amorosa, mas que não demonstra. Naquela época tinha um linguajar diferente, as pessoas eram mais fechada, mas ela é um pouquinho antipática, porque não ajuda a sobrinha no momento em que ela mais precisa”, ressalta. Sobre a trama a grande artista celebra o texto de Angela: “Ninguém vai fazer mal para ninguém nessa novela, não existem vilões e mocinhos. Não é uma novela típica, e é isso o que difere, o motivo pelo qual todo mundo quer rever”. Atualmente Susana está no ar como a malvada Branca, em ‘Por Amor’.

Susana Vieira será a viúva, rica e misteriosa Tia Emília em ‘Éramos Seis’ (Foto: Anderson Borde/ AGNews)

No folhetim ainda aparecem outros personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, dona Maria (Denise Weinberg), a Tia Candoca (Camila Amado), as irmãs Clotilde (Simone Spoladore), solteirona, e Olga (Maria Eduarda Carvalho), casada com Zeca (Eduardo Sterblitch); na cidade, vive a rica, viúva, elegante e misteriosa Tia Emília (Susana Vieira), irmã de seu pai, além das filhas dela, Justina (Julia Stockler), uma moça com problemas psicológicos, que se comporta como criança, e Adelaide (Joana de Verona), que estudou em colégio na Suíça e, ao regressar, traz ideias avançadas para o Brasil da época. O grande Othon Bastos nos contou que ficou extremamente feliz e se sentiu agraciado com esse convite. “É um convite afetivo, e eu me sinto lisonjeado. Em 1994, no SBT, eu fui o protagonista, o pai Júlio e nessa versão eu sou o Padre Venâncio”.

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