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Sem spoilers! Vimos e listamos 10 motivos pelos quais você vai querer assistir “007 contra Spectre” nos cinemas

Do elenco formidável às cenas mais quentes, HT explica em 10 tópicos por que o adeus de Daniel Craig como James Bond vale a pena ser conferido pelo público

Publicado em 05/11/2015 | Por João Ker

A convite da Heineken, uma das patrocinadoras oficiais de “007 Contra Spectre”, HT foi à pré-estreia do filme, no Cinépolis Lagoon, para conferir o mais novo episódio da história criada por Ian Fleming sobre o espião mais famoso da literatura e do cinema. Com duas bond girls vividas por Monica Bellucci e Léa Seydoux, o longa dirigido por Sam Mendes (o mesmo de Skyfall”), tem chamado a atenção do público por ser o último da franquia com Daniel Craig no papel principal. Bem, já que hoje é a estreia oficial no circuito nacional de cinemas, nós fizemos uma listinha esperta com 10 motivos para você conferir a produção, que vão desde o elenco formidável às cenas mais quentes.

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E ah, não precisa se preocupar: sabemos brincar e não contamos nenhum spoiler ao longo do texto. Vem com a gente:

Léa Seydoux como Bond Girl: você tem que respeitar a atriz, que chamou a atenção do público com o drama “Azul é a cor mais quente” e, logo em seguida, já conseguiu catapultar sua carreira para um dos postos mais disputados no cinema. Mas Léa ainda foi além: sua bond girl é uma psicóloga e, como ela mesma se gabou em entrevistas, a primeira a realmente ter alguma profissão “tradicional”. Na pele de Madeleine Swann, ela conseguiu imprimir a fragilidade, a sensualidade e a garra que o papel pede, ao mesmo tempo em que seu status de ícone fashion é alavancado pelo deslumbrante figurino da personagem, que ganha ainda mais charme com seu porte.

Léa Seydoux aparece deslumbrante em seu papel como Bond Girl (Foto: Reprodução)

Léa Seydoux aparece deslumbrante em seu papel como Bond Girl (Foto: Reprodução)

Monica Bellucci e sua maturidade estonteante: nem só de Léa vive o coração de 007 em “SPECTRE”. Monica, aos 51 anos, se tornou a bond girl (ou seria Woman?) mais madura a pegar o papel, reivindicando o posto que lhe foi negado em 1997, quando tentou entrar para “007 – O amanhã nunca morre”. A aparição da atriz italiana é curta, mas rende uma das sequências mais lindas do filme, potencializada por sensualidade e beleza, que continuam intactas com o passar dos anos. Só pelo trailer já dá para perceber que a temperatura entre a viúva Lucia e o agente secreto aumentou e muito.

Monica Bellucci em cena quente com Daniel Craig (Foto: Reprodução)

Monica Bellucci em cena quente com Daniel Craig (Foto: Reprodução)

Mais um show de Christoph Waltz: não é à toa que o ator é um dos mais respeitados de Hollywood e já tem dois Oscar no currículo. Waltz consegue atingir o tom certo de psicopatia, loucura e maldade. Ao mesmo tempo, ele se distancia facilmente das caracterizações de outro personagem que carregava as mesmas características: o temível Cel. Hans Landa, de Bastardos Inglórios” (2009), que lhe rendeu uma estatueta de ouro. Por sinal, o personagem do ator na saga 007 está interligado com toda a franquia, desde o primeiro filme, e é o responsável por dar o melhor encerramento possível para o James Bond de Daniel Craig. O que nos leva ao próximo motivo.

Christoph Waltz vive o novo vilão de 007 (Foto: Reprodução)

Christoph Waltz vive o novo vilão de 007 (Foto: Reprodução)

A última licença para matar de Daniel Craig: a essa altura, todos já sabem que o ator encerrou sua participação na franquia com “Spectre”. E a despedida não poderia ter sido mais digna: o roteiro encontra uma forma de dar um motivo real e aceitável para que Daniel não volte ao papel, ao mesmo tempo em que o britânico mantém toda a sua austeridade e elegância, exibidas em sua bela forma nas telas. Até pode existir alguém que não seja muito fã de Craig como 007, mas é inegável que ele soube resistir às pressões do papel com singularidade ao longo do caminho.

Esta é a última vez que Daniel Craig viverá 007 nos cinemas (Foto: Reprodução)

Esta é a última vez que Daniel Craig viverá 007 nos cinemas (Foto: Reprodução)

Humor britânico: claro, ninguém vai ao cinema ver um filme de 007 com a expectativa de gargalhar ou assistir a algo “leve”, mas algumas cenas acabam dando um tom mais descontraído tanto ao agente secreto quanto ao filme em si. Desde respostas cínicas ao claro deboche do humor britânico, vencem as interações entre James Bond e o gênio da informática, Q (Ben Whishaw), assim como aquelas com sua assistente, Moneypenny (Naomie Harris).

As cenas entre Q e James Bond rendem bons momentos do clássico humor britânico (Foto: Reprodução)

As cenas entre Q e James Bond rendem bons momentos do clássico humor britânico (Foto: Reprodução)

O combo abertura + trilha sonora: uma das principais marcas dessa franquia é a arte de abertura dos filmes, que sempre causa uma comoção à parte. Para “Spectre”, a produção abusou dos efeitos especiais sobre os truques de animação e criou quase que um curta-metragem/videoclipe no qual Daniel Craig aparece sem camisa, enquanto seu pescoço é mais enroscado que o do Fábio Jr. pelos tentáculos de uma mulher. A fotografia, claro, é incrível.

Você pode começar a simpatizar mais com a música-tema: vamos todos ser sinceros e admitir que, por mais que tenha sido a primeira música-tema de James Bond a alcançar o topo dos charts britânicos, “Writing’s on the wall”, cantada por Sam Smith, não chegou nem perto do impacto que sua antecessora teve? Ao mesmo tempo, é preciso dar um desconto para Sam e entender que não é nenhuma tarefa fácil calçar os sapatos que foram de Adele e lhe renderam um Oscar – mesmo que você tenha sido chamado de versão masculina da cantora desde o início da carreira. Mas, ao longo do filme, a produção de Jimmy Napes e Disclosure chega a cativar um pouco mais e, com seu som atemporal, até dá uns arrepios na nuca.

"Writing's on the wall", música-tema cantada por Sam Smith, se repete ao longo do filme e acaba se tornando mais impactante ao longo da produção (Foto: Reprodução)

“Writing’s on the wall”, música-tema cantada por Sam Smith, se repete durante o filme e acaba se tornando mais impactante ao longo da produção (Foto: Reprodução)

Estilo im-pe-cá-vel: um vestido de noite feito em seda, com um longo decote nas costas; ternos exclusivos by Tom Ford, que chegam a quase £ 4.000; relógios Omega; abotoaduras elegantes, cortes bem marcados e sapatos feitos sob encomenda. Da lingerie usada por Monica Bellucci ao vestido à la Alexander McQueen e o sobretudo bege que Léa Seydoux usa, passando pelo combo chapéu + óculos escuros + macacão “casual” da bond girl, Jany Temime, encarregada pelo figurino do filme, depois de ter assinado “Skyfall”, fez um trabalho primoroso, conseguindo atualizar os looks de todo o elenco, ao mesmo tempo em que imprimiu elegância e autenticidade em cada um dos personagens.

Os looks usados pelos personagens do filme foram assinados por Jany Temime e Tom Ford (Foto: Reprodução)

Os looks usados pelos personagens do filme foram assinados por Jany Temime e Tom Ford (Foto: Reprodução)

Sam Mendes não quis poupar: “Spectre” teve o maior orçamento de toda a franquia 007, com invejáveis U$ 300 milhões de investimento. E isso se reflete em cenas de ação de tirar o fôlego, tanto pela direção, quanto pela grandiosidade. Helicópteros que derrubam quarteirões inteiros no México – essa sequência, por sinal, gera um dos inícios mais eletrizantes da saga -, corridas de carros de luxo por Roma, locações na neve, no deserto e toda uma propaganda de turismo londrino na perseguição final que dá a noção perfeita da essência de James Bond.

Cena de abertura filmada no México mostra a grandiosidade da produção e do orçamento de "Spectre" (Foto: Reprodução)

Cena de abertura filmada no México mostra a grandiosidade da produção e do orçamento de “Spectre” (Foto: Reprodução)

A metáfora com o tempo: um dos grandes embates do filme, e isso está longe de ser um spoiler, é a tentativa de substituírem o programa 00 por um sistema de tecnologia. Em determinado momento, C, o novato na agência, vivido por Andrew Scott, chama o veterano M (Ralph Fiennes) de velho e ultrapassado, em um debate que vai se aprofundando entre as vantagens da computação contra um espião em terra. A associação pode até não ser algo intencional, mas é impossível não pensar em como a franquia de James Bond resolveu mandar um recado bem subliminar a Hollywood e ao boom de filmes com super-heróis e seus bilhões de dólares investidos em efeitos especiais. Afinal, Bond consegue arrastar multidões para as salas de cinema por mais de 50 anos, sempre com a “mesma” fórmula. E, com “Spectre”, não parece que será diferente.

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