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A quarta temporada da Escolinha do Professor Raimundo tem a estreia de Gui Santana e Érico Brás no elenco e conta com a volta de Otaviano Costa

Dessa vez, veremos Marco Luque sair do papel de Nerson da Capitinga e vestir a pele do icônico Patropi. O site HT teve acesso, com exclusividade, às gravações de um dos novos 14 episódios. A nova edição tem estreia prevista para setembro no Viva e para novembro na Globo. “Eles estão voltando com o mesmo vigor e indisciplina iguais às crianças quando retornam à escola, mas isso faz parte do próprio produto. A Escolinha pede que seja leve, descontraído e divertido”, comentou Cininha de Paula, a diretora artística

Publicado em 30/05/2018 | Por Ana Clara Xavier

Novos atores e troca de personagens são as novidades da quarta temporada da sala de aula mais hilária do Brasil, a Escolinha do Professor Raimundo. O projeto, dessa vez, recebe mais dois rostinhos conhecidos e renomados no humor que estão estreando neste formato: Gui Santana e Érico Brás. Além deles, temos a volta de Otaviano Costa e ainda veremos Marco Luque sair das vestes de Nerson da Capitinga para entrar no universo do hippie universitário Patropi.  Além de novas piadas, os 14 novos episódios contam com uma brincadeira inédita que é o sorteio de um aluno para apagar o quadro o que vai gerar muitas risadas. “Eles estão voltando com o mesmo vigor e indisciplina iguais às crianças quando retornam à escola, mas isso faz parte do próprio produto. A Escolinha pede que seja leve, descontraído e divertido”, comentou Cininha de Paula, a diretora artística do programa. Na noite desta terça-feira, o site HT conseguiu assistir com exclusividade à gravação de um dos episódios que vai ao ar nesta temporada e a gente já adianta que vêm muitas risadas por ai. O clima nos bastidores reflete exatamente o que vemos na telinha. Os atores conseguem brincar, rir e improvisar muito durante as gravações. Realmente, parecem que retornaram ao patamar de estudantes do colegial. “A minha lembrança do colégio é exatamente o que faço aqui. Nestas cadeiras, repito o que fazia naquela época, que é a bagunça. Só faço zona. Eu era sempre expulso e quase tive que estudar em Araruama por não existir mais colégio aqui no Rio de Janeiro que me aceitasse”, brincou Otávio Muller, responsável por fazer o Baltazar da Rocha.

Elenco antigo da Escolinha do Professor Raimundo (Foto: Divulgação)

A espera acabou! Nesta temporada, o público poderá matar a saudade do icônico Grande Otelo que ganhará vida na pele de Érico Brás. “Sempre quis ter um personagem negro na Escolinha, porque é um produto que vem de uma época antiga aonde havia uma dificuldade a mais neste quesito. De qualquer forma, Chico Anysio elegeu o Grande Otelo no momento mais necessário em se ter uma representatividade no programa e desde o início quero o mesmo para este show. No entanto, devido a alguns empecilhos no texto e disponibilidade do Érico Brás, não conseguimos trazer esta figura nas primeiras temporadas”, explicou Cininha. O ator foi o primeiro nome que surgiu na cabeça da equipe para fazer esta homenagem ao Otelo e, por isso, a Globo decidiu esperar por Érico. O artista garantiu estar honrado com a escolha já que este papel era um de seus grandes referenciais da infância. “Quando era criança, chegava correndo do colégio para ver este ator na televisão. Passar de telespectador para alguém que tem a responsabilidade de representar um cara insubstituível é uma responsabilidade muito grande. O que me ajudou a relaxar mais foi estar ao lado desta galera na qual fui muito bem recebido”, garantiu.

A quarta temporada também é palco de reencontro. O público terá a oportunidade de ver, novamente, Otaviano Costa como o icônico e certinho Ptolomeu. O ator não pode participar da edição anterior porque as gravações começaram na mesma semana que estreou o seu programa ao vivo na Rádio Globo. “Eu e a casa tentamos conciliar a agenda, mas não conseguimos. Deu uma grande raiva não poder estar fazendo, foi um sentimento bem ruim, mas agora voltei e estou cada vez mais sendo sofrendo bullying. Estou muito feliz!”, comemorou. O artista foi substituído por Bruno Garcia. “Adorei vê-lo fazendo o Ptolomeu, até porque este personagem não é meu. Sou fã e admiro todos os meus colegas que estão neste espaço comigo. Sou torcedor de cada um deles”, garantiu.

O site HT teve acesso com exclusividade aos bastidores do programa(Foto: Divulgação)

Marco Luque mudou de lugar na sala, nesta edição. O ator estava acostumado a fazer o icônico Nerson da Capitinga, no entanto, devido a sua semelhança física com Patropi, a equipe do programa decidiu trocá-lo de personagem. Apesar de ter aceitado de bom grado o novo papel, o intérprete comentou que esta mudança é um desafio a mais. “Como na temporada passada eu fazia o Nerson, toda vez que o Gui Santana vai antes de mim fico um pouco nervoso e com vontade de falar também. Isto acaba sendo só mais um exercício em cena. De qualquer forma, está sendo muito gostoso, principalmente, por estar do lado de grandes feras do humor”, comentou.

Já que Marco Luque recebeu outro papel, Gui Santana acabou assumindo a responsabilidade de fazer o famoso Nerson da Capitinga. Ele foi o primeiro nome que surgiu na cabeça da equipe para assumir esta responsabilidade. “É uma responsabilidade enorme fazer o Nerson, que é algo difícil por ser um papel consagrado pelo Pedro Bismarck e que recebeu uma ótima atuação do Marco Luque, ou seja, sou o terceiro a vestir esta camisa. Sendo assim, é complexo entrar neste universo do interior de Minas Gerais e de uma pessoa que enfrenta o professor”, informou. O personagem ganhou status nos anos 90 com a performance de Pedro Bismarck. Até o momento, Gui não conseguiu conhecer este fenômeno da atuação pessoalmente, mas confessou que os dois trocaram mensagens pelo telefone quando o mais velho o parabenizou por receber este personagem.

Esta temporada conta com Érico Brás e Gui Santana no elenco (Foto: Divulgação)

Fazer parte deste elenco contemporâneo da Escolinha do Professor Raimundo não é fácil já que as expectativas são muitas, principalmente, de quem acompanha o programa há muito tempo e conseguiu ver na telinha a atuação original. “Estamos fazendo personagens completamente reconhecíveis por todos os brasileiros, porque o Chico Anysio conseguiu fazer com que todo o povo se sentisse representado através desta sala de aula. Cada um conhece alguém assim. A maior responsabilidade desta atuação é passar pelo filtro dos atores que já passaram pela Escolinha. Não faço o meu Sr Peru, mas na verdade interpreto este papel com o formato do Orlando Drummond”, salientou Marcos Caruso.

A primeira edição da Escolinha foi lançada em 1952, logo são mais de 65 anos de fama entre os brasileiros. Apesar de vários atores já terem vestido a camisa destes personagens, o programa continua com uma grande audiência. “Já esperava pelo sucesso, porque é um formato vencedor desde a época da rádio, sendo assim seria difícil não conquistar o público”, comentou Cininha. Mesmo liderando o show há algumas temporadas, a diretora contou que ainda se emociona ao ver Bruno Mazzeo, filho do grande mestre Chico Anysio, sentado na cadeira que pertencia ao pai. “Fico muito honrada de fazer parte desta família, que é um privilégio de poucos, e ainda fico mais orgulhosa por ser sobrinha do Chico e prima do Bruno”, comemorou.

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