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“Graças às mulheres de ontem, hoje somos mais livres para continuarmos avançando”, declara Fernanda Vasconcellos

Prestes a estrear na série "Coisa Mais Linda", da Netflix, a atriz contou detalhes sobre a sua personagem e falou a respeito do feminismo, sororidade, cultura e o streaming no Brasil

Publicado em 19/03/2019 | Por Iron Ferreira

A mais nova produção original da Netflix é cem por cento brasileira e aposta no protagonismo feminino como diferencial. Ambientada nos anos 50, “Coisa Mais Linda” terá sete episódios na sua primeira temporada e chegará à plataforma no dia 22 de março. Dirigida por Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende e produzida por Beto Gauss e Francesco Civita, a série abordará a força da mulher como foco principal. Sobre o tema o site HT conversou com a atriz Fernanda Vasconcellos, que está no elenco, e ela foi categórica: “É um misto de reconhecimento, respeito e gratidão pela luta das mulheres por igualdade e direitos democráticos. Graças às mulheres de ontem, hoje somos mais livres, temos mais possibilidades e oportunidades para continuarmos avançando”.

A atriz Fernanda Vasconcellos viverá Lígia na série “Coisa Mais Linda”, produção nacional da Netflix (Foto: Divulgação/Yuri Sardenberg + Ana Monteiro)

O roteiro gira em torno de quatro mulheres com distintas personalidades que acabam se unindo por meio do destino. Maria Luiza, personagem de Maria Casadevall, é conservadora e sempre dependeu do pai e do marido para tudo. Ao se mudar para o Rio de Janeiro com o intuito de abrir um restaurante, a jovem acaba conhecendo novas amigas que possuem virtudes bem diferentes. Adélia, vivida por Pathy de Jesus, Lígia, papel de Fernanda Vasconcellos, e Thereza, interpretada por Mel Lisboa, são feministas e liberais, e prometem apresentar a Maria uma nova realidade. Thaila Ayala, Leandro Lima e Ícaro Silva completam o elenco.

Segundo Fernanda, sua personagem revela como o conservadorismo ainda é predominante em uma realidade dominada pelos homens: “Lígia é a fala muda das mulheres, a denúncia ao direito de expressão, a vontade de existir. Sua força e confiança são contestadas por uma sociedade cheia de moralismo e preconceito, inclusive das pessoas que mais ama”. Ela falou ainda sobre o convívio com as colegas de elenco: “Foi sem dúvida um facilitador porque são determinadas, comprometidas, talentosas, versáteis… além das qualidades concretas como profissionais, também ganhei uma turma animada que posso confiar e contar sempre. Tenho muita sorte!”.

Segundo a atriz, o feminismo é necessário para que as mulheres conquistem seus espaços (Foto: Divulgação/Yuri Sardenberg + Ana Monteiro)

Coisa Mais Linda” é mais uma produção nacional impulsionada pela Netflix, revelando que a empresa americana está cada vez mais atenta aos projetos culturais brasileiros. Além de fomentá-los no exterior, a iniciativa contribui para o aquecimento e valorização desse mercado. “Vejo que o brasileiro é um dos principais consumidores de streaming e com grande interesse em conteúdo local. É ótimo expandir o espaço para contar boas histórias, gerar empregos e apresentar bons conteúdos.”, afirmou Fernanda.

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