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Produção americana põe ciência versus religião e levanta a bandeira: Deus está mortinho da silva ou não?

"Deus não está morto" tem superado todas as expectativas em território americano e promete, também por essas bandas, ser mais um triunfo do catolicismo em era de Papa Francisco popstar!

Publicado em 29/04/2014 | Por Alexandre Schnabl

*Por João Ker

Religião versus ciência. Esse debate milenar nunca ficará velho e, dessa vez, ele toma forma dentro de um filme que, de fininho, conseguiu ultrapassar o número de espectadores do  blockbuster “Divergente”, a aposta da vez nesta véspera de temporada de férias de verão nos EUA. Trata-se do longa Deus Não Está Morto”, marcado para chegar aos cinemas brasileiros somente em agosto pela Graça Filmes. Mas será que um roteiro com o intuito de disseminar a fé cristã – que vem perdendo devotos rapidamente nos últimos anos – é capaz de atrair mais jovens até a igreja? E mais: em tempos de popularidade de Papa Francisco em alta, este tipo de filme é mesmo viável?

Em “Deus Não Está Morto”, um estudante se vê obrigado a desafiar o ateísmo de um professor (interpretado pelo eterno Hércules Kevin Sorbo) quando entra na faculdade. O jovem é um cristão convicto; o mestre é alguém que passou por uma perda dolorosa e abandonou todas as suas crenças desde então. Ao longo do filme, o debate se resume a “Deus nunca existiu” contra “Deus sempre estará entre nós”. Para saber a qual conclusão os protagonistas chegam, você precisa assistir ao filme. Mas a discussão, é claro, pode continuar por toda a vida eterna.

A Igreja Católica tem se desesperado nos últimos anos com a queda drástica no número de devotos. Por outro lado, o Papa popstar Francisco vem se esforçando com sucesso na tentativa de arrebanhar fieis de todas as maneiras, desde a criação do seu perfil no Twitter até à tentativa de uma visão menos xiíta acerca do casamento gay. Ainda assim, segundo o Instituto Gallup, cerca de 50% dos jovens cristãos que entram na universidade abandonam a fé em Deus. Lá no Hemisfério Norte, a película serviu de incentivo para que a bandeira da Igreja fosse levantada e seus seguidores começassem uma proclamação nacional da fé.

Ao distribuir o filme no Brasil, O objetivo é permitir que aconteça este mesmo efeito de “abrir os olhos da juventude”: “É alarmante constatar que essa geração esteja perdendo o foco, e por isso estamos trazendo para o Brasil este filme que, com certeza, será uma excelente ferramenta de evangelização para alcançar todas as pessoas independentemente de religião”, comenta o diretor da Graça Filmes, Ygor Siqueira. Sem dúvida, o país tem passado por mudanças ideológicas fortíssimas nos últimos tempos, apesar de o cristianismo ainda continuar forte em meio ao sincretismo do país. Mas, ainda assim, talvez seja muito otimismo (ou presunção) acreditar que, em uma nação com uma expressiva população rural e aproximadamente 5.500 municípios contra pouco mais de 2.500 cinemas (distribuídos, em sua maioria, pela região sudeste), algum filme indie possa causar tanto burburinho. Ainda assim, toda tentativa é válida, não importa o credo, a fé move montanhas.

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Fotos: Divulgação | Deus Não Está Morto

Confira o trailer (Divulgação)!

 

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