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Camila Márdila reflete sobre personagem de Onde Nascem os Fortes e carreira

No ar como Aldina na série ‘’Onde Nascem os Fortes’’, cuja episódio final será exibido dia 16 de julho, Camila conquistou a fama ao interpretar Jéssica no longa-metragem ‘’Que Horas Ela Volta?’’, da diretora Anna Muylaert, ao lado da atriz e apresentadora Regina Casé.

Publicado em 11/07/2018 | Por Thaissa Barzellai

No início de ‘’Onde Nascem os Fortes’’, Aldina era vista apenas como braço direito do religioso Samir (Irandhir Santos), líder de Lajedo dos Anjos, comunidade carente no sertão onde as pessoas que estão em busca de recomeço são acolhidas. Agora, na reta final da série, cujo episódio final será exibido no dia 16 de julho, ela tornou-se mais do que isso. Entre idas e vindas de Samir, que no decorrer da trama ficou cada vez mais fragilizado, a personagem com sua força e empatia pelo outro assumiu o comando da região, de modo que pode se transformar na liderança permanente e necessária para que o local continue existindo e resistindo. ‘’A Aldina está cada vez mais presente como uma figura que tem uma voz ali dentro, uma liderança feminina que é bem responsável pela continuidade do Lajedo, pela existência e resistência deste lugar apesar de todos os esforços contrários e externos. O Samir está cada vez mais confiando e dependendo dela também como uma divisão de liderança e isso vai tomando corpo dentro da comunidade.’’, conta a atriz Camila Márdila.

Camila Márdila em cena como Aldina. (Foto: Gabriel Nascimento)

Mesmo sem saber qual o final foi escolhido, já que foram gravadas versões alternativas, a atriz está bem confiante de que esse pode ser o próximo capítulo na trajetória de Aldina. Para ela, seria, além de relevante para o contexto feminista atual, extremamente condizente com a trajetória da jovem este desfecho. ‘’É um final desejável pensarmos em uma possível liderança feminina e acho que isso poderia dizer muito para nós. Claro que tem essa figura do Samir, que recebeu o destino de um anjo e carrega toda uma simbologia da fé, mas a Aldina é o corpo que faz as coisas se articularem, permanecerem e não caírem. Ela tem uma construção de força ao longo do caminho e ela vai se tornando uma presença feminina que tem muito a ver com isso de gerar um espaço e abrigar uma pessoa, então eu acho bem importante que ela se destaque nesse lugar’’, conta.

Camila Márdila caracterizada como Aldina. (Foto: Divulgação)

Enquanto a possível futura líder se prepara para essa nova responsabilidade, parece que o seu passado não vai deixar ela seguir em frente tão cedo. De acordo com Camila, haverá um encontro entre Aldina e a ex-namorada Valquíria (Carla Salle), que está comprometida com Hermano (Gabriel Leone), a fim de explicar o que realmente aconteceu entre as duas durante o relacionamento considerado destrutivo. Portanto, preparam-se, pois sofrimento está a caminho. ‘’Elas tiveram uma relação muito destrutiva, como elas costumam ser e nesse caso elas eram super radicais, fizeram tatuagens juntas, sabe? Eram muito intensas, só que muito consumidas em um nível fora do saudável e do que se pode acreditar que é amor’’, reflete a atriz que admira como o texto normalizou a relação entre as duas mulheres perante à sociedade sem romantizar o sofrimento. Camila ainda completou traçando um paralelo entre o mundo real e o fictício. Para ela, esta intensidade representa uma característica muito comum dos relacionamentos atuais, de modo que muitas vezes são responsáveis pela desagregação do ser da mesma forma que aconteceu com Aldina na série. ‘’Aldina saiu muito traumatizada da relação e no Lajedo ela vai em busca de prioridades da vida. Ela não quer mais se desestruturar dessa forma, algo que é bem típico das nossas relações afetivas. Estamos tão envolvidos em um contexto material e das virtualidades que parece que desaprendemos a nos relacionar com o outro. Tudo é um consumo afetivo, de desejo e nada parece pairar em terra, parece uma nuvem de desejos e quereres que não se aceitam nunca’’, conta.

Na pele de Aldina, não restam dúvidas de que Camila Márdila passou por altos e baixos. No entanto, no meio desta odisséia que é a vida, a personagem trouxe muitas questões pertinentes para a sociedade, principalmente com relação à posição da mulher, como o abuso sexual e a sororidade – questões tão opostas em alguns sentidos, mas que sempre caminham juntas. Durante um episódio exibido em maio deste ano, Aldina foi violentada pelo delegado Plínio (Enrique Diaz), que estava em busca da Maria (Alice Wegmann), em um cemitério. Feminista e acima de tudo mulher, Márdila precisou buscar dentro de si forças para conseguir se distanciar do simbolismo que a cena carregava. ‘’Não tem como ter esse distanciamento, você tem essa noção toda de um país onde as mulheres são estupradas, violentadas, o tempo todo e essa responsabilidade toda está presente. É difícil de você imediatamente sair, porque você fica com hematomas da cena e isso de alguma forma reverbera por um tempo até conseguir se desfazer. Por mais que a gente compreenda que é uma cena, o corpo sofre a violência ainda e isso está carregado de tanta coisa, de tanto medo que já passei na vida, de tantas situações péssimas que passei simplesmente por ser mulher’’, relembra.

Cena na qual Aldina foi violentada pelo delegado Plínio, personagem de Enrique Diaz. (Foto: Estevam Avellar)

A cena carrega um teor violento muito forte. Tiro. Abuso de poder. Estupro. Enquanto para muitos essa combinação seja a receita da glamourização da violência, a atriz enxerga essa representação como essencial para transformar a manifestação artística em um instrumento de denúncia do que mais de quatro mil mulheres só no Rio de Janeiro sofrem por ano de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Afinal, a realidade é certamente mil vezes pior. ‘’Quando eu li a cena, eu fui um pouco ingênua e não percebi o quanto ela poderia ser forte, mas quando a gente foi filmar isso foi se revelando no espaço e tornando a coisa muito violenta. Foi aí que eu percebi que era uma maneira da gente encontrar esse caminho da denúncia. As cenas acabam sendo instrumento quando você não normaliza e não bota aquilo em um padrão ainda que esteja inserido na realidade de algumas pessoas você oferece um grau de que aquilo não vai passar batido, tornando-se um instrumento para a gente ir conversando sobre na reverberação da cena’’, conta a atriz que se preocupou exatamente em não reproduzir uma objetificação da mulher como estímulo a chamada cultura do estupro.

Assim como Aldina – ou como todas as mulheres ao redor do mundo -, a própria atriz já sofreu algum tipo de violência apenas por carregar o símbolo feminino, o que aumentou ainda mais a relevância e a força da experiência presente na cena. ‘’Nunca vivi de uma maneira tão violenta, mas fisicamente sim quando relacionado a uma questão de poder e a algo que passa do limite. Foi em uma época que eu não conseguia compreender isso porque não era algo conversado entre nós, então tem pouquíssimo tempo que eu me dei conta de várias situações’’, afirma. Graças ao seu envolvimento com o feminismo e a perpetuação da discussão sobre esses assuntos, Camila conseguiu enxergar claramente o que aconteceu com ela nesse período da sua vida e hoje, seja por meio da arte ou de uma conversa entre amigos, ela contribuiu para a criação de uma linguagem de denúncia e apoio à tantas outras mulheres. ‘’Quando trazemos para o âmbito da denúncia, de conversar, do representar em todos os espaços possíveis a questão da mulher, criamos uma linguagem em comum que torna muito mais fácil a identificação dessas situações. Antes disso vir à tona e ser articulado para se tornar algo palpável, é algo com o qual uma mulher sofre, fica nela e constituiu-a como mulher oprimida, tudo vai pra dentro dela’’, diz.

Essa relação de proteção e acolhimento também foi explorado pela série a partir da troca entre a personagem de Camila e da Alice Wegmann, outra atriz que também levanta a bandeira feminista, em uma cena na qual Maria é vítima de um possível estupro e Aldina defende-a sem ao mesmo conhecê-la, representando ao pé da letra o que é sororidade: união e aliança entre mulheres. ‘’Foi uma relação que não está no pessoal, foi em um ponto da história que elas nem se conhecem, não foi uma coisa do tipo ‘’vou proteger a minha amiga’’. Ela percebe essa menina em uma situação frágil e ela se coloca na frente, quase doa a vida pela proteção de uma outra mulher que está em perigo. Eu achei bem emocionante trocar isso com a Alice na cena’’, conta Camila que acredita que ainda há um déficit dessa representação dos relacionamentos femininos na teledramaturgia. No entanto, ao lado de Alice, Lara Tremouroux e Maeve Jinkings, a atriz está inserida em um novo contexto, no qual há um aumento, apesar de não ser ideal, de uma representatividade feminina que foge do estereótipo. Para ela, hoje, há uma maior preocupação sobre esse assunto. ‘’Ainda não chegamos no ideal feminista, mas estamos caminhando mesmo com os percalços porque isso também aumenta uma resistência conservadora de alguns lados. Eu fico feliz que tenha um interesse, inclusive de grandes corporações e instituições de tornar o mercado agregador. O fato é que tem muitos lugares de poder do clube do Bolinha, com uma estrutura dura e fixa que os cabeças regem sobre uma lógica muito patriarcal de proteção aos seus, mas eu acredito que todas essas medidas mundiais vão reverberando aqui para a gente. Vamos chegar em um ponto que irão incluir cláusulas de diversidade, por exemplo’’, declara.

Embora tenha vivido momentos marcantes não só para a televisão como também para a sociedade como Aldina, foi como Camila que a atriz viveu uma das melhores experiências da sua vida durante o período em que esteve na região Nordeste. Filha de mãe nordestina, diretamente do Piauí, a atriz, apesar de nunca ter ido à cidade natal do lado materno da família antes das gravações, criou um laço muito íntimo com o local por ter crescido ouvindo histórias sobre a infância da mãe, muitas vezes marcada pela dureza da seca e da fome, e a ida a trabalho foi, finalmente, a oficialização desse relacionamento quase que espiritual. ‘’Foi bem emocionante. No primeiro dia, eu contextualizei as histórias da minha mãe e tive uma conexão com uma ideia de ancestralidade de onde eu vim, de onde ela veio e de onde as coisas vêm. O Sertão traz muito isso porque é uma paisagem que te deixa muito ciente de que o tempo é muito maior do que tudo. As coisas estão sendo regidas em um plano muito maior de existência e nós estamos fazendo apenas pequenas figurações’’, relembra. Agora, assim como a mãe, Camila compartilha lembranças com a região que tanto marcou sua história antes mesmo de chegar ao mundo e já está pronta para contar para todos sobre um momento específico dessa experiência em todas as reuniões de família. ‘’Teve um dia que a gente depois de jantar, deitou no meio da estrada à noite pra ver o céu e fugir do restinho de luz que ainda tinha e contamos umas 15 estrelas cadentes num pequeno intervalo. Foi uma noite bem boa e bonita’’, conta.

(Foto: Diego Bresani)

Mesmo que o público ainda não tenha dito adeus à Aldina, Camila Márdila já se despediu e está pronta para mergulhar no mundo não só de uma como de duas novas personagens no teatro e, novamente, na televisão. Enquanto a oportunidade de brilhar em uma telenovela não aparece, a atriz, sempre disposta a provocar um debate, assume agora a vida da Marimaia na série ‘’Feras’’, nova dramédia da MTV que irá abordar assuntos relacionados à sexualidade, como monogamia, poliamor, transexuais, gravidez para o público jovem. Paulista, a personagem vai ser a responsável por trazer a perspectiva feminina para essas questões. ‘’Ela é a protagonista feminina, porque a série é bem na perspectiva masculina. É sobre um menino que acaba de sair de uma relação longa, apesar de ser jovem, que é o João Victor Silva, e ele cai no mundo de novo sem entender as novas formas de se relacionar, tinder, amigos e amigas ficando e com um desejo de não ser machista, então ele sempre pede consultoria para a Marimaia para pontuar nos desenlances amorosos dele’’, conta. Já no teatro, Camila retorna para as suas raízes, o teatro de pesquisa, na produção de ‘’Naquele Dia Vi Você Sumir’’, inspirada no livro ‘’Eles Eram Muito Cavalos’’, de Luiz Ruffato, que aborda os relacionamentos humanos em e com uma cidade grande.

Na peça, cuja realização foi promovida pelo coletivo teatral do qual a atriz faz parte, Areas, vive Marise, uma personagem que representa a compilação de diferentes personagens da obra, abordando, portanto, diversos obstáculos existentes na cidade grande e na complexidade humana. ‘’Ela é uma menina do interior que vem tentar a vida na cidade para seguir um caminho relacionado à arte e ela acaba se desagregando da sua origem, perde contato com a mãe e avó porque não quer assumir que a vida não está dando certo e por isso tem feito programa de luxo como acompanhante. O livro se passa pelos anos 2000 então a gente vai usar o ano de 2002 como marco, último ano do governo FHC, onde diversos assuntos eram tratados de uma outra maneira, como o feminismo e o feminino, que não era um palavra em voga, e a gente está retornando para esse momento pré lula’’, conta Camila que na produção assina como atriz e criadora.

(Foto: Diego Bresani)

Além das pautas feministas, Marise levanta uma outra questão muito próxima da vivência da atriz: o êxodo em busca de um sonho. Desde jovem, Márdila sabia do seu destino e decidiu deixar a cidade de Brasília para ir em direção a São Paulo tentar a vida como artista. No entanto, semelhanças à parte, a atriz acredita que a sua realidade foi menos dolorosa que a da jovem Marise. ‘’Quando eu resolvi sair de Brasília, eu já estava formada na faculdade e muito estruturada na cabeça do que eu queria e do que eu podia, das pessoas que eu iria encontrar e tentar me aproximar para ter algum tipo de proteção na cidade grande, onde eu nunca morei. Também tive uma família que apoiava muito, então eu não passei por esse rompimento de origem, que faz parte do contexto solitário que Marise vive, que é o drama dela na peça’’, afirma. Com estreia marcada para agosto no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB), a peça promete trazer encontros improváveis que vão explorar não só a relação de dois indivíduos diferentes como também a relação deles consigo mesmo em um ambiente caótico como a cidade grande na véspera dos dias mães, intensificando os sentimentos de cada um. ‘’Vindo do símbolo da mãe, da maternidade, a história traz a pergunta de qual é a minha origem, o que me gerou, o que me move neste mundo como uma responsabilidade de existência junto à presença da cidade, já que o tempo todo as experiências urbanas vão nos marcando no percurso de um dia, de modo que algumas coisas ficam na gente, no nosso sensorial sem nem percebermos, reverberando nos nossos afetos’’, reflete.

Ao lado do coletivo, além deste espetáculo, Camila Márdila está envolvida em outras iniciativas gratuitas e abertas ao público que são vistas como incentivos para a permanência constante de manifestação artística, principalmente as independentes já que são mais intimistas e, portanto, não há um retorno financeiro atraente, no Brasil . ‘’Todos os nossos projetos tem sido uma maneira de continuar existindo, então nós abrimos todos os feitos possíveis tanto para conseguirmos existir quanto para termos um estímulo para existir criando uma rede de pessoas, que eu acho que tem visto cada vez mais a importância de nos segurarmos e estabelecermos uma rede de articulação para descobrir outras maneiras de realizar porque não tem como depender de algo que não tem, de algo que não quer bancar o teatro’’, afirma. Entre os projetos realizados, está o ‘’Escuta’’, criado há cinco anos como uma oficina. Por meio do estudo da audição, os participantes exploram a responsabilidade artística para além do trabalho individual, relacionando com outras áreas de pesquisas a fim de desenvolver uma compreensão do outro que será vista na troca entre atores durante uma cena.

Aos 30 anos, Camila Márdila transita pelo mundo da arte sempre em busca de personagens que reflitam os seus ideiais e sentimentos e já pensa em carreira internacional, assumir direção, roteiro e tudo o que tem direito. Desde pequena, no auge dos seus 5 anos, a atriz já interpretava para amigos e familiares e sabia que, apesar de toda a timidez no mundo real, o palco, a câmera, a rua, onde quer que fosse, seria o lugar onde iria explorar o mundo e a si mesma. ‘’Eu sempre fui muito tímida, eu era aquela criança que não conseguia colocar muito as suas questões e acho que as narrativas sempre me ajudaram a me comunicar. Aos poucos, eu fui entendendo a potência disso’’, conta. Com um currículo repleto de sucessos e um diploma em Comunicação Social, foi em 2015 com o filme ‘’Que Horas Ela Volta?’’, de Anna Muylaert, que ela viu todos os esforços da menina de 5 anos valeram a pena. Como Jéssica, filha da personagem de Regina Casé, Márdila teve a oportunidade de mostrar seu talento para o mundo e foi reconhecida ao receber o prêmio de melhor atriz no festival internacional de cinema, Sundance, abrindo novos caminhos. ‘’Foi um momento em que o que eu vinha trabalhando desde muito cedo na vida se tornou público. Não foi de uma hora pra outra, foi um caminho muito árduo até chegar nele. Eu fico muito feliz com isso e com o fato de ser algo muito marcante no nosso cinema, isso ajuda na conquista de outros trabalhos’’, recorda.

Embora o filme tenha rodado a europa por mais de seis países, garantindo a repercussão internacional, no Brasil a recepção não foi a mesma segundo números oficiais de bilheteria. Pelo menos não até ter a possibilidade de uma indicação ao Oscar. Em contrapartida, houve um grande número de downloads e exibições piratas em comunidades que não tinham acesso a um cinema. ‘’Foi engraçado porque melhorou a bilheteria oficial, mas ao mesmo tempo nosso grande público era pirata. Esse público não é contabilizado. Depois que estreou, ele foi bem difundido em outros lugares, eu lembro que teve abaixo assinado de várias comunidades pedindo para o filme ir para lá porque os cinemas de periferia, que geralmente eram dentro de shopping, só passam filmes blockbusters’’, diz. Para Camila, essa realidade reflete a desvalorização do produto brasileiro e ausência de estímulos para consumo do cinema nacional. ‘’O cinema tradicional é muito pautado por uma questão de distribuição, muito comum no cinema brasileiro, e o público também não é estimulado a ver esses filmes porque ficamos nos piores horários. Além disso, não temos dinheiro para impulsionamento de mídia e não temos espaço na educação, ou seja, ninguém tem o interesse de ensinar a olhar para as próprias questões, de modo que somos levados a consumir outras culturas e apagar a nossa’’, declara.

 

Apesar dos pesares, o filme conquistou seu marco e permitiu que a jovem atriz se firmasse na indústria artística. Hoje, Camila tem uma maior liberdade para expor seu engajamento por meio da sua arte e figura midiática. ‘’Eu sempre fui uma pessoa atuante na escola em relação às coisas que acredito, isso sempre existiu em mim. Hoje em dia, por ter um flerte com a figura pública, eu me sinto mais responsável a colocar e ser via de algumas coisas’’, conta. Nas redes sociais, a atriz faz questão de debater com seus seguidores em busca de alguma transformação e da mesma forma que age no palco Camila Márdila esquece a timidez e bota a boca no trombone sem medo de ser feliz. ‘’Essa ideia de figura pública não me oprime, eu sinto que como tem tanta gente me seguindo, talvez seja importante eu expor algo. As questões sempre vão surgir, mas não tenho medo de opinião. Vou conversar e tentar trocar ideias porque senão não faz sentido eu ter rede social, né?’’, diz. Resta alguma dúvida de que Camila Márdila veio para abalar as estruturas?

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