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A segurança pública do Rio na berlinda. Vem aí: “Relatos do Front – Fragmentos de Uma Tragédia”

Dirigido por Renato Martins e com parceria da Globo News, o documentário busca retratar o drama da população no estado e as políticas praticadas pelos governos

Publicado em 14/06/2019 | Por Heloisa Tolipan

Cartaz do filme (Foto: Divulgação)

*Por Iron Ferreira

Expor o grande drama da segurança pública do Rio de Janeiro e o insucesso de muitas táticas aplicadas pelas autoridades. Esse é o objetivo principal do documentário “Relatos do Front – Fragmentos de Uma Tragédia Brasileira”. Com estreia prevista para o dia 20, o doc dirigido por Renato Martins irá abordar os dois lados da chamada “guerra civil”. Com depoimentos de policias, ex-traficantes, familiares de vítimas e especialistas, o filme constrói uma narrativa completa sobre o cotidiano no estado.

O documentário irá abordar os problemas na segurança pública no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Além de apresentar estatísticas, a obra levanta uma discussão sobre a ligação da violência com a escravidão e o custo social e financeiro dessa política, que é constantemente marcada pelo confronto. Outro ponto abordado pela produção é a pressão social e midiática de operações policias. O documentário participou da Mostra Internacional de Cinema de SP 2018, do Festival do Rio 2018 (Première Brasil) e do CPH:DOX – Copenhagen 2019 (F: ACT AWARDS), além de ter sido selecionado para o festival Docs Barcelona 2018 para participação na categoria Latim Pitch.

O filme apresentará depoimentos de familiares de vítimas da “guerra urbana” (Foto: Divulgação)

“É fundamental pararmos para discutir com maturidade, sem ódios ou vinganças, o problema que enfrentamos na segurança pública do país. Pois ele está diretamente ligado ao nosso passado escravocrata, de genocídio da população indígena e negra e de políticas públicas equivocadas que nos levaram às desigualdades sociais. Acredito que o momento seja de perdão e resgate, para decidirmos conjuntamente enquanto sociedade, como queremos viver os próximos 30 anos”, afirma Renato.

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