Teatro & Pensata

Crítica Teatral: Rodrigo Monteiro faz retrospectiva do ano e elege os melhores de 2016 no teatro carioca

Ao fim do ano, valorizam-se momentos de revisão. Abaixo, uma avaliação das melhores interpretações femininas, masculinas, das melhores direções e dos melhores espetáculos de 2016 na programação teatral carioca

Publicado em 27/12/2016 | Por Junior de Paula

*Por Rodrigo Monteiro

Augusto Zacchi e Barbara Paz (Foto: Ronaldo Gutierrez)

Augusto Zacchi e Barbara Paz (Foto: Ronaldo Gutierrez)

As melhores atrizes
Nesse ano, pelas melhores interpretações femininas, receberam destaque por suas colaborações em papeis protagonistas as atrizes: Adassa Martins, por “Se eu fosse Iracema”; Aline Fanju, por “Decadência”; Bárbara Paz, por “Gata em telhado de zinco quente”; Bianca Byington, por “A reunificação das duas Coreias”; Bianca Tadini, por “Cinderella”; Bruna Scavuzzi, por “Curral Grande”; Carolina Ferman, por “um nome para romeu e julieta”; Christiane Torloni, por “Master Class”; Claudia Mauro, por “A vida passou por aqui”; Débora Lamm, por “Fatal”; Denise Fraga, por “Galileu Galilei”; Eliane Costa, por “Lucrécia”; Ester Jablonski, por “O campo da mulher como corpo de batalha”; Fernanda Gabriela, por “Ordinary Days”; Grace Passô, por “Vaga carne”; Helena Varvaki, por “A outra casa”; Julia Lund, por “Amor em dois atos”; Kakau Gomes, por “Love Story – O musical”; Laila Garin, por “Gota d’água – [a seco]”; Leila Savary, por “Tudo o que há flora”; Letícia Spiller, por “Dorotéia”; Letícia Pesiles, por “Garota de Ipanema – O amor é bossa”; Miriam Freeland, por “Casa de Bonecas”; Nadia Bambirra, por “Antes do café”; Nara Keiserman, por “Como era bonito lá”; Nathália Timberg, por “33 Variações”; Patrícia Selonk, por “Inútil a chuva”; Rita Elmôr, por “Clarice Lispector & eu – o mundo não é chato”; Rita Fischer, por “Imagina esse palco que se mexe”; Rosamaria Murtinho, por “Dorotéia”; Suzana Nascimento, por “Alice mandou um beijo”; Suzana Faini, por “O como e o porquê”; Teuda Bara, por “Nós”; Totia Meirelles, por “Cinderella”; Vilma Melo, por “Chica da Silva – O musical”; e Virgínia Cavendish, por “Nós não vamos pagar”.

Os Realistas: Debora Bloch foi destaque como atriz e Guilherme Weber como diretor (Foto: Leo Aversa)

Os Realistas: Debora Bloch foi destaque como atriz, Fernando Eiras como ator, e Guilherme Weber como diretor (Foto: Leo Aversa)

Por suas colaborações em papeis coadjuvantes, receberam destaques as seguintes atrizes: Andressa Lameu, por “Inútil a chuva”; Anna Machado, por “Dorotéia”; Carol Loback, por “O último lutador”; Claudia Ventura, por “A cuíca do Laurindo”; Debora Bloch, por “Os realistas”; Dida Camero, por “Dorotéia”; Elisa Pinheiro, por “Nós não vamos pagar”; Isabel Chavarri, por “Rival Rebolado”; Jojo Rodrigues, por “Quatro janelas para o paraíso”; Lu Grimaldi, por “33 variações”; Luciana Bollina, por “Garota de Ipanema – O amor é bossa”; Morena Cattoni, por “um nome para romeu e julieta”; Noemi Marinho, por “Gata em telhado de zinco quente”; Rebecca Leão, por “Shopping and Fucking”; e Sabrina Korgut, por “Meu amigo, Charlie Brown”.

Kiko Mascarenhas em cena de O Camareiro (Foto: Divulgação)

Kiko Mascarenhas em cena de O Camareiro (Foto: Divulgação)

Os melhores atores
As interpretações masculinas, em papeis protagonistas, tiveram grande destaque nos trabalhos dos seguintes atores: Anderson Cunha, por “Sucesso”; André Rosa, por “Terra Papagalli”; Bruno Narchi, por “Cinderella”; Daniel Dias da Silva, por “Esse vazio”; Diogo Liberano, por “um nome para romeu e julieta”; Édio Nunes, por “A vida passou por aqui”, Eduardo Mossri, por ”Cartas libanesas”; Erom Cordeiro, por “Decadência”; Felipe de Carolis, por “Céus”; Felipe Frazão, por “Terra Papagalli”; Gustavo Falcão, por “Esse vazio”; Isio Ghelman, por “Até o final da noite”; João Pedro Zappa, por “Guia afetivo da periferia”; Kiko Mascarenhas, por “O camareiro”; Leonardo Hinckel, por “Inútil a chuva”; Lucas Drumond, por “Tudo o que há Flora”; Luciano Chirolli, por “Memórias de Adriano”; Marcelo Valle, por “A reunificação das duas Coreias”; Marcos Caruso, por “O escândalo Philippe Dussaert”; Marcos Veras, por “Acorda pra cuspir”; Nilton Bicudo, por “Myrna sou eu”; Otávio Augusto, por “A tropa”; Otto Jr., por “Amor em dois atos”; Ricardo Kosovksi, por “Boa noite, professor”; Roberto Bomtempo, por “Casa de Bonecas”; Roberto Rodrigues, por “Se vivêssemos em um lugar normal”; Rodolfo Vaz, por “O capote”; Ruy Brissac, por “O musical Mamonas; Stênio Garcia, por “O último lutador”; Tarcísio Meira, por “O camareiro”; Thiago Marinho, por “Tudo o que há Flora”; e Zécarlos Machado, por “Gata em telhado de zinco quente”.

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Elenco de “Aquele Abraço”

Por suas ótimas colaborações em papeis coadjuvantes, vale os destaques também a Ary França, por “Galileu Galilei”; Bernando Berro, por “O musical Mamonas; Bruno Sigrist, por “Cinderella”; Charles Fricks, por “Céus”; Felipe Ávlis, por “Shopping and fucking”; Felipe Porto, por “Quatro janelas para o paraíso”, Fernando Eiras, por ”Os realistas”; Hugo Germano, por “A cuíca do Laurindo”; Lucas Lacerda, por “Curral Grande”; Lourival Prudêncio, por “Medida por medida”; Marcelo Magano, por “Cidade Correria”; Marcos Nauer, por “O último lutador”; Marcos Suchara, por “Medida por medida”; Mario Terra, por “Sobra”; Mateus Ribeiro, por “Meu amigo, Charlie Brown”; Tomás Braune, por “Inútil a chuva”; Patrick Amstalden, por “O musical Mamonas; Pedro Monteiro, por “Sucesso”; Rodrigo Pandolfo, por “Céus”;

Todo o elenco de “Auê” e de “Gilberto Gil, Aquele abraço – O musical” apresentaram excelentes trabalhos!

O diretor Jorge Farjalla destaque por duas peças (Foto: Carol Beiriz)

O diretor Jorge Farjalla destaque por duas peças (Foto: Carol Beiriz)

Os melhores diretores
Como melhores diretores do ano, valem citar: Adriana Schneider e Lucas Oradovschi, por “Cidade correria”; Alice Borges, por “A vida passou por aqui”; César Baptista, por “Roleta-russa”; Charles Moeller, por “Cinderella”; Cibele Forjaz, por “Galileu Galilei”; Cristina Moura, por “Nu de botas”; Dani Lossant, por “um nome para romeu e julieta”; Daniel Herz, por “Tudo o que há Flora”; Demétrio Nicolou, por “Como era bonito lá”; Diana Herzog, por “Nora”; Duda Maia, por “Auê”; Eduardo Machado, por “Curral Grande”; Eduardo Tolentino de Araujo, por “Gata em telhado de zinco quente”; Fernando Philbert, por “O escândalo Philippe Dussaert”; Fernando Nicolau, por “Se eu fosse Iracema”; Grace Passô, por “Vaga carne”; Guilherme Leme Garcia, por “Fatal”; Guilherme Weber, por “Os realistas”; Gustavo Gasparani, por “Gilberto Gil, Aquele abraço – O musical”; Inez Viana, por “Nós não vamos pagar” e por “Os inadequados”; João Fonseca, por “A reunificação das duas Coreias”; Jopa Moraes, por “Shopping and fucking”; Jorge Farjalla, por “Doroteia” e por “Antes do café”; Luiz Felipe Reis, por “Amor em dois atos”; Márcio Abreu, por “Nós”; Marcus Faustini, por “Guia afetivo da periferia”; Moacir Chaves, por Imagina esse palco que se mexe”; Paulo de Moraes, por “Inútil a chuva” e por “O como e o porquê”; Rafael Gomes, por “Gota d’água – [a seco]”; Reiner Tenente, por “Ordinay days”; Roberto Bomtempo e Symone Strobel, por “Casa de bonecas”; Roberto Rodrigues, por “Se vivêssemos em um lugar normal”; Rodrigo Portella, por “Alice mandou um beijo”; Ron Daniels, por “Medida por Medida”; Ulisses Cruz, por “O camareiro”; Victor Garcia Peralta, por “Decadência”; Wolf Maia, por “33 variações”; e Yara de Novaes, por “O capote”.

Os melhores espetáculos

Considerando todos os aspectos, além das interpretações e da direção citadas, dentre os melhores espetáculos do ano, estiveram as produções: “33 variações”“A reunificação das duas Coreias”, “A vida passou por aqui”, “Antes do café”, “Auê”, “Casa de bonecas”, “Cidade correria”, “Decadência”, “Doroteia”“Galileu Galilei”“Gota d’água – [a seco]”, “Guia afetivo da periferia”, “Inútil a chuva”, “Nós”, “O camareiro”, “O escândalo Philippe Dussaert”, “Os realistas”, “Se vivêssemos em um lugar normal” e “Tudo o que há Flora”.

Um 2016 que respinga em 2017

Ouve-se falar muito bem de “60! Década de Arromba – Doc Musical”, de Frederico Reder; “Cabeça Dinossauro”, de Felipe Vidal; “Gritos”, da Companhia Dos à Deux; e de “Leite derramado”, de Roberto Alvim; que estrearam no fim do ano e devem voltar nesse início de janeiro de 2017.

*Rodrigo Monteiro é nosso crítico teatral e dono do blog “Crítica Teatral” (clique aqui pra ler) , licenciado em Letras – Português/Inglês pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, bacharel em Comunicação Social – Habilitação Realização Audiovisual, com Especialização em Roteiro e em Direção de Arte pela mesma universidade, e Mestre em Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor no Curso de Bacharelado em Design da Faculdade SENAI/Cetiqt. Jurado do Prêmio de Teatro da APTR (Associação de Produtores Teatrais do Rio de Janeiro) desde 2012.

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