Moda & Beleza

SPFWTRANSN42 #day 6: Sasha Meneghel e a medalha olímpica das Olimpíadas do Rio fecham mais uma edição da semana de moda mais importante da América Latina. Vem ver os detalhes!

Nesta sexta-feira, Memo+Lolitta, Cotton Project e João Pimenta ainda completaram o último dia desta edição da SPFW que teve a Coca Cola Jeans como destaque

Publicado em 29/10/2016 | Por Leonardo Rocha

*Com Julia Pimentel e Marcos Eduardo Altoé

Depois de seis dias e mais de 25 desfiles espalhados por toda São Paulo, a SPFWTRANSN42 se despediu em grande estilo. Ontem, a Coca Cola Jeans levou Sasha Meneghel e a medalha olímpica dos Jogos do Rio para a passarela da fashion week. Tudo isso e muito mais foi acompanhado pela mãe da jovem estudante de moda, Xuxa, pelo pai Luciano Szafir, por personalidades brasileiras e por uma sala lotada de convidados e fãs. Além de todo o agito causado pelo desfile da Coca Cola Jeans, o sexto e último dia de apresentações do mundo fashion ainda teve a coleção menos conceitual de João Pimenta, as criações da parceria entre Memo e Lolitta e a performance da Cotton Project. Desce mais para ver o que rolou!

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Memo + Lolitta

Dando início aos trabalhos do último dia de desfiles da SPFWTRANSN42, a Memo se uniu com a já consolidada Lolitta para uma apresentação surpreendente, nesta sexta-feira. A marca de fashion fitness comandada por Patrícia Birman e Lolita Hannud foi uma grata surpresa ao levar pela primeira vez a moda esportiva para as passarelas do evento, com sua colorida coleção-cápsula. Na passarela, a dupla apostou no conforto e na funcionalidade das peças. “Somos a primeira moda fitness a desfilar na São Paulo Fashion Week. No entanto, são roupas que vão muito além da academia. Ela é voltada para a mulher que malha e ainda tem que fazer outras atividades durante o dia com o mesmo look”, disse Patrícia, que é filha do empresário Anderson Birman, dono do império de sapatos da Arezzo.

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Conhecida por suas peças em “dry fit” – próprias para quem frequenta academia, a Memo + Lolitta se apresentou um pouco mais fashionista, mas não o bastante para assustar suas clientes. Jaquetas de plástico corta-vento, calças largas, shortinhos de corrida em tecidos que lembram couro, além de saias lápis coladas ao corpo que ganharam detalhes geométricos em cores vibrantes como rosa, verde neon e metalizados prata. Alguns dos looks podem ser facilmente transportados da pista de corrida diretamente para produções do dia-a-dia. “Memo significa o resultado de uma brincadeira de palavras entre ‘Meu Momento em Movimento’. As peças precisam estar sempre apropriadas para o movimento, mas com pitadas de sensualidade. O nosso foco é fazer com que a mulher se sinta ainda  muito mais bonita e super confortável”, disse.

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E a parceria entre as estilistas vai muito além do trabalho. Amigas de longa data, Patrícia e Lolita viram a ali uma grande oportunidade de estreitar laços afetivos e profissionais. ” A gente já se conhecia por causa das marcas. A Paty é uma cliente da Lolitta”, disse ela, que, aproveitou para falar sobre o processo de criação.  “Essa coleção tem tudo a ver com a gente. Usamos 12 cores que, quando misturadas, se tornam uma coisa super harmônica e homogênea. Essa brincadeira de recortes no lugar certo que valorizem o corpo. Agora, saber usar a transparência valorizando o feminino e traz um ar fashion para o universo fitness”, apostou Lolita.

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Nos pés, os mais novos lançamentos da marca Fiever foram os escolhidos para complementar os looks do desfile. Tênis e slip ons metalizados tiveram destaque, aparecendo tanto em dourado como prata, variando a altura dos solados. Algumas peças diferenciadas também tiveram espaço, como uma espécie de tênis com abertura frontal e traseira, que se assemelha aos slides.

 

Nos pés, os mais novos lançamentos da marca Fiever (Foto: AgNews)

Nos pés, os mais novos lançamentos da marca Fiever (Foto: AgNews)

Na Passarela

A marca de fashion fitness de Patrícia Birman encontrou seu lugar ao sol da moda com uma parceria estratégica com Lolitta Hannud, da Lolitta. A partir de uma proposta arrojada, modelagens exclusivas receberam recortes para as formas retas e geométricas que são características da Lolitta. Estilo, conforto e funcionalidade são as palavras de ordem da coleção, que mistura tons sóbrios, como preto, bege, cinza e rosé, aos vibrantes amarelo limão, laranja e rosa pink. As peças foram pensadas para muito além do ambiente esportivo, algo que segue a tendência do sporty-chic, o tem-que-ter da moda nas últimas temporadas.

Beleza

Seguindo os conceitos da marca, o stylist Dani Ernandes apostou em uma caracterização que chegasse perto de uma mulher que acabou de realizar seus exercícios físicos. Para isso, o gel deu uma intenção de cabelos molhados, enquanto o blush e o gloss trouxeram uma pele avermelhada de quem acabou de realizar exercícios. “Como é uma coleção fashion fitness a gente primou por elas estarem com esse aspecto molhado, que eu acho que combina muito com a coleção, mas com um toque mais moderno. Esses cabelinhos grudados na testa são para parecer que está com suor, mas de uma forma mais saudável. Esse rubor que elas estão com o blush serve para mostrar que a mulher acabou de sair da academia. É tudo muito simples. No cabelo, muito gel”, entregou.

Beleza assinada por Dani Ernandes (Foto: AgNews)

Beleza assinada por Dani Ernandes (Foto: AgNews)

Veja também: SPFWTRANSN42 #day2: Viagens, musicas e pluralidades criativas compõem o segundo dia de desfiles que ocupou diferentes endereços da capital paulistana

Cotton Project

Inspirada na música e na cultura jovem, a Cotton Project apresentou a “Merchandise Collection” como uma performance na Baró Galeria, na Barra Funda, em São Paulo. Segundo a marca, uma evolução das camisetas de banda em forma de coleção cápsula. “A gente já trabalhava com músicos no passado, com umas parcerias de banda, mas se limitava a algumas camisetas”, comentou Rafael Varandas, diretor criativo. O mesmo explica que esse formato já é sucesso no exterior, onde existe uma cultura forte de festivais de música, como Coachella, Lollapalooza, Glastonburry, entre outros. “Trouxemos uma tendência de fora, que é trabalhar o merchandising mais como uma coleção cápsula, e que tem esse formato híbrido entre venda nos shows e festivais, e venda na loja, ou seja, uma coisa que funcione nos dois lugares”, disse.

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E para o “start” deste novo formato, a Cotton Project elegeu duas duplas: Aymoréco e Selvagem. A primeira é a banda do ator Chay Suede e do músico Diogo Strausz, uma interpretação debochada da música latina romântica. A segunda envolve os DJs Millos Kaiser e Augusto Trepanado, dueto que inclusive é residente em festa de mesmo nome, uma das melhores da cena eletrônica brasileira. “As bandas são na verdade nossos amigos, então o trabalho foi muito fácil. Primeiro eles falaram o que eles queriam, para então virar um pingue pongue até chegarmos no resultado final”, revelou Varandas.

E o diretor criativo explicou, ainda, o que serviu de inspiração para cada momento da coleção. “No Aymoréco a gente trouxe algo mais jovem, da paquera, do rosa, do batom, que é uma identidade visual deles e que tem a ver com a música”, revelou. Pois o que vimos foi o bom humor escrachado do figurino da banda reinterpretado para a coleção. Jaquetas bordadas à mão foram o grande destaque, além das peças full print, nas quais marcas de beijos formaram a estampa principal. Já para o Selvagem, a marca foi além da identidade original do duo para resgatar o momento histórico da popularização da música eletrônica, na década de 1980, em Nova Iorque.

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Conta-se que o movimento partiu da Big Apple para Chicago, para então chegar à Europa, e, assim, ganhar o mundo. O clima clandestino da festas e a cultura “outsider” serviram da mote para as peças, cuja estamparia privilegiou os grafites do metrô de NYC. “Tentamos sair do estereótipo do nome Selvagem e da estética tropical para voltarmos até o começo da cena dance music, para o começo do movimento social”, confirmou Rafael Varandas.

Como grande parte das marcas que desfilaram suas coleções na Semana de Moda, a Cotton Project já se movimenta para adequar sua estrutura ao formato desfilou-comprou. Varandas comentou, porém, que a “Merchandise Collection” chegará às lojas apenas em dezembro, daqui há 01 mês. “Talvez classifique como see now, buy now, mas em todo caso ela é uma transição para nós. Não íamos desfilar, mas já que estreamos na última edição, em abril, achamos que ficar de fora poderia gerar um gap ruim para nós”, avaliou. O dito gap justificou pensar em algo diferente para apresentar no evento. “Por mais que já estivéssemos realizando algo nesse perfil, esta é a primeira vez que trazemos o merchandising para o São Paulo Fashion Week. A próxima edição será, sim, totalmente no formato see now, buy now, pois ainda estamos arrumando a casa para tal”, completou.

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Uma das críticas ao formato é justamente a velocidade do mercado, e Rafael ainda explica que, ao seu ver, trata-se de uma questão de o como o sistema funcionará para cada caso, cada marca. “Se uma marca tem um atacado que precisa de um cronograma completamente diferente, isso pode atrapalhar. Para nós, uma marca pequena, que não trabalha tanto o atacado, pode ser que funcione melhor. Não vou julgar o que acho bom ou ruim, na verdade eu acredito que para o nosso caso poderá, sim, funcionar melhor, para uma outra marca de grande porte pode não funcionar tão bem. Mas, de resto, acho que todos fazem o que tem vontade. Só o fato de tirarmos o lance do inverno-verão da história já abre espaço para se fazer o que quiser”, afirmou. O jeito, então, é esperar para ver, e torcer para que a Cotton Project continue apresentando um belíssimo trabalho de moda.

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João Pimenta

Agora é a vez dos homens. Em uma coleção menos conceitual, João Pimenta apresentou sua coleção totalmente masculina na noite de ontem da SPFWTRANSN42. Por lá, o que vimos foram cores mais claras e shapes mais comerciais, apesar do destaque para alguns ainda conceituais. Segundo o estilista, o objetivo desta coleção era, justamente, trazer a sua moda “para a vida real”. “A inspiração da coleção foi a ideia de vir um pouco para a realidade das peças usadas na rua, embora as criações ainda tenham shapes mais conceituais. Em contraponto, a minha cartela de cor, os sapatos e algumas modelagens foram desenvolvidas a partir das tendências reais para a temporada. Desta vez, eu estou olhando para o desejo das pessoas para criar as peças”, explicou.

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Em relação à cartela de cores apontada por João Pimenta, o designer contou que apostou em uma combinação de 70 tons diferentes. Para a coleção Verão 17, o estilista acredita em um domínio de tons pastel. “Eu misturei tons nos quais eu acredito que serão tendência. Então, tem bastante nude, cores neutras, verde, azul e rosa. Mas tudo em tons claros, lavados e leves. Já nas modelagens, eu optei por shapes mais soltos e largos. Fora isso, os babados representam uma aposta minha de tendências e trazem um clima mais romântico”, detalhou.

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E essa não foi a primeira vez que João Pimenta assinou uma coleção que cruzou a passarela da SPFWTRANSN42. No segundo dia de desfiles, o estilista apresentou suas criações para a LAB, marca do rapper Emicida que trouxe a energia das ruas para a semana de moda mais importante da América Latina. Sobre essa dupla experiência, João destacou a “diferença completa” entre as criações. “Na LAB, é uma questão mais streetwear, em oposição à minha, que é mais elaborada com bastante alfaiataria. O mais bacana dessa experiência é poder criar em cima de lados bem opostos”, argumentou o estilista que emendou na questão da democracia da moda. “Eu acho que a moda é pensada para as pessoas, que possuem os mais diferentes tipos de gosto. Então, eu vejo que essa diversidade fashion é interessante e extremamente necessária”, concluiu.

João Pimenta (Foto: Agência Fotosite)

João Pimenta (Foto: Agência Fotosite)

Na passarela

João Pimenta adotou o desfila-compra com uma coleção pautada em tons pastel, alfaiataria primorosa de perfume esportivo, e atitude genderless. A estamparia e os os recortes evidenciaram o mood geométrico. Calças cortadas, um hit da temporada, marcaram presença. Saias plissadas reforçaram a assinatura ousada que o estilista carrega para o seu público masculino. A volumetria pontuou a coleção com maxi babados em locais estratégicos, o que, à primeira vista poderia soar exótico, porém imprimiu o clima dramático tão esperado pelos fashionistas. No geral, peças desejo que com certeza vão ocupar o closet do homem contemporâneo, principalmente as jaquetas bomber de forte inspiração na estética fitness 80’s.

Beleza

Para compor as criações de João Pimenta, os modelos apresentaram visuais leves, divertidos e despojados. No casting, oito modelos platinaram as madeixas e depois coloriram com tons vibrantes, como verde e azul. Responsável por reproduzir esta proposta do estilista, Luiz Mufato, da Retrô Hair, contou que o processo demorou cinco horas desde a noite anterior até o momento do desfile para conseguirem o efeito desejado. “O João me pediu para que os modelos tivessem esse visual mais divertido e já me deu o brieffing dos cabelos platinados. Então, nós da Retrô Hair partimos para a descoloração dos fios e depois pintamos os cabelos com papel crepom. Afinal, esses modelos possuem outros trabalhos e não queríamos estragas os fios com muita química”, explicou.

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Desfile de João Pimenta na SPFWTRANSN42 (Foto: Agência Fotosite)

Dialogando com as peças de João Pimenta e o cabelo alternativo de alguns modelos, a maquiagem foi a mais básica possível. Na pele do casting, Luiz Mufato apostou apenas em correções e na nova prática dos homens modernos. “Na pele, a gente fez uma maquiagem muito leve, que remete ao homem contemporâneo. Ou seja, esse personagem usa maquiagem normalmente mas não quer transparecer a prática”, disse

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Coca Cola Jeans

Com Sasha na passarela e Xuxa na primeira fila, a Coca Cola Jeans fechou esta edição da SPFWTRANSN42 em grande estilo. No desfile das criações que tiveram o Oriente como inspiração, a marca apresentou a sua nova próxima autora da coleção cápsula que será lançada no ano que vem. Sim, leitores. A filha da Rainha dos Baixinhos, que hoje em dia mora em Nova York para estudar moda, irá assinar algumas peças para a grife. No backstage da Coca Cola Jeans, Sasha Meneghel nos contou que, apesar de todo assédio e repercussão que essa parceria esteja causando, ela está tranquila e com boas expectativas. “Estamos no estágio de produção de peças piloto, porém o nosso objetivo é que a minha coleção tenha meu DNA e seja despojada. Não quero ser vista como a princesinha filha da rainha. Estou empolgada, com medo e espero que as pessoas gostem”, comentou.

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Enquanto não conhecemos o lado estilista da jovem que parou o Brasil desde o dia de seu nascimento, concentremo-nos na coleção apresentada ontem. Além de Sasha, a Coca Cola Jeans ainda apresentou o músico Di Ferrero e o ginasta medalhista olímpico Arthur Nory. Na passarela, entre flashes, gritos e muitos convidados, o que vimos foi a exploração de um jeans mais refinado e com estilo oversized. Como Kelly Veloso, estilista da grife, nos explicou no backstage momentos antes de o desfile começar, a coleção Outono-Inverno da Coca Cola Jeans é uma mistura de propostas criativas. “A gente trabalhou muito os conceitos de amarrações, origamis e dobraduras e o jeanswear como protagonista em todos os formatos. Então, temos jeans bruto, amaciado, black, azul, lavado e desgastado. Outros pontos desta coleção são a assimetria, a mistura de jeans claro com escuro, as pregas, o shape oversized que, inclusive veste homem e mulher, e peças com abotoamento interno e envelopadas”, disse Kelly sobre as roupas que foram buscar referências orientais para serem desenvolvidas.

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Sobre a questão da moda agênero explorada por Kelly, a estilista contou que a grife acredita e aposta na questão de um mundo fashion mais democrático. Para ela, a liberdade é uma das palavras que nunca saem de moda no conceito criativo da grife. “A Coca Cola Jeans é uma marca que, com os seus dez anos de história, já faz muito sucesso. Por ser uma grife de jovens para jovens, a gente acredita muito nessa questão de uma moda democrática. Então, a liberdade e o não-preconceito fazem parte da história e da identidade da marca. É claro que temos uma coleção masculina e feminina, até por questões comerciais. Mas por que não brincarmos e misturarmos tudo?”, questionou.

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Depois da apresentação das criações da marca, que teve um belíssimo kimono em versões em jeans e prateada como símbolos da coleção, a Coca Cola Jeans teve um momento de surpresa. A grife adiantou os calendários para 2020 e nos lembrou o período mágico olímpico que movimentou o Rio de Janeiro e o Brasil em agosto deste ano. Patrocinadora das Olimpíadas, a marca de roupa trouxe o Japão, que terá Tokyo como próxima sede da competição, para a passarela da SPFWTRANSN42 no Parque do Ibirapuera. Na catwalk, o ginasta Arthur Nory, que nos orgulhou conquistando a medalha de bronze no solo nos jogos do Rio, desfilou com o seu tesouro ao som da música tema da Coca Cola para as Olimpíadas.

Desfile da Coca Cola Jeans na SPFWTRANSN42 (Foto: Agência Fotosite)

Desfile da Coca Cola Jeans na SPFWTRANSN42 (Foto: Agência Fotosite)

Sobre a questão de fazer moda em cima de uma marca de refrigerantes tão importante no mercado mundial, Kelly Veloso disse que a Coca Cola Jeans segue as mesmas propostas de sua mãe-criadora. Enquanto o lema dos refrigerantes é “abra a felicidade”, quando o assunto é moda, a frase é “vista a felicidade”. “A gente traz todo esse conceito que é muito forte da Coca-Cola como refrigerante para a roupa. Esta é uma marca jovem, pop e divertida. Para o desfile, apostamos nesse lado um pouco mais maduro da marca, diferente do que já foi feito. Antes, tínhamos um histórico de uma pegada muito mais esportiva. Mas agora, nós quisemos trazer a alfaiataria e o refinamento para o jeans que, só pelo material, já quebra e desconstrói a criação”, explicou.

Desfile da Coca Cola Jeans na SPFWTRANSN42 (Foto: Agência Fotosite)

Desfile da Coca Cola Jeans na SPFWTRANSN42 (Foto: Agência Fotosite)

Veja também: SPFWTRANSN42 #day5: da elegância da Escócia à vibe underground do moletom, SPFW tem mais um dia de desfiles plurais pela cidade. Vem conferir!

Na Passarela

A Coca-Cola Jeans viajou para o Oriente para formatar seu outono inverno 2017, trazendo na mala muitas historias e inspirações encontradas nas paisagens, arquitetura e tecnologia. Recortes geométricos, modelagem envelopada e ampla como os origamis, e abotoamentos internos apontam para o forte perfume oriental do mix. O jeans é o protagonista em suas várias apresentações, lavagens e beneficiamentos, e também em uma alfaiataria de fácil assimilação. O ano novo chinês pontuou a coleção com lindas peças em vermelho e prata, enquanto os moletons e parkas oversized ganharam detalhes de estilo, como as mangas alongadas.

Fique por dentro: Transformação, transgressão, transição: SPFWTRANSN42 movimenta o calendário da moda com apresentações por toda São Paulo

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