Moda & Beleza

Casa de Criadores Verão 17 #day3 – Dos novatos do Projeto Lab com ideias a mil ao “minimal guarani” de Weider Silveiro. Vem saber tudo do terceiro dia de desfiles

Igor Dadona trouxe o universo colegial para a passarela enquanto Ale Brito misturou a moda com artes marciais e Weider Silveiro criou uma coleção toda inspirada nos índios. Pelo Projeto Lab, Ellias Kaleb, Gabrielab e Isaac Silva marcaram seus nomes no imaginário fashionista e prometem ficar no evento por muitas temporadas

Publicado em 15/04/2016 | Por Karina Kuperman

O #day3 de desfiles da Casa de Criadores foi intenso e começou com as três marcas do Projeto Lab, aberto a estilistas e grifes iniciantes com e sem experiência que ganham uma vaga por até três edições dentro do evento e podem ser selecionados para integrar o line-up oficial. Nessa temporada, Ellias Kaleb, Gabrielab e Isaac Silva foram os destaques do projeto e apresentaram coleções originais e repletas de bossa. Enquanto Ellias usou suas referências da arte, cinema e design para criar peças comerciais com conceito, Gabrielab presenteou o público com a cor de sua malharia retilínea e Isaac Silva deixou a mulher ingênua de lado ao investir em uma coleção que flertou com o esporte. Assim como no #day1 e no #day2, o terceiro dia também teve muitas marcas apostando em peças agender. Vem saber tudo que rolou!

Ellias Kaleb – Projeto Lab
Ellias Kaleb estuda desenho desde muito cedo e já chegou a vender suas pinturas a óleo, porém, ver uma obra de arte estática o fazia ficar triste e foi na moda que ele encontrou sua verdadeira vocação. Com suas criações desfiladas nos corpos de modelos, Ellias viu uma maneira de se expressar verdadeiramente e, atualmente, permeia suas criações com referências de cinema, arte e design. As tantas linguagens garantem a técnica perfeita na hora de desenvolver suas peças. Mas ele vai além: gosta de trabalhar com sensações, não com o que pode ser visto e tocado. Nessa coleção, ele alcançou o equilíbrio ideal entre o conceitual e o comercial com peças em tons de vermelho e preto que deram o ar sensual da coleção. O agender também foi uma aposta do estilista, que colocou homens com vestidos decotados e de alças finas. Peças listradas e paetês vermelhos chamaram atenção na passarela e os detalhes em renda bordô prometem ser sucesso puro.

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Gabrielab – Projeto Lab
Foi graças a um trabalho de conclusão de curso na faculdade que Gabriela Braga criou sua própria label, a Gabrielab. E a grife já nasceu cheia de personalidade e com DNA todo próprio: a malha retilínea é o foco principal da estilista que venceu o concurso BtoBe, organizado pela Casa de Criadores e pelo Texbrasil, o programa de internacionalização da indústria da moda brasileira da Abit e da Apex-Brasil. Gabrielab é uma marca que fala com a mulher madura de maneira alegre e espontânea e a permite colocar a menina interior para fora através de muitas cores, estampas, misturas de malharia e peças que mesclam técnicas tradicionais do tricô com malha industrial. Em seu primeiro desfile na Casa de Criadores através do Projeto Lab, Gabrielab apresentou uma malharia com experimentação de babados e deu o que falar. As cores, claro, foram a característica principal da coleção. A cartela ficou entre as cores primárias e alguns elementos laranjas, rosas e verdes, tudo com estampas geométricas autênticas. Preto e branco também apareceram e materiais como fios de viscose, poliamida e acrílico formaram efeitos visuais para lá de interessantes.

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Isaac Silva – Projeto Lab
A mulher de Isaac Silva é forte, moderna e tem um ar rebelde, mas não deixa o romantismo de lado. Só que, nessa coleção, a ingenuidade antes apresentada não teve lugar na passarela. A grife contemporânea usa tecidos de qualidade e preza por acabamentos de primeira sem deixar o lifestyle confortável de lado. A coleção “afrofuturista” misturou o streetstyle com uma pegada esportiva e deixou o show com perfume moderno e descontraído. As peças produzidas em pequenas tiragens são o convite perfeito para o consumidor que busca por exclusividade e a modelagem é feita para a mulher real, com curvas. Prova disso foram as modelos plus-size na passarela, forma de anunciar que Isaac Silva agora trabalha, também, com tamanhos maiores, porque a moda pode (e deve) ser democrática.

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Weider Silveiro
“É minimal guarani, é hip hop guarajara, é agender pataxó”. Essas foram as palavras escolhidas por Weider Silveiro para descrever seu desfile antes mesmo de cruzar a passarela da Casa de Criadores. Dessa vez, seu minimalismo teve um quê de cultura indígena chique e a cor que mais apareceu na passarela foi… vermelho, claro. Em muitas peças listradas com off-white, faixas, penas aplicadas em crochê vazado e rendas, o vermelho foi a cor que deu o tom da coleção. Os tênis brancos de cano alto usados com meia e roupas de comprimento mídi chamaram atenção e os bordados coloridos só deram mais charme. Além disso, Weider optou por muito tressê no verão de sua marca. A beleza do desfile, de makes carregados à pinturas corporais sempre em preto, foi assinada por Ricardo dos Anjos e deu o que falar. Confira nas fotos abaixo!

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Igor Dadona
Foi trabalhando como jornalista e cobrindo as semanas de moda que Igor Dadona teve mais contato com o universo fashion masculino. De 2012 para cá, ele lançou uma coleção totalmente voltada para os homens, firmou sua marca e, desde então, desfile em toda edição da Casa de Criadores. Para essa temporada, o estilista buscou inspiração em uniformes escolares, já que, em sua opinião, essa é a primeira grande divisão de gêneros na vida de uma pessoa. Foi brincando com isso que ele criou saias de pregas e blusas colegiais. Mas a sala de aula de Igor Dadona ganhou ares ultra rebeldes com a bolsa que parece um livro e tem chifres, a make rabiscada no rosto dos modelos e outros elementos ousados. O bloco de estampas florais superdelicadas chamou atenção na passarela e as saias e vestidos em corpos masculinos provaram, mais uma vez, o DNA agender de Igor. Botões e golas em destaque nos blazers também prometem pegar de vez entre os fãs do trabalho do estilista.

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Ale Brito
Ale Brito já foi um estilista que baseava suas peças na pegada musical e, há tempos, vem flertando com a mistura entre o streetwear e o sportswear. Dessa vez, foram as artes marciais que inspiraram a primavera-verão de sua marca. As roupas faziam clara referência aos quimonos de judô, shorts de muay thai, calças de boxe estilo jogging e muito mais. Ale Brito tem uma relação antiga com a Casa de Criadores, já que foi o evento que o lançou, em 2011. Antes disso, ele foi assistente de marcas como Rober Dognani e Gêmeas e hoje, em sua grife, gosta de trabalhar com influências claras. Um dos nomes mais quentes da nova geração, ele surpreendeu ao misturar o sportswear de suas peças com um lado minimalista e japonista. Homens vestidos com roupas de alcinha chamaram atenção e as jaquetas bomber foram o super highlight da passarela.

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