
Segundo dados do Brasil Têxtil 2024, relatório anual elaborado, produzido e editado pelo IEMI – Inteligência de Mercado desde 2001, com apoio institucional do SENAI CETIQT e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) -, a cadeia têxtil e de confecção no nosso país produziu aproximadamente R$ 203,9 bilhões em 2023 e com um total de 25,3 mil unidades produtivas de diferentes portes e níveis de competitividade. “Os empregos gerados pela cadeia analisada somaram cerca de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos. Considerando apenas mão de obra direta são 757,4 mil postos de trabalho, equivalente a 9,7% do total de trabalhadores alocados na produção industrial. Este número demonstra a importância para o setor para a economia em geral, dada a significativa parcela de empregos ligados à área têxtil na indústria de transformação nacional”. Estes números representam a importância do setor na economia nacional, sendo a maior cadeia têxtil completa do Ocidente.

Diretor do IEMI, Marcos Villin Prado ressalta que o Brasil Têxtil apresenta “os principais indicadores da indústria têxtil e de confecção do país, organizados para permitir uma avaliação clara da evolução dos principais elos produtivos nos últimos cinco anos”. Acrescenta ainda que “o período coberto pelas estatísticas desta edição é particularmente relevante, pois permite analisar o desempenho do setor em um dos momentos mais marcantes de sua história: antes e após a pandemia de Covid-19. O relatório traz informações detalhadas sobre os impactos nos principais segmentos produtivos, regiões produtoras e diferentes portes de empresas”. A distribuição do Relatório é feita por todo o Brasil e principais mercados internacionais atendidos pela indústria nacional têxtil e confeccionista.
O contexto que enfrentamos pausou, misturou, fez com que a gente refletisse e pensasse novos caminhos. A crise do Covid-19 impactou todos os elos da cadeia. E para a manutenção dos negócios foi necessário pensar em otimização de recursos, tanto humanos e econômicos, fazendo uma avaliação também das tecnologias disponíveis. O diretor do IEMI ratifica: “os resultados da produção têxtil e de confecção em 2023 refletem as condições econômicas pós-pandemia no Brasil, como juros e inflação elevados, alto endividamento familiar, restrições ao crédito, fim do auxílio emergencial e a redução do poder de compra. Esses fatores evidenciam os desafios de restabelecer a “normalidade” em uma cadeia produtiva composta por mais de 20 mil unidades industriais de diferentes portes e níveis de competitividade”.
As informações, deste relatório, foram produzidas exclusivamente pelo IEMI, por meio de seus Painéis de Pesquisas Anuais, e complementadas por dados de fontes oficiais nacionais e internacionais, como IBGE, RAIS, SECEX, ITC e OMC. O objetivo é oferecer uma visão ampla e atualizada do setor, destacando sua importância na economia local e no comércio internacional – Marcos Villin Prado, diretor do IEMI
A publicação é um convite à reflexão sobre os rumos do setor produtivo nacional e sua importância para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do Brasil. Portanto, referência para quem busca compreender os caminhos, desafios e avanços da cadeia têxtil e de confecção no país. Os principais indicadores do setor foram desenvolvidos com apoio dos consultores do IEMI, especialistas no estudo da indústria têxtil e confeccionista e apresentados com base em análises, entrevistas com fabricantes e dados de fontes nacionais e internacionais.
O estudo demonstra não somente os dados da cadeia têxtil nacional, mas também o comportamento do setor no mundo, elencando seus principais players. Assim, a sua elaboração ocorre por meio de dados que permitam o exame do consumo do segmento de fibras e filamentos e, especialmente, do comércio externo de têxteis e de vestuário. Adicionalmente, será possível visitar a colocação do Brasil nessa conjuntura internacional – Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira
Reconhecido por sua capacidade de orientar estratégias empresariais e políticas públicas, o Relatório Setorial Brasil Têxtil se apresenta como uma ferramenta valiosa para empresários, profissionais do setor e demais interessados em se aprofundar no funcionamento de uma das cadeias produtivas mais relevantes do país – responsável por movimentar a economia, gerar milhões de empregos e estar presente no dia a dia de milhares de brasileiros.
O maior desafio do IEMI, com esta publicação, é garantir que empresas, profissionais do segmento, entidades e autoridades governamentais tenham acesso a um acervo robusto de indicadores setoriais, capazes de auxiliar na formulação de estratégias empresariais e políticas públicas – Marcos Villin Prado, diretor do IEMI
Entre os dados da edição estão o perfil e as dimensões da cadeia têxtil e de confecção no Brasil, incluindo os grandes números do setor nos últimos cinco anos, até 2023; a evolução do parque fabril e os investimentos no período, com dados sobre número de unidades produtivas e empregados; a participação das principais regiões produtoras na produção nacional; e a produção têxtil por segmento. Também são abordadas estatísticas macroeconômicas que contextualizam o desempenho da indústria no cenário nacional e internacional.
Com o apoio do SENAI CETIQT e de outras instituições, o Relatório Brasil Têxtil 2024 é amplamente divulgada para que empresas – especialmente micro e pequenas – profissionais do setor e alunos, também tenham acesso gratuito a informações relevantes, contribuindo para a tomada de decisão estratégica e o fortalecimento da indústria nacional.
Dentre as principais regiões do país, o Sudeste é o principal produtor de têxteis, uma vez que concentra os maiores mercados consumidores e sedia os mais relevantes centros de distribuição de atacado e varejo do país. Em 2023, estimou-se que esta região foi responsável por 46,5% da produção nacional do setor, seguida pelo Sul com 30% – Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira
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