Moda & Beleza

As joias em forma de beachwear de Amir Slama encantam a passarela da SPFWN44 em apresentação que garante tom de diva às mulheres e tira o destaque dos homens

Para o Verão 2018, o estilista propõe o resgate do “old hollywood glamour” partindo de uma releitura contemporânea da atitude das divas do cinema, como Lauren Bacall e Rita Hayworth, e das vedetes brasileiras

Publicado em 31/08/2017 | Por Julia Pimentel

*Com Dudu Altoé

Quando Amir Slama assume o protagonismo da São Paulo Fashion Week já podemos esperar mais um show de beachwear ousado e luxuoso, que vai muito além das areias. E, desta vez, não foi diferente. Amir Slama segue arrancando suspiros com sua moda praia provocativa e repleta de referências. Para o Verão 2018, o estilista propõe o resgate do “old hollywood glamour” partindo de uma releitura contemporânea da atitude das divas do cinema, como Lauren Bacall e Rita Hayworth, e das vedetes brasileiras. Seguindo essa linha, Slama elegeu tecidos e texturas que remetessem à estética dos anos 1950, como o cetim de seda. “São tecidos que buscam lembrar uma estética de época, mas que apresentam acabamento contemporâneo”, revela.

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As peças, pois, valorizam a essência feminina daquele período, perfeitamente traduzida nos macacões, decotes e nós, elevando o mix ao nível de um prêt-à-porter digno de uma agenda badalada de verão. As cores foram trabalhadas de maneira monocrômica. Amir Slama elegou o branco, o rosa, o lilás, o roxo, o bege quase dourado e o vermelho para dar vida às suas divas e pin-ups na passarela. Uma estampa de listras foi pensada especialmente para conferir um perfume geométrico às peças. Os homens são meros acessórios nesta temporada. Os “boy toy” ganharam uma sensualidade sutil com shorts e bermudas mais curtas, além das sungas baixas e camisas em clima resort.

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Sobre o trabalho que Amir Slama vem desenvolvendo desde que retornou às passarelas, o stylist Yan Acioli, que assina o desfile, é todo elogios. “Sou exclusivo do Amir há quatro temporadas. Estou com ele há dois anos. E viemos contando várias histórias de mulheres, como dos anos 1980 e 1990, e, desta vez, chegamos em 1950. Ele é a melhor pessoa para se trabalhar”, diz. Responsável por traduzir o conceito da coleção para a passarela do SPFW, Yan afirma que eles continuaram voltados para a cultura pop, porém, agora, com mais glamour. “Trouxemos o universo burlesco para a temática, o que inspirou os sutiãs decorados como peças de joalheria, em um trabalho firmado em parceria com o designer Julio Okubo”. E o resultado não poderia ser diferente, deixando todos de queixo caído na plateia do desfile. “São verdadeiras joias para o busto feminino, criadas a partir de um flerte bem sucedido com o loungewear e a lingerie”, comemora Amir.

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Beleza: “Hoje eu vim para exagerar”, disse beauty stylist no backstage do desfile

As criações de Amir Slama ganharam um toque ainda mais especial com a beleza assinada por Rodrigo Costa para a apresentação. Se, antes de vestir, as peças já ganhavam status de maravilhosas, depois, tornaram-se completas. Acompanhadas de uma maquiagem nada simples, Rodrigo potencializou o mood das divas dos anos 1960 em uma beleza inspirada na musa maior da época Marilyn Monroe. “O Yan (Acioli) propôs um mood mais apegado aos anos 1950 e 1960 com os cortes e o estilo tradicional do Amir. Aí, eu comecei a pensar nas divas da época, viajar em uma boca vermelha e no volume dos cabelos. Foi então que veio a Marilyn a minha cabeça e eu comecei a criar em cima dessas inspirações sexies”, contou

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Sendo assim, além do bocão vermelho e dos cabelos volumosos, que tinham cachos nas ontas e raízes abaixadas com pente e spray, a produção de Rodrigo Costa ainda ganhou destaque nos olhos. Nas pálpebras, o beauty stylist usou sombra branca com efeito cintilante e, nas sobrancelhas, claro, pelos para o alto na aposta que ele vem tentando implementar em todos os seus desfiles nesta SPFW. “Eu acho que tudo é destaque nessa produção. A sombra, a boca, o cabelo… Hoje eu vim para exagerar”, brincou Rodrigo que, para os homens, não se preocupou com maquiagens e nem correções. “No homem eu não faço nada. É super natural”, acrescentou.

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