Mais uma vez, elas encontram voz e espaço e temos que comemorar – muito. O projeto videocast “Substantivo Feminino”, iniciativa do YouTube Brasil em parceria com Gênero e Número e Casé Fala, vem colhendo tantos elogios que, hoje (dia 12), às 9h, será lançada a terceira temporada. Retorna com a mesma precisão de propósito: ampliar debates sobre igualdade de gênero, tecnologia, liderança e empreendedorismo no país. Foi a partir de um Manifesto lançado no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, em 25 de novembro de 2023 – data instituída pela ONU com o objetivo de lançar luz e provocar o importante diálogo sobre prevenir e eliminar a violência contra mulheres e meninas -, que nasceu o projeto e levou para o centro das discussões as experiências das mulheres na sociedade, conquistas e desafios.

Ana Fontes (Foto: Cadu Andrade)
Cada episódio do videocast foi mediado e apresentado por Ana Fontes, empreendedora social e fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), criada há 15 anos a partir da necessidade de compartilhar conhecimento entre as mulheres e fomentar o protagonismo feminino no empreendedorismo, que muda não só a realidade de suas famílias, mas também de todo o ecossistema ao redor. As conversas desta terceira temporada foram gravadas no Espaço YouTube, em Brasília (DF). Ali, mulheres que são referências em diferentes áreas, da ciência à política, da economia à tecnologia, se reuniram para discutir temas urgentes: “Descodificando a IA: Por que a diversidade de gênero é essencial na tecnologia” e “Empreendedorismo Feminino: protagonismo e transformação”.
O episódio da terceira temporada que lança luz sobre o tema “Descodificando a IA: Por que a diversidade de gênero é essencial na tecnologia”, apresenta uma conversa inédita entre Samara Castro, advogada e chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação Social, Adriana Ventura, deputada federal, empreendedora e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Kizzy Terra, cientista de dados e cofundadora do canal Programação Dinâmica. Sob mediação de Ana Fontes, o diálogo percorre as desigualdades de gênero no setor, os desafios da regulamentação da inteligência artificial, as oportunidades educacionais capazes de abrir caminhos concretos para mulheres, e as estratégias que podem garantir que as mulheres sejam protagonistas, sim, na transformação digital que reconfigura o mundo do trabalho.

Kizzy Terra, Ana Fontes, Adriana Ventura e Samara Castro (Foto: Divulgação)
Em “Empreendedorismo Feminino: protagonismo e transformação”, as participantes aprofundam o debate sobre liderança feminina e empreendedorismo. A conversa contou com a presença de Soraya Thronicke, senadora e vice-líder da bancada feminina, Meire Barbosa, coordenadora da estratégia nacional Elas Empreendem, do Ministério do Empreendedorismo, e Flávia Paixão, empreendedora e fundadora da edtech Empreender com Paixão. No centro da mesa, desafios estruturais enfrentados por empreendedoras brasileiras, a predominância de mulheres negras no setor, políticas públicas de apoio e a importância da formalização e educação financeira.

Fabiana Oliva, Flávia Paixão, Ana Fontes, Alana Rizzo, Meire Barbosa, Soraya Thronicke, Paula Franklin (Foto: Cadu Andrade)
Os dois episódios serão disponibilizados no canal Substantivo Feminino, no Youtube, ampliando o repertório público sobre temas estruturantes da vida das mulheres. O debate sobre questões femininas orienta as diretrizes de pensamento de Ana Fontes, que há anos ressalta que as mulheres “são a maioria da população, 52%. E somos mães de outros 48%. Somos a decisão de compras de uma família; 50% dos empreendedores; a base da nossa sociedade. E, ao mesmo tempo, estamos sub-representadas em ambientes de poder”. Apesar dos avanços, Ana reforça que a desigualdade de gênero ainda impõe barreiras para a consolidação dos negócios liderados por mulheres.

Ana Fontes (Foto: Cadu Andrade)

Ana Fontes (Foto: Cadu Andrade)
A quantidade de mulheres empreendendo não significa que estamos ocupando os mesmos espaços. Quando você normaliza dinheiro e mulheres na mesma frase, mudamos o jogo. Se elas têm apoio e seus negócios prosperam, transformam a realidade à sua volta e geram impacto social ainda maior – Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME)
Ela também relembra a relação entre autonomia financeira e enfrentamento à violência contra mulheres, tema que pesquisa há anos. “A violência tem dois grandes pilares: dependência emocional e dependência financeira. Quando essa mulher gera seu próprio dinheiro, ela consegue mudar esse jogo. É por isso que o empreendedorismo importa”, reforça.
Este é um projeto importante que nos enche de orgulho por trazer para a mesa a discussão de temas femininos e mais: apresentado por Ana Fontes, que é uma referência neste assunto e agenciada pela Casé Fala – Patrícia Casé, empresária, sócia da Casé Fala, que faz a ponte entre pessoas que realizam, empresas e a sociedade civil
O Youtube é um grande parceiro, por isso ficamos honradas de assinar mais uma parceria com a empresa – Fabiana Oliva, jornalista com anos de experiência e sócia da Casé Fala, que conta com um departamento de diversidade com pensadores e intelectuais renomados e com larga experiência no mercado nacional e internacionais
No canal de “Substantivo Feminino”, no Youtube, também estão disponíveis conteúdos especiais que ampliam o escopo das discussões, entre eles “Mulheres no Mercado Audiovisual“, apresentado por Marina Person, que recebeu a Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, e a criadora de conteúdo Duda Meneghetti. A conversa coloca no centro da mesa o percurso das mulheres no setor, a expansão do protagonismo feminino no cinema brasileiro e as iniciativas para promover a equidade de gênero.
Além desse episódio, outros dois já podem ser assistidos. “Conexões Seguras, Mulheres e Segurança Infantil Digital” é mediado por Patricia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, e reúne Lílian Cintra de Melo, Secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Pilar Lacerda, Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e Isa Vaal, psicóloga, mãe e co-criadora da Totoy, do canal José Totoy Português no YouTube. A discussão se aprofunda na proteção das crianças no ambiente digital e a responsabilidade na criação de conteúdo infantil de qualidade.
Há ainda o episódio “Economia Criativa, Potência Econômica e Liderança Feminina”, conduzido pela jornalista Basília Rodrigues, que recebe Patricia Muratori, diretora do YouTube para a América Latina, Ana Leticia Magá, diretora executiva do Grupo Flow, e Cláudia Leitão, Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura. A conversa percorre a expansão da economia criativa no Brasil, o crescimento em um setor que movimenta bilhões, e a participação feminina, que é maior neste setor do que na média da economia brasileira, apesar das persistentes desigualdades salariais.
A nova temporada de debates sobre mulheres chega num momento em que o feminicídio atravessa o noticiário com a insistência de uma ferida aberta. Entre o fim de novembro e o início de dezembro, multiplicaram-se as falas, estatísticas e relatos que reforçam aquilo que Ana Fontes sempre pontuou: a urgência de um trabalho educativo capaz de instruir a sociedade sobre o caráter absolutamente inaceitável do ódio às mulheres. Para ela, há uma dimensão de responsabilidade masculina que ainda permanece intocada, especialmente quando homens se mostram omissos diante de situações de assédio ou se mantêm coniventes com outros homens que assediam. Essa tessitura de silêncios, observa Ana, sustenta e reproduz o problema.
Criada há 15 anos, a RME nasceu da necessidade de compartilhar conhecimento entre mulheres e de fomentar o protagonismo feminino no empreendedorismo. Esse movimento altera não apenas a realidade de cada família, mas o ecossistema econômico que orbita ao redor. Com programas, mentorias e articulações institucionais, a iniciativa se desdobra em diferentes frentes, todas orientadas por um mesmo propósito: esculpir para as mulheres o espaço que lhes cabe, inclusive e especialmente na política.
Ana Fontes, que também fundou o Instituto, afirma que o Substantivo Feminino cumpre um papel estratégico ao expandir discussões fundamentais na vida das mulheres, como independência financeira e ocupação de espaços de poder. “O objetivo do Substantivo Feminino é trazer conversas importantes e potentes, para que a gente consiga, de fato, impulsionar nossa busca por equidade”, afirma.
Segundo ela, a proposta que orienta a discussão sobre o feminino desde a primeira temporada do videocast é construir, por meio da palavra pública, o terreno onde a equidade deixe de ser apenas um horizonte e se transforme em prática cotidiana: “Ter pessoas com visões diferentes e, ao mesmo tempo, complementares, sobre temas bastante complexos foi fundamental para o debate proposto pelo videocast. A eliminação da violência contra as mulheres é um tema central para combatermos a desigualdade de gênero. Para nós, da Rede Mulher Empreendedora, é importantíssimo um projeto como o videocast para ampliar e aprofundar os debates e buscarmos soluções”.
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