Gente & Comportamento

Agito: Em Lisboa, resort fake transforma a noite em telhado de vidro e investe em funk e Ivete!

No complexo noturno Urban Beach, a balada é democrática, com direito a praia artificial em deck sobre o Tejo, ao som de ritmos variados!

Publicado em 27/01/2014 | Por Alexandre Schnabl

* Por Bruno Muratori

Hora de sair e nada combinado? Quer encontrar a galera, mas não viu a programação, acabou não tendo tempo de falar com ninguém e, ainda por cima, está por fora de qual vai ser o badalo? Então, esse tipo de situação acontece mesmo o tempo todo, independente de cidade, não é mesmo? Quem nunca embarcou nessa e, na hora agá, acabou se dando mal? Bom, pelo menos em Lisboa, esse tipo de roubada pode estar com os dias contados. O Grupo K (kappa, como no alfabeto grego) – empresa com mais de 25 anos de experiência na noite lusitana e traquejo de sobra para proporcionar agito de responsa – está dando o que falar não só na terrinha, mas em toda a Europa. Pensando na rapaziada plural da cidade e, também, naqueles viajantes descolados que não têm paciência para fados e pasteis de Belém, inaugurou uma super casa noturna voltada para os baladeiros de plantão, com várias opções bacanas para aquela turma que acabou ficando desprogramada em cima da hora. No Urban Beach é sempre possível chegar como não quer nada e ganhar a noite, sem sair de mãos abanando.

O lugar é espantoso, praticamente um oásis no meio da cidade, sede de um clube noturno dos mais badalados de Lisboa com capacidade para mais de 1000 pessoas e a ilusão de se estar flutuando no Rio Tejo. Aliás, se algum freqüentador animadinho tiver mesmo bebido além do ponto, vai acabar tendo a certeza de que virou Jesus Cristo e está andando sobre as águas. Absolut miracles! Afinal, o Urban Beach fica à margem do rio e, como é confeccionado em vidro, de lá o público pode contemplar uma das vistas mais deslumbrantes de Lisboa. Além disso, o point fica ao pé da ponte 25 de Abril, lindíssima e suspensa sobre o Tejo, lembrando a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, ou a Golden Gate, postcard favorito de quem passa por São Francisco. Puro luxo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fotos: Divulgação

E, como a ideia é atender a todos os gostos, o lugar abre cedinho, às 20hs, sendo destino certo para a rapaziada que curte um jantarzinho esperto antes do agito ou para aqueles que querem voltar para casa mais cedo, sem precisar passar Hipoglos no rosto, às oito da manhã do dia seguinte, para tirar as olheiras. Rolam duas opções. O Sakana (ops!), por exemplo, é um sushi bar decorado com palhas e cascatas, fazendo a linha espaço exótico bem descontraído. Já o Papagayo (que nada tem a ver com a icônica boate carioca de Ricardo Amaral nos idos de 1970/80) tem comida internacional, com ênfase nos grelhados. O preço, porém, não é para o bico de qualquer papagaio. Nele, o branco gelo predomina, iluminado por pequenos candeeiros art déco. O resultado fica intimista, mas muito chique. E, pelo andar da carruagem (e os nomes dos dois lugares), rola uma inspiração brasileira não é?

Bom, dos restaurantes, pode rolar um estica no bar da boate, ótima opção, mesmo que a pista não demore muito a esquentar. Nessa hora, já não tem mais como escapar: são três pistas. Na principal impera o house comercial, tipo David Guetta, onde é possível reunir a galera que quer fazer a fina entre os finos. Já a Box é destinada para os indies locais que preferem um som mais alternativo, incluindo um tech house. Esta pista tem mesmo o formato de caixa de som (daí o box no nome), é toda equipada com leds e o laser abunda por  todos os lados, evocando os nightclubs de Amsterdã. Libertação total!

A 3ª pista tem o sugestivo nome Wonder e ai de quem pensar que se chama assim porque Stevie andou dando uma passadinha por lá na inauguração. Nada disso! É neste lugar onde as paredes de vidro possibilitam o sight escape do rio e, óbvio, o lugar é uma maravilha mesmo. Para esquentar a frieza da caixa de vidro, a levada varia entre os ritmos latinos, funk, hip hop e, vez por outra, até Ivete Sangalo comparece para levantar poeira. Bom, e também rola aquele funk com direito a abaixadinha até o chão. Os locais estão aprendendo a fazer a coisa direitinho. E, claro, português sempre curtiu essa pegada black, já dizia Gilberto Freire, não é mesmo?

No geral, o bacana do Urban Beach é poder ter os amigos de vários estilos por perto, podendo sair de um set e migrar para outra pista até encontrar sua vibe certa naquela noite. E, quem sabe, voltar para casa com a vida ganha. O lugar é repleto de gente bonita e a azaração rola forte, provando que os toucinhos do céu estão em riste!

E, para quem pensou que as opções acabam por aqui, há mais: para quem não está afim de muito barulho ou acordou fazendo a linha contemplativa, um deck sobre o Tejo, com sofás, pufes e cadeiras de praia está armado, local perfeito para um chill out ou, para as aves de rapina, observatório de tudo o que acontece na pista. Dali é possível marcar um alvo e partir para a pegação. Ou, se a vibe for mesmo se entregar ao ócio criativo, esta área ainda permtie a degustação do luar sobre o rio, tendo a ponte ao fundo. Dizem que o local é campeão das instagradas na noite lusa. Ou seja: se o cara for mal de papo, pelo menos ganha o cenário. No mais, uma dica: literalmente se jogar na noite, ou melhor, no rio! Nas noites de verão, esse deck tem areia, criando verdadeira atmosfera praiana, bem no centro da cidade. Amazing!

*Carioca da gema e produtor de eventos, Bruno Muratori é uma espécie de fênix pronta a se reinventar dia após dia. No meio da década passada, cansou da vida de ator e migrou para a Europa, onde foi estudar jornalismo. Tendo a França como ponto de partida, acabou parando na terra do fado, onde se deslumbrou com a incrível luz de Lisboa e com o paladar dos famosos pasteis de Belém, um vício.

Pesquisas relacionadas