Gente & Comportamento

Prestes a subir ao palco do Réveillon de Copacabana, Gabriel Moura revela desejo para 2016: “Amor. O egoísmo de roubar dinheiro da população só pode ser falta dele”

O cantor e compositor montou um show com repertório especial que homenageará a cidade sede dos Jogos Olímpicos e adiantou seus planos para o ano que vai entrar. Tem CD novo, gravação de DVD e mais!

Publicado em 31/12/2015 | Por Karina Kuperman

Gabriel Moura é um dos músicos que, hoje, sobe ao enorme palco montado nas areias de Copacabana para animar a virada do ano de mais de duas milhões de pessoas. Em uma festa cheia de motivos para comemorar, já que, em 2016, o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, não faltará animação. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Ben Jor, Diogo Nogueira e Neguinho da Beija-Flor se juntarão para uma apresentação mais do que especial: o musical SamBRA, que homenageará o centenário do samba. Gabriel, que ficou incumbido da função de abrir os shows no palco principal, fez questão de ressaltar, em entrevista exclusiva para o site HT, a felicidade pelo momento. “Tocar em um lugar como esse é incrível. Copacabana é emblemático, é um lugar ícone do Brasil. Vai ter tanta gente presente, de todos os lugares do país e do mundo. É uma honra, felicidade e responsabilidade enorme. Dá um friozinho na barriga, porque ninguém é de ferro. Mas prometo dar meu melhor e levar muita alegria para essas pessoas. Quero proporcionar um final de tarde inesquecível no dia 31, com todos felizes e em paz para um início de 2016 em alto-astral, alegria e possibilidade de renovação” disse.

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(Foto: Guto Costa)

E o repertório é propício! “Preparei um show muito bacana, com músicas sobre os bairros do Rio. Tem sobre Madureira, as favelas da Zona Sul, São Gonçalo, Méier… a homenagem é para a cidade. Falaremos de amor, positividade, que é o que desejo nessa virada”, adiantou ele, que, no ano passado, comandou o show da virada no Aterro do Flamengo. Sobre a experiência, ele só tem boas recordações: “Uma das coisas mais marcantes é a disponibilidade do público. Todo mundo está ali para se divertir. Qualquer coisa que eu falava as pessoas faziam, comemoravam. Isso me deixou impressionado e gratificado. Nesse, com a praia inteira de Copacabana, o mar de gente, tenho certeza que as pessoas estarão na mesma energia de comemoração”, afirmou. E enquanto muitos se divertem, como é trabalhar na noite do Réveillon? “Eu adoro! A música é minha vida. A partir do momento que montamos uma equipe, ela depende de nós, principalmente desses grandes eventos. A banda, a galera da equipe técnica, estão todos em uma felicidade enorme, vibrando. Ninguém está preocupado, pelo contrário, é uma honra. O Natal é mais para a família, o Réveillon é diversão em todos os níveis, me sinto muito feliz. Não levo como obrigação”, garantiu.

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O palco em Copacabana já está preparado para receber Gabriel Moura e outros músicos (Foto: Heloisa Tolipan)

Cantor e compositor, Gabriel é mais conhecido por suas letras famosas. Perguntado sobre a dose de altruísmo necessária para ficar “por trás” do sucesso, ele revelou que, em 2016, pretende focar mais na carreira como cantor, mas garantiu que, quando o resultado final de um trabalho é positivo, não tem como não ficar feliz. “Eu trabalho muito sob encomenda. Alguém me diz que está gravando um disco e eu pergunto sobre, tento chegar na atmosfera do artista e enviar uma letra para que ele consiga atingir suas metas. É um exercício de humildade, sim. Muitas canções são parcerias. O Seu Jorge, por exemplo, já gravou 50 músicas que eu compus. Só nos três últimos discos são quase 30. No fundo, queremos que a música ganhe, que o resultado seja satisfatório e toque o coração das pessoas. Esse ano, estive em um momento de compor pra mim. Me lançar como artista, chegar no mercado”, disse ele, que lançou o CD “Karaokê Tupi 2” e, em 2016, pretende lançar um novo disco e gravar seu primeiro DVD ao vivo. “O novo CD ainda não tem nome, mas garanto que será sobre assuntos positivos. Quero que seja um canal de alegria para as pessoas. Já a gravação do DVD é um show que já venho preparando, que será baseado no do Réveillon, mas adaptado, claro. É para que as pessoas se sintam parte da festa”, destacou.

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A capa do “Karaokê Tupi 2”. Em 2016, Gabriel lançará um novo disco (Foto: Reprodução)

Aliás, o show em Copacabana contará com um figurino especial. Tanto Gabriel como os músicos da banda usarão roupas estampadas com a frase: “Mais amor por favor”. “Depois dos atentados em Paris eu fiquei pensando muito. Nós achamos que estamos em uma sociedade legal, construindo, tentando ser mais humanos e chega uma galera que não está compromissada com nada matando os outros. Nada justifica isso. Além disso, tem toda a confusão política no Brasil. O egoísmo de roubar dinheiro da população, da saúde, da merenda escolar, isso só pode ser falta de amor! Então: “mais amor por favor”. Conversando com os figurinistas, comentei isso e eles me apresentaram um projeto que eu fiquei até emocionado. Liguei para o Ygor Marotta, autor da frase, e ele foi super solícito. Então vamos usar e pedir mais amor, porque precisamos. Lemos notícias sobre tiros traçantes, bala perdida. Isso é triste e eu, enquanto cidadão e tendo um microfone na mão, vou usar a minha voz”, garantiu.

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Gabriel Moura posa com equipe técnica e banda com o figurino que será usado no show (Foto: Divulgação)

E não é só a voz. “Terei um telão atrás de mim durante o show e preparei projeções que falam sobre o amor. Quero passar essa mensagem e que ela seja forte”, adiantou. Afinal, é de amor que o mundo precisa? O que mais? “De amor, honestidade, verdade, cooperação, participação, humildade. No Brasil, a palavra básica é honestidade, que está permeando nossas cabeças. É do que mais precisamos, além de ética. O povo sente falta! É bacana ver as pessoas se conscientizando e vendo que, se votar no Tiririca, está arriscado de ele ser presidente. Não pode votar de brincadeira. Vislumbrar a possibilidade de um cara desse ser presidente é muito sério. Não dá para fazer piada. Temos que dar força para os governos fazerem o certo em de tentar derrubar. Não importa que partido esteja no poder, que, em consignação, estejamos unidos, conscientes e cobrando para que deem o que merecemos e ajudando para dar certo”, opinou.

Cheio de opiniões fortes, ele deseja, no ano que entra, poder comemorar a vida. “A expectativa é de um 2016 mais legal em todos os níveis, com pessoas mais gentis e um Brasil mais honesto, feliz, com gente querendo a festa. Não gosto de quem diz que não tem porque comemorar. É comemorar a vida”, disse. Quem discorda? Pois que venha 2016!

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