Gente & Comportamento

“Nós, mulheres, lutamos todos os dias para sermos donas do nosso próprio corpo”, diz Fernanda Keulla

Vencedora da décima terceira temporada do Big Brother Brasil, a ex-participante opinou ao HT sobre relacionamentos, o papel das mulheres hoje e o que tirou como lição por ter participado do reality show

Publicado em 26/08/2019 | Por Heloisa Tolipan

*Por Iron Ferreira

Desde a sua vitória na décima terceira edição do Big Brother Brasil, exibido pela Globo em 2013, Fernanda Keulla continua sendo uma das mais populares ex-participantes do polêmico reality show. O carisma e a personalidade extrovertida fizeram com que a mineira de 33 anos conquistasse um grande público na internet, acumulando mais de dois milhões de seguidores. Consequentemente, chegou a integrar, ao lado da atriz e cantora Sophia Abrahão e as ex-bbbs Vivian Amorim e Ana Clara, a equipe de apresentadoras do extinto Vídeo Show, ainda em 2019.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

“O suporte que tenho das pessoas que me acompanham me dá força para lutar. Sinto orgulho de chamá-las de fãs. Esse é o combustível que me faz querer ir além. Eu e as meninas formávamos um time “Girl Power”. Além de ser um enorme aprendizado, com uma equipe que eu admiro e que se tornou muito próxima, fazer o que você ama e dividir essa satisfação com o público é emocionante”, disse.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Em conversa com o Site Heloisa Tolipan, Fernanda revelou que hoje só pensa em ser feliz: “Eu sou a favor da felicidade. Nós, mulheres, lutamos todos os dias para sermos donas do nosso próprio corpo e fazermos dele o que bem quisermos. Todo trabalho é digno e não cabe julgamento. Se o trabalho é executado seriamente e com respeito, você faz por merecer sua relevância, seja em qualquer área”.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Apesar do prêmio em dinheiro, a constante exposição pode trazer sérios empecilhos. A aproximação de pessoas mal-intencionadas é, de todos os problemas, o que mais a preocupa. “Minha vida é cercada pela minha família e pelas pessoas com que eu trabalho. Isso me garante certa proteção quanto a possíveis pessoas inconvenientes. Porém, é claro que nesta caminhada nem todo mundo tem boas intenções, mas isso é inevitável. É necessário estar alerta aos sinais, pois quem é de verdade entra para somar e não para diminuir”, afirmou.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Fernanda ainda revelou sentir receio ao iniciar um novo relacionamento e que tenta manter distância entre a sua imagem pública e a sua intimidade: “Quando me relaciono com alguém também sinto medo. Independente se a pessoa for do nosso meio ou não, neste mundo de relacionamentos descartáveis, tento ao máximo deixar tudo bem esclarecido. Acho que minhas experiências me fizeram concluir que quanto mais verdadeiro formos, menor será o sofrimento. Mas para isso é preciso coragem”.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Embora possa parecer fácil, passar três meses em total confinamento, mesmo com a promessa de um vantajoso prêmio, é uma tarefa árdua. Além da convivência com indivíduos desconhecidos, um se adaptando ao jeito e a personalidade do outro, manter a mente sã diante de tantos estímulos se torna o verdadeiro dilema. “O confinamento causa um autodescoberta enorme. É uma viagem pra dentro de si com retorno direto para o convívio social. A partir do momento que você se conhece mais é possível entender os seus limites, enxergar e se relacionar melhor com o outro. Minha primeira conclusão, ainda dentro da casa do BBB, foi a de que ninguém é completamente ruim, assim como ninguém é totalmente bom. Perdão, empatia e benevolência vêm como consequência”, pontuou.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Fernanda também nos contou que existe um forte estigma relacionado com as pessoas que participam do programa. Segundo a mineira, suas habilidades enquanto profissional já sofreram descrédito. “O preconceito é algo enraizado na nossa sociedade e não seria diferente comigo, por ser ex-bbb. Mas isso nunca me causou raiva ou constrangimento, pois foi através do programa que eu realizei muitos sonhos, inclusive o de ser apresentadora. Se você for uma pessoa honesta com os seus princípios e com o próximo, seus objetivos serão alcançados. Eu considero que exista mais uma pressão externa do que interna”, falou.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

Apesar de toda a exposição, da qual a apresentadora revelou não ser muito fã, ela diz não se arrepender de ter participado do programa, uma verdadeira faca de dois gumes. Embora o limite individual seja constantemente invadido, as vantagens ainda são superiores: “Eu costumo dizer que tudo mudou. Profissionalmente, tenho a oportunidade de me dedicar ao que amo e aprender com os profissionais que eu admiro. Financeiramente, eu ajudei a minha família, realizei o sonho da casa própria, da faculdade da minha irmã e investi. Pessoalmente, conheci pessoas que lutam pelos meus sonhos junto comigo”.

(Foto: Danilo Borges/ Styling: Thidy Alvis/ Beauty: Johnny Lazz)

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