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Loucura de mendigo! Carlos Casagrande faz doente mental em filme sobre Dona Beja, com Vanessa Giácomo!

A nova produção tem elenco de peso, com Thaís Pacholek como protagonista e participação da vilã de “Amor à Vida”, que pula da novela para o set de filmagem!

Publicado em 30/01/2014 | Por Alexandre Schnabl

Presente na Fenim Fashion para lançar sua linha de camisas e jeans, o ator Carlos Casagrande deu uma palhinha para a gente sobre o novo projeto em que está envolvido: um longa sobre Dona Beja, onde interpreta um doente mental e morador de rua que teve participação afetiva na vida da dama de Araxá.

O filme, dirigido por Débora Torres, começa a ser gravado em três meses em locações reais na própria cidade onde viveu a cortesã, interpretada por Thaís Pacholek. “A produção se baseia em cinco pesquisas históricas diferentes e é bem realista, bem diferente da versão romanceada da tevê”, afirma o ator, se referindo à novela da extinta TV Manchete, um dos clássicos dos anos 1980, com Maitê Proença no papel-título.

Carlos Casagrande: mendigo nos sonhos em "Beja - O Filme", para o fetiche do mulherio (Foto: Reprodução)

Carlos Casagrande: mendigo nos sonhos em “Beja – O Filme”, para o fetiche do mulherio (Foto: Reprodução)

Beja – O Filme” tem participação de gente graúda como Lima Duarte, Zezé Motta, Othon Bastos, Milton Gonçalves, Ângelo Antonio, Vanessa Giácomo, Tuca Andrada e Nelson Xavier, com roteiro de Lucia Abreu, que ajudou a diretora a pesquisar a trajetória da icônica Ana Jacinta de São José. Não deve ser fácil correr atrás de documentos que atestem veracidade à história, já que, se a protagonista era do babado, abundam relatos sobre sua vida mundana, nem sempre verdadeiros. Mas o importante é que Dona Beja teve mesmo uma vida riquíssima. Dona de beleza ímpar – que, dizem, era mantida através de banhos em uma miraculosa Fonte das Jumenta (opa!) –, foi raptada pelo ouvidor do Imperador e, depois, acabou se tornando jacutinga de luxo, daquela que escolhia a clientela a dedo. Típico caso de economia de mercado onde a procura era bem maior que a oferta e, por isso, a mercadoria acabava alcançando preços exorbitantes. Tipo apartamento na Zona Sul do Rio. Se fosse hoje, em tempos de Copa do Mundo, Dona Beja ia acabar inflacionando também esse tipo de serviço, digamos, de lazer.

“Estou adorando a caracterização do João Bobo, meu personagem. É tudo bem diferente daquilo que já fiz e gosto de desafios. Variar papeis é ótimo e vejo este como o do gay que vivi em “Paraíso Tropical”, completamente novo”, afirma o bonitão, se referindo à sua participação na novela de Gilberto Braga, em 2006. Bom, vamos ver como vai ser dessa vez. João Bobo mesmo ou mão boba, já que o mendigo tem problema de cuca, mas é lindo de doer e Dona Beja não era de perder oportunidades?

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